terça-feira, 6 de julho de 2010

Qual o valor de sua presença no mundo?

Qual o valor de sua presença no mundo?
(ins-pirado em Charles Melman)
por Miguel Garcia

No nível do eu, é evidentemente, a validade da presença de cada pessoa no mundo encontra-se discutida, discutível, já que ela só poderia ser verificada enquanto se é capaz de altas performances, quer dizer, enquanto a participação no jogo social ou na atividade econômica se encontra efetivamente reconhecida. Na falta de referência, do referente – seja ele ancestral ou não (amado irmão ou não), pouco importa – que permite afirmar sua validade e sua continuidade no bando, seu tônus, a despeito dos avatares de seu destino social, esse reconhecimento vem, evidentemente, a faltar. Simultaneamente, o sujeito, ou melhor, o eu se vê exposto, frágil, deprimido, porque seu tônus não está agora organizado, garantido por uma espécie de referência fixa, estável, segura, por um nome próprio, tendo necessidade de ser confirmado incessantemente. Os acasos inevitáveis desses percursos fazem com que, muito facilmente, o eu possa ver-se murcho, em queda livre e, portanto, exposto àquilo com o que “todos” lidamos, em maior ou menor grau de intensidade, a freqüência de estados depressivos diversos, ou frustrações perturbadoras.
Qual o valor de sua presença no mundo? Bem, isso irá depender de onde estiver o corpo de suas riquezas, 'aí se ajuntarão as águias'... 

 Oh! Hércules:
conclua seus trabalhos,
vem livrar-nos desse sofrimento!
Soltem "Bar Abbas"!
Quíron:
tome meu lugar no Cáucaso do existir.
L-ou-cura de L-ou-curas,
o número de loucos é infinito. Miguel Garcia

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