
Miguel Garcia
Eu vi a torrente do gênio,
Eu vi cabedal tão boêmio
Agitado em grandes ondas,
Deflagrando efeito de bombas,
Avançar rugindo,
Normas desavindo,
Perturbar almas maravilhadas,
Afogar vidas enfeitiçadas.
E não havia,..
E não se via:
Homens sensatos,
Bichos cordatos
Que habitassem ambas as margens do rio,
Devorassem sincrônicos: caça e plantio,
Que temessem a devastação de suas casinhas,
Que tremessem de preocupação por suas vidinhas,
Por canteiros de tulipas ou hortas,
Por terreno ajardinado que conforta,
Que soubessem evitar a tempo,
O batismo do afogamento,
Por meio de diques ou sangradouros,
Fuga das águas letais, mau-agouro,
Do perigo e ameaça,
Do juízo e da desgraça.
Eu vi, no espelho das ilusões,
Eu cri, nas imagens das frustrações.
Juro que vi! Eu... vi...
Um comentário:
Eu tb vi "Amiguel"........
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