quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Quando se casar se faz urgente!


Quando se casar se faz urgente!

Um homem que quer, que precisa se casar contra seu melhor juízo simplesmente pelo motivo de que não aguenta mais ficar sozinho e ser açoitado por temores, apreensão e angústia, precisa entender que, no fim, isso que o persegue (aparição), sensações... - isso que parece sina, grude, imã, intrusão - essa coisa irmã dele mesmo que se objetiva como um outro, que esse reflexo, duplicata, não passa da própria solidão. MG - Ave Marias e Otto Rank - Vassum Crisso

Sobre maus organiz-a-dores, diretores e administr-a-dores de nações ou Estados (políticos corruptos):

Sobre maus organiz-a-dores, diretores e administr-a-dores de nações ou Estados (políticos corruptos):

"Depois Ele se voltará para os 'bodes', à sua esquerda, e dirá: 'Saiam, seus inúteis! Vocês não prestam para nada, a não ser para o fogo do inferno. E sabem por que? Porque -
Eu estava com fome e vocês não me deram comida;

Eu estava com sede, e vocês não me deram de beber;
Eu estava sem casa, e vocês não me deram uma cama;
Eu estava com frio, e vocês não me agasalharam;
Eu estava doente e preso, e vocês nunca me visitaram." Mt 25:41-43


Tentadores, amantes dos disfarces, das fraudes linguísticas e comportamentais. Vocês fazem da política uma tent-ação - atividade sedutora e perigosa. A essência do comportamento de vocês é enganosa, violenta e manipuladora. "Tal tirania não é uma síncope maléfica posta a serviço do bem, mas o mal puro, posto a serviço do puro mal."
Mentirosos à vista desarmada. Pintores e compositores da mentira infinita. Amigos do perigo, da incerteza tanto quanto afeitos do mundo fugaz, enganador, sedutor, mesquinho mundo... turbilhão de ânsia e cobiça! Vocês não dão crédito para a verdade em si, mas admitem que os homens não poderiam viver sem as "verdades" de vocês, sem as crenças de vocês, suas ficções lógicas, já que tudo em vocês ama a máscara, o disfarce. Vocês consideram que tudo o que há de mau, terrível, tirânico, tudo o que há de monstruoso, de 'rapina' e de 'serpente' no animal humano sirva tão bem à elevação da espécie humana quanto seu contrário... Isto bem mostra a imoralidade de vocês, quer dizer, a não-moralidade da política corrompida e corruptora. Mas o termo que melhor expressa o 'lugar' que vocês, maus organiz-a-dores, diretores e administr-a-dores de nações ou Estados imaginam ocupar, é "além do bem e do mal". MG - Vassum Crisso

Paz, Paz?



Paz, Paz? 

Não haverá paz ou democracia enquanto a injustiça presidir. Só haverá inimizade declarada, embates sangrentos e um inevitável asco de ver a peça (máscara) resguardando a cara dos que se fazem só-cio-s da opressão. MG - Vassum Crisso

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Sobre amizade e Tucunarés (Consagrado ao Marcos Jardim)

Sobre amizade e Tucunarés (Consagrado ao Marcos Jardim)

'Vede quão grande amor nos tem concedido o Pai': que fossemos ch-amados amigos do Jardim - do Marcos Jardim - do Jardim-Marcos-e-amigo.
Não foi nos cumes da apatia que tecemos guaridas, mas rente ao chão - rente à terra - nas relações. Longe de correntezas tensas - num corpo de águas vagarosas, qual tucunarés acasalando, é aí que encontramos abrigo e descanso benfazejo. Qual criaturas sedentárias e territoriais, prezamos o ócio cri-ativo, formamos casais e partilhamos responsavelmente a proteção da prole infanto-juvenil, contudo, que ninguém nos subestime: qual cardumes vorazes, somos bons de briga, sobretudo quando o assunto é ver sofrente a liberdade.

