sábado, 18 de maio de 2019

In-tuindo um pouco mais...


In-tuindo um pouco mais...

O Deus de Jesus é Abbá, paizinho e mãezinha de ternura infinita e de perdão incondicional; um Deus que se preocupa com o ser humano e com o nosso bem e não com sua glória (Queiruga); um Deus absolutamente empenhado na máxima realização e bem-estar da humanidade inteira: paizinho e mãezinha aconchegado com a gente e que nos ama porque sim. Vassum Crisso - Miguel Garcia

Quando desejar não é o bastante…

Quando desejar não é o bastante…
É preciso forçar as coisas e, por um ato de vontade, arrastar a inteligência para fora de sua casa” Bergson
Quero a intuição e não mera inteligência: ando farto de inutilidades. 
Quero as coisas que nascem a partir da própria ação criativa, que abrem portais do futuro e lançam a vida em movimento: quero o Elã Vital.

Não quero seu “bom dia”, quero parceria e cumplicidade hoje aqui. 
Não quero esse pago de energia mística, forças ocultas, magias (“a paz do senhor irmão”, que as bênçãos do pai, blá, blá, blá...): quem disse que o Amor pode, sabe e se interessa por amaldiçoar e infernizar a criação? (Considere os pressupostos por trás do que você diz). 
Não quero saber de duendes, fadas (fora de contextos mitológicos), não quero saber de influência dos signos, coberturas apostólicas, espíritos assombrosos e, nada que não seja imanente como o Deus de Jesus comigo e com a humanidade inteira. Não quero saber de vitalismo esotérico, tampouco de verborreias pseudo abençoadoras do tipo: “Que Deus lhe abençoe, guarde e proteja”: e o Deus de Jesus lá teria interesse e vontade de infernizar e amaldiçoar pessoas? Explicações baratas e imprecisas sobre o problema do mal e sofrimento humano já não me me bastam hoje em dia. Não me venham com conclusões apressadas, obscuras e enigmáticas sobre temas tão urgentes e imprescindíveis. Recortemos conceitos que deem conta de nossa realidade, queridos.

Que tal libertarmos o desejo de criação que mora em nós - a capacidade interna de nos diferenciarmos e, assim, tomarmos as rédeas da situação? Lembrem-se que Emanuel significa Deus como apoio e sustento íntimo do humano - jamais como interventor fabuloso e mágico – jamais como um gênio da lâmpada.
Que tal um mergulho no mundo determinista, inserindo nele o máximo possível de indeterminação? Que tal uma entrega ao mundo finalista mas para inserir nele o máximo possível de outros caminhos? Que tal aprender a fazer bom uso da vontade e liberdade possíveis? A vida pode vir a ser fonte pulsante de geração contínua e um potente modo de agir sobre a matéria bruta na força de um Elã vital! Vassum Crisso – Miguel Garcia

quinta-feira, 16 de maio de 2019

O Deus de Jesus não é Júpiter.

O Deus de Jesus não é Júpiter.
Cesse de difamá-lo o sincretismo religioso (evangélico e outros).
Cessem de introjetar na Causa Primordial do Universo o que há de pior em vós mesmos: vontade de poder, afã de domínio, espírito de castigo e de vingança. 
Vossa psicologia sincrética projeta em Deus terrores e ressentimentos constantes, deformando a face divina no espelho de angústias, obscurecendo o divinal proposito com instintos de mágoa e desforra. 
O Deus de Jesus não é Júpiter! Arrependam-se, ou louvem a Zeus - Vassum Crisso - MG

sexta-feira, 29 de março de 2019

Contro-verso!


                                     
Contro-verso!

A banana comeu o macaco,
o menino mordeu o cachorro
e o crente elegeu Belzebu. Miguel Garcia

quinta-feira, 28 de março de 2019

Sobre valores de desvalores - forma e conteúdo das coisas e pessoas.

