
A religião tem o poder de desapropriar da vida um sujeito - desapossá-lo das terras do bem viver, pisotear suas plantações de coragem e ousadia que, sujeitas a condições normais, frutificam erradicando, na medida do possível, o sofrimento e o mal e também integrando aquilo que não pode ser mudado momentaneamente, salvaguardando o sentimento de gratidão pelo dom benfazejo do existir.
Religião em meu entendimento, é sinônimo de ameaça à ternura, à delicadeza, à própria essência humana, é algo que violenta em nome da bondade amor e justiça.
Em resposta a toda essa opressão violenta (religião), inúmeras vezes travestida de piedade , e, ao mesmo tempo, em celebração à minha teimosa fidelidade a Terra, canto e danço uma marchinha de carnaval ante meus opressores, ainda mais porque segundo creio, a ressurreição de Cristo "está aí", reafirmando até mesmo as banalidades da existência, libertando do medo e da angustia através do puro amor e proclamando que o Deus-encarnado (Emanuel) não é adversário de projeto humano algum, quer que todas as famílias da terra sejam benditas.
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
Daqui não saio
Daqui ninguém me tira
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Aos que insistem em permane-c(s)er fora da festa e alegria do existir, a saber, aos autores de determinadas organizações eclesiásticas, engendradas por hábeis teólogos e devidamente codificada pelos chefes hierárquicos das mesmas, aos que operam tudo em detrimento total da vida livre, solidaria e fraternal - do humano, eu suplico:
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Basta! Pelo amor de Deus, deixem que vivamos em paz!
Não queremos seus conselhos ou "mensagens de esperança".
Aceitamos Cristo e o Evangelho do amor e graça incondicionais, contudo, rejeitamos o cristianismo que a ilusão, loucura, ganância e ambição de vocês insiste tanto em nos oferecer, ao mesmo tempo que nos expulsa dos assentamentos da vida.
Pelo amor de Deus!...
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