Isso que atestam serem manchas não passa de elemento de-cor-ativo e constitutivo de nossa formosura. 
Somos semelhantes ao Tucum (palmeira espinhenta) - raiados de "espinhos no dorso" cuja a ação é bastante dolorida, mas também somos Arés e adeptos da afeição e simpatia. Somos ósseos (palpáveis), populares, alongados, sedutores, carnudos e belos feito tucunarés: somos deliciosos, amontoados, "amasiados" e amigos! Abços do Miguel e obrigado por existir.

"Uma sorte estar 'no topo' da cadeia alimentar"... Ave Marias ser devorado!... MG

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Refletindo sobre igreja, reputação e imagem à partir de algumas provoc-ações do (Francisco Viana).

Refletindo sobre igreja, reputação e imagem

Observem como no mundo dos simples mortais nada é o que parece. Nada é exatamente como se diz ser. Só Deus pode ser entendido como um ser supremo e infinito. Uma igreja, seja ela qual for, tenha o chefe que tiver, precisa ter substância em diversos graus, todos, mesmo que intangíveis, ligados à realidade. Nada, portanto, pode ser metafísico, impalpável, ou reduzido a uma auto-imagem. Observem como alguns gurus cultivam especial inclinação para se apresentarem como deuses terrestres - divindades. Observem como crimes são cometidos para salvar a honra desse ou daquele (clero de primeira classe), quer dizer, o próprio valor é sacrificado em prol da opinião alheia. Lembrem que a falsa aparência pode enganar facilmente um indivíduo ou outro, mas dificilmente todo mundo. A regra deveria ser que nossa verdadeira natureza determinasse a opinião geral e a exceção que ela fosse apenas aparente. Observem como o mais comum é cultuar as aparências, fechar os olhos para a reputação quando algo de valor, o lucro em especial, está em jogo. Nossos dias são fatigados da imagem que não corresponde à realidade. Pois a imagem é concorrente do mundo real - uma simulação, um fragmento produzido pela imaginação que se interpõe entre a razão e os sentidos. A imagem é como a palavra: pode ser o que é e o que não é, e vice-versa. Observe que: o que faz parecer não é o que é. Por fim, observem que: para que a imagem seja consistente, é indispensável que a identidade de uma tal confraria seja consistente, não só na simbologia visual, mas na prática dos seus relacionamentos. Se a assembléia, grupo, igreja ou coisa semelhante, não concentra atenções na harmonia entre a imagem e a identidade, caminhará no rumo suicida de uma reputação duvidosa. Vassum Crisso - MG

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sobre Templos salomônicos e outras extravag-âncias ab-surdas


Sobre Templos salomônicos e outras extravag-âncias ab-surdas


'Jerus-além', tudo que em você faz o orgulho de qualquer dos seus, eu não consigo apreciar. 


Quando quiseram fazer Jesus apreciar o Templo reconstruído, extasiar-se diante das pesadas portas de cedro dourado, as romãs, os lírios e as folhagens esculpidas de onde pendiam as velas de linho carregadas de flores púrpuras e jacintos escarlates, sustentadas por querubins de ouro maciço, pode ser que Ele tenha imaginado: “é preciso que uma coisa seja exagerada para ser bela?” Quando exaltaram a organização dos sacrifícios, depois de Ele ter descoberto num cheiro de merda, em meio ao sangue coagulado, de tripas e intestinos enegrecidos, os rebanhos de bois e ovelhas que se propunham aos ricos, as pombas aos pobres, aquelas cercas quadradas de cambistas de moeda com sorriso de gaveta, Jesus pegou um chicote e revirou os balcões. Jesus exigiu que tirassem tudo. A casa de seu Pai não poderia tornar-se ponto de tráfico! Imagino Ele batendo no chão com fúria e, num instante, pode ter visto a Si mesmo cercado de cus, os cus dos covardes que fugiam, os cus das bestas enlouquecidas. A cidade devia ser suja, avarenta, caprichosa, desdenhosa, como muitas das de nossos dias. As portas e as fachadas não deviam esconder muita coisa. A aparência devia reinar, a riqueza devia ficar exposta, o próprio culto devia ser suntuoso. Cada um devia espiar cada um, rivalizar em poder ou em bens com o outro. Em compensação o coração dessa gente devia ser mudo, a ingenuidade deles devia passar por ridículo, a humildade por suicida. Pessoas como estas não tinham como nutrir o desejo de ouvir um “bronco” da Galileia que exaltava a pobreza. 
Jesus não obtinha nenhum sucesso na Jerusalém que matava os profetas, nem mesmo despertava a curiosidade da cidade antiga. Seu único “êxito” consistia em se fazer detestar cada dia mais pela classe sacerd-o-tal de então - doutores da lei, saduceus e fariseus, sendo que o espirito desses últimos, já O apedrejava mesmo antes de O pregarem na cruz. 
Quantas horas Jesus deve ter passado querendo conversar com aquela gente! Quantas horas defendendo a religião do coração contra a religião dos textos. Quantas horas explicando que elas não se excluíam, pois uma, inspirava a outra.
Imagino os pedantes, argumentadores, doutores livrescos, fazendo Jesus recomeçar sempre, forçando-O a Se tornar jurista, exegeta, teólogo, a meter-se nas controvérsias do direito “canônico”, em que, forçosamente, Ele se mostrava “inferior”, pois só tinha como guia a Sua luz.
Imagino essa turba de atores defendendo suas instituições, tradições, seu poder, enquanto que Jesus só falava de Deus, as mãos vazias. 
Sobre Templos salomônicos e outras extravag-âncias ab-surdas não vou dizer mais nada de coisa alguma. Melhor deixar a mente voar até as belezas terrestres...deixá-la livre... devanear como a mente de Deus!!!... 