Sobre valores de desvalores - forma e conteúdo das coisas e pessoas.
Deus Mané ninguém quer! A turba exige um ídolo onipotente e distante, enquanto que Emanuel quer dizer: o Deus de Jesus apoiando e sustentando intimamente a totalidade da existência humanal, como seus medos, angústias, bem-aventuranças e sofrimentos. Miguel Garcia
Temos imensa dificuldade de lidar com quem somos, de onde viemos e o que estamos fazendo aqui (terror de morte), daí, tendemos a nos alienar/separar das realidades do mundo natural. Nesse processo/fuga, nos esquecemos de nossa essência/subjeti-vida-de/do Ser. Essa alienação faz com que nos percamos nas coisas (ou utensílios/objetos). Essa condição nos leva a valorizar em excesso os objetos (o ter) e, a desvalorizar a nós mesmos e, por extensão, a negar a humanidade de nossos semelhantes. Em outros termos, passamos a nos ver como bens de comércio. Nessa mesma linha, até a necessidade de transcendência é desvirtuada. 
Falamos na busca de valores espirituais que possam orientar e justificar a existência humana, contudo, vivemos em sociedades em que as pessoas são vistas como coisas (meios de produção), mesmo em confrarias e comunidades "religiosas". Ao nos comportarmos assim, negamos a transcendentalidade de nossos semelhantes e, dissolvemos os fundamentos do humano e da verdadeira espiritualidade, consequentemente. Negamos a legitimidade e transcendentalidade alheia e, somos negados sucessivamente, numa espiral infinita. 
Mas o que será que está por trás da nossa voraz tendência a negação dos outros como legítimos eles mesmos em transcendentalidade e convivência?
É que quanto mais ausente um objeto de desejo, mais o "amamos" - mais sentimos a falta dele - maior a sensação de vida pulsando: amamos a ausência de tudo e, não a posse, propriamente dita. A respeito disso disse acertadamente o Emílio Romero que: não é fácil gostar de seres de carne e ossos, simples mortais, limitados, contraditórios, oscilantes, como todos nós. É mais fácil admirar ídolos distantes, talvez protetores por sua "majestade inalcançável"... 
É por conta de nossas miopias e patologias que tantos e tantos gurus estão fazendo sucesso. Vassum Crisso - Miguel Garcia

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Já que não durmo a algum tempo...

Já que não durmo a algum tempo...
Já que as dádivas de Hipnos não me têm alcançado, já que a tranquilidade, a paz e silêncio não visitam minhas moradas a algum tempo, nem rio de esquecimento algum, ou murmúrio de águas límpidas que ajudam os homens a adormecer - nem bela cama, cercada por cortinas pretas, onde feito uma divindade grega eu possa sucumbir ao cansaço, sem que alguma angústia ou incômodo corporal me devolva ao cerne de tudo...
Há muito não me vejo trajando peças douradas, ou tons prateados. Há muito não sou surpreendido pelo jovem nu dotado de asas, tocando flauta e acenando para mim do espelho. Nada de um eu adormecido em leito de penas com cortinas negras à volta, nada de chifres contendo ópio, um talo de papoula, um ramo gotejando água do rio Lete ("Esquecimento"), nada de tocha invertida, repouso ou me perder de mim, nada. É aí que cesso de fugir e sigo ao encontro de Heidegger, Montaigne, Spinoza, Freud, Nietzsche, André Comte-Sponville e outras grandes almas... Vassum Crisso! Miguel Garcia

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Diga como é seu Deus, eu digo em quem você vota.

