quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Que in-ferno: de-texto!!!


Que in-ferno: de-texto!!! 

..."Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago." Luc 10:18


Eis o complexo psicológico da cultura humana, eis o andrógino, a imagem arquetípica tanto da Mãe Terrível como do Pai funesto. Eis o tirano, maquiavélico, cruel, sanguinário, manipulador, ávido por poder, pendendo para os pólos feminino e masculino, eis o caos, eis a bagunça, eis o dual e "misericordioso, justo, amoroso e protetor", eis o guerreiro, o severo e ávido por derramar sangue, eis o trapaceiro sob mil disfarces: Hermes (Mercúrio)? Prometeu? Loki? Anúbis (chacal)? Clown, o mensageiro de Malebolgia? Sombra coletiva? Resumo de todos os traços inferiores de caráter nos indivíduos? Duplo monstruoso? Reflexo de uma consciência ainda muito primitiva, indiferenciada e, por isso, muito próxima do nível animal da psique: o "Diabo"? Ler Cristina Levine Martins Xavier é como caminhar na companhia de Dante Alighieri e o poeta Virgílio... Ave Marias e Levine's! - Vassum Crisso - Miguel Garcia

sábado, 13 de agosto de 2016

Bestial ou humanal?

Bestial ou Humanal?

Não vou chamar de bestial o que alguns políticos e gurus "religiosos" praticam, pois seria injusto com os bichos da floresta. Até crocodilos protegem suas crias!... Vassum Crisso MG

De-pressão para todos!

De-pressão para todos! 
Miguel Garcia

Nosso eu interior se vê exposto, frágil, deprimidinho (bostinha) - bateria fraca (vírus?) - uma bagunça. Não há garantias ou referências estáveis, portos, não há um "nome próprio" e, por conta disso, vivemos carentes de confirmação incessantemente. É quando a essência da pessoa se vê murcha, em queda livre e, portanto, exposta àquilo com que todos lidamos (doença mortal?), (Desespero humano, angústia?), estados depressivos diversos - perdição existencial?
Não há mais um horizonte conhecido, modelo de vida, um tribunal supremo. Não há mais um céu com estrelas fixas. Lemos o jornal e eis a confusão! Vício ou virtude, só depende de um ponto de vista. Eis aqui um outro sistema de valores animais-humanos: eis um outro universo!
Não há mais instância ideal, dependemos do aleatório, das circunstância. Em outras palavras, a partir do momento que nosso trabalho, relações, situações, benefícios, tudo o que desejarmos, forem satisfatórios, nos pensamos/lemos energizados, mas basta que os resultados sejam mais complexos para que rapidamente nos pasmemos desabonados e carentes de tudo.
Já não me identifico com quase nada e ninguém. O que sobra é um sentimento interno de luta incessante para conservar e renovar significados enquanto estes últimos se desvalorizam e renovam tão rápido quanto as evoluções da moda, e isso enquanto eu mesmo estou entregue ao envelhecimento, como meu carro.
Vassum Crisso MG

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Uma boa lembrança pode salvar sua vida.

Uma boa lembrança pode salvar sua vida.
Mas há outra coisa que lembro e, ao lembrar, continuo agarrado à esperança. Lam 3. 20
O que a intuição resolveu chamar de mal assume muitas formas distintas.
Segundo o importante teólogo Torres Queiruga, existe o mal padecido e o mal infringido, o de enfermidade e o do crime, o individual e o coletivo, o da catástrofe natural e o da traição do ou ao amigo; o mal de algum modo tolerável e o sufocantemente insuportável, o que parece ter um sentido e o que se mostra irremediavelmente absurdo... Há o mal visto à altura humana e o que intuímos no sofrimento animal ou mesmo nos desastres produzidos pela natureza...
Queiruga ressalta que numa análise séria do problema do mal não cabem evasões teóricas: "pode-se negar o mal, porém não o sofrimento, ainda que o sofrimento não seja o único mal.
Para compreender a real seriedade do que está em jogo, Queiruga recorda que basta simplesmente pensarmos que se trate disso ao qual remetem igualmente o choro ainda "sem palavra" do recém-nascido e a busca de remédio para uma ferida ou uma enfermidade; "isso" que comove a humanidade diante das grandes catástrofes naturais; "isso" que torna repugnante uma traição ou suscita o horror perante a escravidão, o holocausto ou a fome no mundo. O "mal" é, em seu significado mais elementar e em sua mais inegável realidade, aquilo que experimentamos como o que subjetivamente "não queremos" e do que objetivamente pensamos que "não deveria ser", e que, bem por isso, rejeitamos e procuramos eliminar ou, pelo menos, suavizar. Bastaria o sofrimento de uma criança inocente, para que, muito além de todas os debates formais, tenhamos diante de nós a matéria do problema ("o mal"). Do mesmo modo, basta uma visita - com os olhos, os ouvidos e o coração - a qualquer hospital, sem falar nos horrores de uma guerra, para compreender a sua terrível seriedade, sejam quais forem as possíveis discussões acerca de pormenores ou matizes concretos.