(Ins-pirado na reluz-ente obra de E. E. Schmitt)

Vassum Crisso - MG

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Tenho "abandonando" muita gente por aí... por aqui...


Tenho "abandonando" muita gente por aí... por aqui...
Miguel Garcia

Quem dera "ouvíssemos" mais "sermões" do poeta Goethe e menos feiuras retocadas dos gurus "evangeliz"-a-dores! 
Quem dera 'disséssemos a nós mesmos, todos dias: "Você não tem outro poder sobre seus amigos senão deixá-los com suas alegrias, aumentando a sua felicidade conforme a compartilha com eles. Posto que dificilmente seremos capazes de consolar nossa gente amada quando estiverem com a alma agitada por paixão violenta ou machucada pela dor. 
Soube que o mau-humor é uma espécie de preguiça - que ele é exatamente como a própria preguiça. Somos muito inclinados à preguiça; entretanto, basta que tenhamos coragem de fazer um grande esforço, que o trabalho sai rápido e encontramos na atividade um verdadeiro prazer. Viva o bom humor e bom-abandono!

Promessa
Miguel Garcia

Ah meu amigo,

Te prometo meu sorriso
Te prometo corrigir-me
Te prometo o paraíso
Te prometo ficar firme

Te prometo nunca mais
Rememorar pequenos ais
Te prometo rir da sorte
E não ceder à dor do corte

Ah meu amigo,

Irei fluir tempo presente
Dando as costas ao passado
Irei viver urgentemente
Esperançoso, ancorado

Ah meu amigo,

Concluí que tens razão,
Homens sofreriam menos,
Tais seriam bem mais plenos,
Sem fazer concentração:
Na lembrança de seus males,
Nos regressos aos seus vales,
Escavando o inferno e o poço,
Ao invés de um grande esforço,
Pra tornar mais suportável,
Vida: fruto e caroço.

Vassum Crisso - MG

Sobre minha experiência Re-li-giosa


Sobre minha experiência Re-li-giosa


Minha experiência re-li-giosa nunca foi algo que preme-ditei realizar. Jamais me preparei responsavelmente para protagonizar tal "proeza". Jamais tive o porte de um Telêmaco em busca de seu próprio pai, jamais. Tal busca teria tido o alcance de aventura heroica superior, como a aventura de ir no encalço do próprio horizonte, reivindicar a 'natureza' intrínseca, acossar a própria fonte vital - seria algo bem voluntário...
Minha experiência religiosa teve mais a ver com a-venturas às quais somos lançados. Não era minha intenção, mas de repente eu estava ali, enfrentando vida, morte e ressurreições... De repente eu estava ali, balbuciando nomes divinos que insistiam em vir morar nas palavras e desejos... De repente eu estava ali, vestindo um "uni-forme" que me tornava "outra criatura"... 
Minha experiência religiosa foi como ser a-traído pela "astúcia de um cervo" a um "canto da floresta" onde nunca havia estado antes. 

Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 30 de julho de 2014

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Fetiche Azul

Fetiche Azul

Quando um olhar distraído pousa sobre uma imagem como essa “o mundo muda milagrosamente”. O que há pouco parecia “cinzento e sem sentido dentro de um quotidiano solitário, melancólico e sossegado, de repente afasta-se da pessoa, e luz e encantamento irradiam” – saltam dos sombreados, contornos, proporções, simetrias, texturas, volumes, cores, tons e reflexos reveladores. Notei que há um vulto de glória refletido em cada uma das delicadas telas azuis: será Afrodite, Psique ou a mãe do ressuscitado em pessoa, cobiçando a formosura e almejando plagiar tal obra de Arte? 
Se eu fosse um vidente não me acanharia em anunciar um estranho halo lançando luz sobre olhares nessa fotografia.

Vassum Crisso - MG

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Amar é 5


Amar é 5:
Por Miguel Garcia

Amar é:
Atar-se a ousadia de não viver só - aninhar-se na cooperação, pois é o acolhimento que permite a existência.
Amar é a atitude de aceitar o outro de forma incondicional, sem exigir ou esperar recompensa alguma.
Amar é ocupar-se do bem estar do outro e do meio ambiente. Em vez de oferecer instruções do que e como fazer, amar é respeitar o espaço do outro para que ele exista em plenitude.
Amar é ver-se possuído pela emoção fundamental que tornou possível a história da humanidade, determinou as condutas humanas e teceu o convívio social. 
Amar é com-part-ilhar a vida e o prazer de viver experiências com outras pessoas. 
Amar é viver sob o domínio básico de uma emoção, entendendo emoção não como um sentimento, mas como formas de relacionamento. 
Amar é superar o místico, o transcendental, as diviniz-ações no “amar” e dar as mãos ao im-perfeito, umbilic-ALL – humano. 
Amar é manter-se fiel a si mesmo – ao chamado de fazermos de nós tudo o que pudermos. 
Amar é uma dinâmica relacional espontânea: verbo, não substantivo.
Amar é dizer não às “relações” de dominação, sentimentos agressivos, arrogância e competição, que se contrapõem aos fundamentos amorosos.
Amar é um respeito pela individualidade. 
Amar é conexão com o que nos permite ser vistos, ter presença, ser escutados, enfim, existir como pessoa.
Amar é um tipo de comportamento em que não há expectativas e preconceitos – impera a aceitação do outro como legitimo outro em convivência - da forma como ele existe.
Amar é recuperar em nós o que é constitutivo do nosso ser.
Amar é não exigir nada, é não pedir retribuição, pois quando surge a exigência desaparece o amor. 
Amar é não admitir críticas, pois elas significam a imposição dos desejos de alguém sobre outra pessoa e isso dissipa o prazer de estar junto.
Amar não tem nada a ver com tentar mudar os outros. Cada qual tem de assumir se próprio processo de mudança. Não se pode querer transformar o outro. Isso não é um ato de amor verdadeiro – quando tentamos mudar o próximo, estamos visando nossos próprios interesses e valores. A transformação deve ser feita por cada um de nós e para o nosso próprio bem. Se alguém não merece seu amor, não tente inter-ferir na sua conduta. Afaste-se. Você tem a liberdade de escolher com quem quer estar. 
Amar é valer-se da única emoção que expande a conduta inteligente em toda a sua magnitude possível, trazendo à mão todos os recursos intelectuais e racionais de que a pessoa dispõe.
Amar é engajar-se na luta contra o sofrimento que brota da negação do amor. 
Amar é reconhecer outros e a si mesmo como filhos do Amor.
Amar é praticar o que é natural e, portanto, amar é sempre amar à primeira vista. 
Amar é sinônimo de coexistência respeitosa. 
Amar é não competir, amar é compreender, aceitando a forma de ser do outro, respeitando sua legitimidade de ser o que é e como é. Amar é co-existir nos construindo mutuamente, amar é permitir que o outro nos provoque movimentos e, simultaneamente, nos leve ao movimento, levando-o a movimentar-se. Amar é construir modos de vida pautados na cooperação.
Amar é não precisar de motivos para amar - não carecer de justificativas para amar. Amar é simplesmente amar, seguindo uma pulsão natural. 
Amar é fazê-lo de forma tranquila e responsável.
Amar é enfrentar a realidade de que o finito não pode ser perfeito.
Amar é deixar de representar o parceiro (a), ou como uma subespécie entre as coisas que não dão satisfações prazerosas, ou como a encarnação rediviva do amor a Deus. 
Amar é abandonar o vício de viver o amor como deficiência, frustração e, passar a vivenciá-lo como realização.
Amar é ter a coragem de sair do estágio afetivo infantilizado/infantilizador – o de quem nunca cumpre o que quer para si, em vez de estar renovando os estilos de vida com os outros e reinventando novos encontros – novas maneiras de ser feliz... 