Diga como é seu Deus, eu digo em quem você vota.
Se seu Deus é um Pai proibitivo, que cria tudo e oferece imensa quantidade de possibilidades à disposição do desejo humano para depois proibir; o todo-poderoso vigilante como juiz castigador, invocado para justificar guerras e negação da legitimidade humana e liberdade religiosa,
Se seu Deus é aquele que não cessa de exigir sofrimentos para expiar maus-entendidos e indolência humana, mais do que duplicidade e maldade, propriamente ditas, vulgo: “nossos erros”,
Se seu Deus é aquele que, para auto-satisfazer-se, vitimou um justo e inocente (o próprio filho), o que se desdobrou na perdurada expiação ritual da celebração eucarística e numa “vida cristã” se desenrolando sob o signo de uma dívida jamais extinta,
Se seu Deus é implacável e perigoso, cuja força religiosa se une à política para manter seu intento,
Se seu Deus inspira e mantém a religião do medo, vivida no âmbito da utilidade (pagou levou), o que na prática funciona com base num contrato de troca subentendida por uma crença no valor mágico dos ritos - rito por rito, sacerdote como um ser sagrado ou mágico,
Se seu Deus é um meio para um determinado fim e, se Jesus é visto pela ótica da dor e não pela da instauração da justiça, da misericórdia e da solidariedade entre as pessoas,
Se de seu ponto de “vista”, o sofrimento do Cristo na cruz serve para justificar o sofrimento imposto, a submissão às autoridades, a legitimação dos sacrifícios humanos e, no caso de desobediência, protesto ou rebeldia, a culpabilização (das vítimas, no caso),
Se seu Deus é um ser que você deve agradar para que não seja terrível ou lhe abandone, um ser poderoso que ajeita sua vida, desde de que você seja capaz e merecedor de receber auxílio por conta se suas atitudes “moralistas e perfeccionistas”,
Se seu Deus é seu eu idealizado, um refúgio narcisista, um subterfúgio para não colidir com a “realidade”, se seu Deus é um tipo de reação diante da natureza, da relação difícil com a natureza (catástrofes, doenças, envelhecimento e morte), com os outros, com causas constantes de frustrações, com a sociedade na luta entre liberdade e prazer e os grandes sofrimentos psíquicos, se seu culto é a esse Pai providente e mais poderoso do que nossos pais da infância, se sua busca é por segurança e proteção diante dos terrores da natureza para contrabalançar as dores e privações, fatalidade do destino e da morte com o “futuro paraíso do além”,
Se você ainda não conseguiu vivenciar uma espiritualidade adulta por meio da fé, se sua relação com a divindade acontece entre um filho com um Pai que sabe e pode tudo, um complemento de suas carências e necessidades, verdadeiro obstáculo ao crescimento ao encontro autêntico com o Deus de Jesus,
Se seu Deus é seu eu onipotente e narcísico, que devora a divindade e suprime a alteridade - Deus deglutido e confundido com o eu fanático,
Se você confunde a divindade com seus próprios desejos e a imagina indo e vindo em sua direção a fim de lhe dar ânimo, para guiar seus passos e iluminar nas situações difíceis, perplexas e desalentadoras,
Se seu Deus é um mago da onipotência infantil (Gênio da lâmpada) de quem você pretende arrancar favores à força de rogos, súplicas e promessas, se seu Deus é implacável e perigoso (misógino, racista, homofônico e machista), cuja potência religiosa se une à política para manter intentos soberanos, acho cabível crer que seu voto seja do Bolsonaro.
Vassum Crisso - MG - Referências: P. R, Gomes, Queiruga, Moltmann, Sobrino

segunda-feira, 26 de março de 2018

GREG NEWS com Gregório Duvivier | A VERDADE SOBRE DIREITOS HUMANOS

Vida e-Terna



Vida e-terna é quando se vive no poder do amor, do serviço, do sacrifício e da verdade. O que é o algoz frente ao imortal? MG - Vassum Crisso

Cala-te!

Cala-te!
Se a noite cai e não te acalma,
Se as últimas luzes desaparecem no horizonte sem levar tuas preocupações,
Se o silêncio te mortifica; soterra e repousa sobre teus segredos, cala-te. 
Não penses mais, espera. 
Recusa a escolha entre uma palavra sábia e uma palavra louca. 
Espera que a razão retorne. 
Espera que o bom senso reorganize os fatos: cala-te. Vassum Crisso