
Miguel Garcia
a = não - a
Rogério só deseja sua mulher por ela poder ser negativada pela existência de uma amante, no caso, e inversamente:
Ruan amava Amélia que amava Ruan, que amava Margot em fadigas amando Ruan, que amava a ausência de Amélia em Margot que amava Ruan, que amava Margot em Amélia e Amélia em Margot.
Certa feita aborrecido, Ruan engraçou de Geni, que amava Ruan, que amava Amélia e Margot em Geni, que amava Ruan, que amava o desejo de amar Amélia, Margot e Geni em outro alguém. Geni à distancia não notava Ruan amando Rita, que amava Ruan, que amava essa falta em Amélia, Margot, Geni e Rita, que amava Ruan, que amava Amélia em Margot, Geni em Rita, que amava Tiago em Ruan, que amava esse nada em todas e nenhuma delas.
Um comentário:
Hum...poeta, nessa salada de sentidos, lembrei-me de Drummond:
QUADRILHA
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história
(Carlos Drummond de Andrade)
Abração,
PC
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