Ins-pirado nas fertilizações de J. Freire C., Ximena D. e U. Maturana, por Miguel Garcia.
Vassum Crisso

Lenha na fogueira!


Lenha na fogueira!
(Em clima de insatisfação e Protesto)

"Eu sei quem você é:
Você é o cara que ferra a vida de todo mundo e depois vai velejar no seu iate, quando não está em sua casa em Hampton ou agendando aulas de tênis em seu apartamento com vista para o Central Park.
Eu tenho observado você!
O problema de caras como você é que vocês nunca param de se vangloriar, então, enquanto o povo está na lama, vocês ficam folheando revistas de fofocas, procurando sua foto lá dentro – garantindo que todas essas revistas do país saibam do seu triunfo. 
Você fez um “bom” dinheiro com a habilidade que tem para violar os direitos humanos – apropriar-se do patrimônio concreto e intelectual alheios, poluir ambientes naturais e abusar da boa fé e esperança de gente simples.' Diálogo de um "filme"... blá, blá, blá, etc... Gostei do tom da conversa... MG

Capitalismo é como o “forte” sobrevive e o fraco morre.


Capitalismo é como o “forte” sobrevive e o fraco morre. 

Sabia que não há ninguém na terra com mais de 100 milhões de dólares que tenha feito isso honestamente?
Por que não dá uma olhada nos antigos ricos:
Os Vanderbilt, os Cannergie, os Getty, os Morgans, os Hurst, os Rockfellers...
Como acha que fizeram todo aquele dinheiro?
Eles simplesmente anexaram territórios, licenças, negócios, mataram a população nativa, importaram escravos, venderam armas, tanto para o norte como para o sul durante a guerra civil, controlavam os políticos, adestraram o clero igrejeiro e, apesar disso tudo, tornaram-se heróis do país. 
Ensinamos o que para nossas crianças?
Ensinamos que honestidade e trabalho duro são as chaves para o sucesso, mas notem que os filhos dos ricos não vão para nenhuma guerra. Eles vão para Yale, para Harvard.
Os brancos estúpidos, a escória e as crianças negras do gueto é que vão lutar nas guerras norte-americanas sem sentido e vão proteger os negócios, e a segurança norte-americana, e serão esses negócios bem sucedidos e os interesses dos donos do mundo que os tornarão mais ricos e mais ricos. E o patrimônio dessa casta irá aumentar cada vez mais e será a mesma história de sempre:
São os banqueiros, os proprietários e os consultores que enriquecem.
E são as pessoas pequenas que sempre pagam a conta no final, em todas as esferas e domínios. 
Isso é o capitalismo:
É como o “forte” sobrevive e o fraco morre. 