A "coisa" - o mal está aí, mas não pode ser uma totalidade. Por certo que não há absurdos absolutos, fora da mágica nas palavras. É possível que a vida queira ser amável e que faça sentido. É possível que a maioria de nós carregue dor suportável (Fátima Guedes).
O profeta bíblico parece ter conhecido o mal e a dor bem de perto, mas não apenas estes últimos:

"Nunca vos esquecer a desgraça, o gosto das cinzas, o veneno que engoli.
Lembro-me bem de tudo - ah, e como lembro! - o sofrimento de chegar ao fundo do poço.
Mas há outra coisa que lembro e, ao lembrar, continuo agarrado à esperança. Lam 3. 20

Que cena teria brilhado imóvel e fora do tempo na memória do vidente, apesar de todo o padecimento que ele experimentou? Que cena que impenetrável em seu pensamento, exibia um semblante tão luminoso? 
Pois o adivinho fez questão de nos revelar que olhando para além de toda calamidade, deu-se conta de que não estava só - que a Eternidade - A Causa primordial, que a Transparência de todas as coisas (Deus Pai e Mãe) - que realidade última o acompanhava desde sempre. Foi aí que uma boa lembrança resguardou uma vida.

Quando a vida está difícil de suportar, entregue-se à solidão, 
Recolha-se ao silêncio.
Curve-se em oração, Não faça perguntas.
Espere até que surja a esperança.
Não fuja das provações: encare-as.
O "pior" nunca é o pior. Lam 3:28-30

Uma boa lembrança pode salvar sua vida?
Aqui vai um pouco sobre 'minha experiência':
Percebi que em algumas circunstância não é bom tentar compreender o incompreensível. Percebi que para suportar este mundo, por vezes é necessário desistir de entender o que o ultrapassa. Somos muito ingênuos em relação ao que as coisas realmente são: vida, morte, etc. 
Lanço mão de alguns ensinos de Espinosa: não rir, não chorar, não detestar, mas procurar compreender.

Com o Eric-Emmanuel S. aprendi a conter a revolta ou não me revoltar, me calo, não raciocino mais, espero. Procuro lembrar que "todo o ser de Deus consiste em amar", que justiça significa o mesmo para todos e que Deus nos dá a todos, igualmente, a vida e depois a morte. O resto depende da humanidade e das circunstâncias. Putz! viajei... ... Ave Marias!..
Vassum Crisso - Miguel Garcia

Siga o dinheiro!

Siga o dinheiro!
A vida política está desértica, não há a menor concepção ideológica ou mesmo utópica, não há palavra de ordem, nem projeto político algum. Não há mais agenda política, e "nossos homens políticos" se transformaram em gestores, a ponto de, muito 'logicamente', um grande povo ser 'forçado' a conduzir ao poder aquele que é apresentado como homem de negócios. A 'lógica' por detrás é a de que se esse tal homem de negócios soube gerir bem suas transações comercias, por certo saberia gerir as de seu país. Por analogia, uma vez que a política já não é fundamentalmente teológica como a de outrora e, que o poder por delegação, após o esvaziamento do céu, não vem mais de Deus, o que restou foi vidrar-se em política (vaidade, vazio) e seguir o dinheiro: se os gestores eclesiásticos se provarem excelentes na obtenção de lucros para seus seguidores ("bênçãos" literalmente sem medida - caprichos e mimos ao estalar de dedos), muito que bem, do contrário, segue-se com a pena máxima do mercado para todos eles, ou seja: não consumo. Se quer "compreender" o mundo e suas diversas motiv-ações, siga o dinheiro!... Vassum Crissum MG

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Você também “ouve vozes”?

Você também “ouve vozes”?

