
Ao poeta Paulo Cruz
Ah! amigo poeta,
De seus poemas não há mais nada a dizer,
a não ser, que encerram beleza, que se fazem essenciais feito casca de uva,
e que se deve abriga-los no coração.
Hoje acordei transfigurado..
mais orgânico,
cônscio da estrutura de mim...
Devenir de histórias de vida... Redimido..
a um passo de um devir...
no intervalo de deusas africanas, como algo que se constrói e se dissolve noutra coisa,
em outro alguém..
Agora que sabemos menos um do outro – que podemos apenas ser e amar..,
só nos resta sorver toda delícia de nus imantarmos,
liquefeitos até que perfeitamente solidificados em Molde-Crístico que imprimirá barra- forma e quilate à nossa existência.
Eis que tudo foi e ainda será bom!
Essa substância cada dia mais misturada a você,
Miguel Garcia
Um comentário:
Ah, Miguel, o mago das pa-Lavras, das melopéias valiosas, das ditosas saudações, dos belos mares de versos e das sublimes canções.
Ah, Miguel amigo, que comigo caminha a solitária lida dos desvalidos, e eleva-se acima do trivial para alcançar a beleza; que põe à mesa o céu e alimenta os (como eu!) famintos de amizade.
Miguel Garcia, que através da arte desvela e desvio anuncia a esperança, não aparte de mim tua poesia, nem teu sorriso de criança.
Obrigado,
PC
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