Diálogo de um filme de quinta categoria... Nenhuma “película” dá conta de ser miserável em todos os sentidos! Vassum Crisso - MG

O que Deus uniu...??? Sobre o perfil das criaturas de Vênus

O que Deus uniu...??? 
Sobre o perfil das criaturas de Vênus

"... o amor da mulher se dirige em geral para objetos, não direi mais concretos, mas mais imediatos, mais materiais, se se quiser, do que o amor masculino. O ideal da mulher está muito mais «encarnado» que o do homem. A mulher "foi criada"(programação evolutiva) para se sacrificar pelos seres que a rodeiam e que conhece, e assegurar o futuro imediato da humanidade. O homem, pelo contrário, está votado a um dom mais universal; a sua missão é entregar-se ― desgastar-se muitas vezes ― por fins sem dúvida igualmente reais, mas muito menos próximos no tempo e no espaço. A mulher vela pelas subestruturas, o homem pelas superestruturas. E não creio que estas duas funções ganhem nada por estarem invertidas como o estão freqüentemente nos nossos dias (há que confessar, no entanto, que com algumas exceções). A consciência pública considera espontaneamente um fraco, e até como um covarde, um homem que, ao ter de optar por uma coisa ou por outra, sacrifica a sua missão na sociedade ao amor de uma mulher, ao passo que uma mulher que, em face de idêntico dilema, renunciasse a um ser amado para fazer política ou filosofia, seria, com razão, tida por ridícula. O heroísmo está polarizado de uma maneira muito diferente segundo os sexos... E o egoísmo também (refiro-me ao egoísmo normal, ao egoísmo bom): o da mulher consiste em abstrair das coisas longínquas e universais para melhor se dedicar às coisas próximas; o do homem em desprezar, em certa medida, as coisas imediatas com vistas a um dom mais elevado e mais longínquo. Esta divergência não se pode dar sem certos choques.

Um homem, por exemplo, fica um pouco desiludido quando, no meio de uma conversa em que ele expõe com entusiasmo à sua mulher as suas mais caras convicções, esta o interrompe para lhe dizer: «A propósito: E se eu fizesse um soufflé com queijo para o jantar?». Inversamente, as mulheres espantam-se muitas vezes da falta de delicadeza e de atenção dos homens em mil pequenas circunstâncias da vida quotidiana. Para não sofrer com estas coisas é preciso compreender o cônjuge e saber que se pode ser amado por ele tanto ou mais do que o amamos, mas não com o mesmo amor. Além disso, entre os esposos, a reciprocidade do amor dá sempre origem a uma certa identidade de amor. O afeto da mulher universaliza-se em contato com o ideal do seu marido; do mesmo modo, o amor do homem ganha em delicadeza concreta em contato com a ternura feminina. A vida em comum presta a cada um dos cônjuges o maior serviço que pode receber um ser limitado e unilateral; ser salvo de si mesmo...

Uma outra diferença essencial na estrutura do amor dos esposos. O afeto feminino é infinitamente menos dependente do intelecto que o do homem. Existe, na mulher, uma espécie de autonomia do coração. Um homem ama uma mulher pelas suas qualidades: (tem ou julga ter razões para amar) justifica o seu amor em face da sua consciência. Uma mulher, pelo contrário, amará um homem por si mesmo. Um homem dirá: Amo-te porque tu és bela, ou meiga, ou boa, etc. A mulher dirá simplesmente: Amo-te porque te amo! Para o homem, amar é preferir. Para a mulher, amar é não comparar. Percebe-se o matiz..." Gustave Thibon