...A vida então quer ser amável... Fátima Guedes
Nosso mundo é um mundo com pessoas bastante arraigadas nele - nas convenções, crenças e invenções culturais de todo tipo, e com outras bem mais flutuantes “destacadas”: neuróticas, hipersensíveis, esquizoides? Toda rigidez a respeito de tipos de personalidade oferece riscos imensos. A vida pode se afigurar como um problema muito grande e ameaçador. Com certeza há os sujeitos “mais comuns” e bem ajustadas, que 'conseguem evitar a clínica psiquiátrica, mas alguém perto deles sempre terá que pagar por isso', uma vez que viver no estilo de lábios comprimidos como um cidadão modelo, etc, tende a gerar verdadeiros infernos cotidianos: é como quando por baixo de uma fina crosta ocultam-se rios de lava ardente e fumaça tóxica. Não se trata apenas da mesquinharia diária e dos pequenos sadismos praticados contra vizinhos, parentes, amigos, cônjuges e bichos de estimação. Muitas pessoas tidas por equilibradas, saudáveis e funcionais, movem-se feito sonâmbulas - como que numa espécie de esquecimento da angustia, por terem erguido um pesado muro de repressões para ocultar o problema da vida e da morte. Segundo Rank, Becker e outros estudiosos do fenômeno, olhando a coisa, não como um problema moral, mas sim de realidade e ilusão, chegaremos a conclusão de que aquilo que chamamos de caráter humano é, de fato, uma mentira a respeito da natureza da realidade (vital porém mentirosa). O “benefício” proveniente da auto-tapeação-intrapsíquica é o de que a pessoa permaneça protegida-embutida no “poder alheio” e, não vulnerável, como se isolada das crenças e práticas culturais: o sentimento de que a pessoa é importante e que está em condições de fazer algo de bom pelo mundo, tem o poder de confortá-la.
Você também ouve vozes?
Se sua resposta foi positiva, essas vozes podem estar sussurrando uma possível verdade: que a vida humana talvez não seja mais que um interlúdio insignificante em um maldoso drama de carne e osso a que denominamos evolução; que o Criador talvez não ligue mais para o destino do homem ou a autoperpetuação dos homens individualmente do que Ele parece ter ligado para os dinossauros ou os tasmânios. Seria esse o mesmo sussurro que escapa “incoerentemente” da Bíblia na voz do Eclesiastes: tudo é vaidade (vazio, ilusão), vaidade de vaidades?
Ou será mais prudente e sensato dar ouvidos à voz e a mensagem que musa Fátima Guedes veio entregar?

Grata
Fátima Guedes

Nos teus olhares ardentes
essa questão se demora:
o nosso amor é outono
é primavera lá fora
A vida, então, quer ser amável,
decerto faz muito sentido,
carrego dor suportável,
sou grata por ter nascido.
Teus olhos moram nos meus
queimam os meus, comem os meus.

Vassum Crisso - MG

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um pouco mais sobre Oração

Um pouco mais sobre Oração 
Miguel Garcia
Orar é ceder ao desejo de identificar-se com A Causa Primordial. Orar é modo de fundir-se à Transparência de todas as coisas. Orar é englobar-se e "perder-se" no Infinito.Orar é livrar-se das malhas do horror ao isolamento - de uma fragrante solidão que deixa o humano à mercê de suas débeis energias - tremulante, pequeno e impotente diante da transcendente natureza das coisas. Orar é integra-se e nutrir-se de paz - expandir-se para um Além Maior, avistar "exaltado" o próprio ser, dando-lhe verdadeiramente um sentimento de valor que excede todo limite. Orar é incorporar a vida criada na Criação-com-Amor que à ultrapassa.Orar é satisfazer o anseio por um sentimento de parentesco com o Todo Maior e Superior (Deus de Jesus).Orar é buscar um Além para além de si mesmo (a) afim de alcançar quem si é e julgar-se pertencente ao universo.Orar é um fruto da genuína aspiração pela vida - um esforço para obter plenitude de sentido sem, contudo, deixar de desenvolver-se e contribuir ativamente para o bem comum.Orar é zelar por si mesmo (a), colher e ofertar amor profundo, comungar da Fonte do Amor e Origem de tudo. Orar é aproximar-se do poder curativo da gratidão e humildade por ser parte singular da criação e pela oportunidade de experimentar a vida. 

Vassum Crisso

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Não era pra ser assim!

Não era pra ser assim!
Miguel Garcia

O comportamento religioso revelando diferentes formas de alienação da pessoa, tanto em âmbito teórico como prático.
Não era pra ser assim!
Religião como um obstáculo a ser superado para se alcançar a emancipação humana.
Não era pra ser assim!
Onde andará o brilho da dimensão ética e o postulado de sentido que a religião costumava ofertar à humanidade? E quanto ao valor especulativo e teórico dos princípios fundamentais?...
Não era pra ser assim!
E a religião como expressão de amor ao próximo ou como expressão do protesto da criatura oprimida diante do sofrimento, onde se perdeu?
Não era pra ser assim!
A petição consolidando a sujeição e dependência patética em relação à divindade.
Não era pra ser assim!
Quem dera cristianismo fosse sinônimo de uma maturidade capaz de afrontar a crítica da religião em uma sociedade injusta e irracional. Um cristão bem que poderia valer-se da crítica que os mestres da suspeita teceram e tecem, a fim de modernizar suas "doutrinas". Uma prática solidária permitiria evitar a acusação de que o cristianismo desvia as energias humanas para o além e o aquém. 
Não era pra ser assim!
Crer em Deus não deveria ser o mesmo que cair em ilusões e mistificações da realidade.
Não era pra ser assim!
Que tantas pessoas já formadas e "maduras" pudessem cair em atitudes infantis, próprias de quem recorre a uma presumida intervenção mágica e fabulosa do divino, precisamente quando captamos o "silêncio de Deus" em nossa sociedade secularizada.
Não era pra ser assim! 

Vassum Crisso MG