Sobre homens de Deus e de outros homens


Sobre homens de Deus e de outros homens


Homens de Deus tendem a fragmentar mais do que integrar.
Homens de Deus sonham com incorporar o desconhecido. Não sabem ou não querem saber que integrar pressupõe conhecimento, pois o desconhecido não integra nada.
Homens de Deus não sabem ouvir. Quando alguém lhes fala, em vez de escutarem até o fim o que o locutor tem a dizer, logo começam a comparar o que está sendo dito com suas ideias e referenciais prévios. Ouvir até o fim, sem concordar nem discordar, é extremamente difícil para eles. Não sabem como lidar – mesmo de modo temporário com o pouco conhecido ou o desconhecido.
Homens de Deus geralmente operam dentro de um modelo mental chamado de automatismo concordo/discordo. 
Quando a singeleza perceptiva ou mesmo um arroubo emocional qualquer leva um ardoroso expectador à lançar-se na aventura de dialogar com um homem de Deus, de imediato esse último assume duas atitudes: a) “já sei o vão me dizer e concordo; portanto, não vou perder tempo ouvindo chuva no molhado”; b) “já sei o que vão me dizer e discordo; assim, não tenho mesmo porque ouvir até o fim”. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: homens de Deus costumam negar a quem lhes fala, a capacidade ou a possibilidade de dizer algo de novo – o que na prática pode corresponder à negação da existência de quem insistiu na tentativa de estabelecer contato com os mesmos. 
Homens de Deus não abrem mão de crenças arraigadas. Sabem exatamente como o mundo deve ser e abrigam certezas inabaláveis.
Homens de Deus confundem preconceitos com virtudes e trilham pelo estreito caminho que conduz à conclusão. 
Homens de Deus costumam ficar convencidos de que já sabem tudo sobre uma determinada pessoa, situação ou assunto. Convencem-se facilmente de que não há mais nada a aprender. Sempre que são defrontados com uma ideia ou situação nova, a tendência deles é compara-las de imediato com seus referenciais, isto é, tentam enquadra-las neles, reduzindo-as a eles. Assim, é fácil deduzir que quanto mais agarrados aos seus pressupostos, mais a percepção e compreensão deles se estreitam e se tornam obscuras. A fixação em determinadas ideias constitui o principal motivo dos homens de Deus serem tão resistentes ao novo e à mudança. As atitudes deles fecham portas e obscurecem caminhos.
Se os homens de Deus pudessem suspender – ainda que temporariamente seus pressupostos – um mundo novo se abriria diante da percepção deles e perspectivas inéditas se tornariam possíveis. 
 Vassum Crisso - MG

sábado, 3 de maio de 2014

Sennas de “objetos transferênci-ais”:

Sennas de “objetos transferênci-ais”:

Desconcerta a imaginação. Impossível não ficar abismado ante as fantásticas exibições de tristeza de povos inteiros ao morrer um de seus ídolos/chefes/heróis e afins.
O extravasamento emocional descontrolado, as massas aturdidas acotovelando-se de pé nas praças às vezes dias a fio, pessoas adultas rojando-se pela onda que se dirige para o esquife ou a pira funerária – como entender um tão maciço e neurótico estado de desespero”? Só de um modo: ele demonstra um estado de choque intenso com a perda do “nosso” baluarte contra a morte. As pessoas aprendem, em certo plano silencioso de suas personalidades: “Nosso lugar de poder para controlar vida e morte pode ele mesmo morrer; por conseguinte, nossa própria imortalidade está em dúvida”. Todo choro e ranger de dentes, afinal de contas, é por si próprio, não pelo falecimento de uma grande alma, mas pelo nosso próprio iminente falecimento.  Os donos do mundo começam imediatamente a rebatizar ruas, praças e aeroportos com o nome do morto: é como uma afirmação de que ele será imortalizado fisicamente na sociedade, a despeito de sua morte física.
Senhoras e senhores: estamos flutuando no espaço e a caveira arreganhará os dentes mesmo para os mais otimistas, ricos e “poderosos”.  MG

Ins-pirado em Becker, O, Rank e outros bichos! – Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sobre o significado do mito Edênico, sobre quem somos e sobre as causas da angustia e ansiedade.


Sobre o significado do mito Edênico, sobre quem somos e sobre as causas da angustia e ansiedade.


Somos uma união de contrários, de autoconsciência e de um corpo físico. 
Emergimos da instintiva ação impensada dos animais inferiores e passamos a refletir sobre nossa condição. Foi-nos concedida a consciência de nossa individualidade e de nossa divindade parcial na criação, beleza e originalidade de nosso rosto e de nosso nome. Ao mesmo tempo e, inevitavelmente, nos foi dada a consciência do terror do mundo e de nossa própria morte e decomposição. Se há algo de constante à respeito da humanidade em todos os períodos da história, esse algo é o paradoxo que somos – nossa essência animal/humana. 
Se é que se pode ‘cair para cima’, caímos na autoconsciência. Caímos ou entramos e, o fato da emergência da ignorância cômoda na natureza acarretou uma grande penalidade para raça humanal: deu-nos pavor ou angústia. Não se encontra pavor nos sub-humanos, exatamente pela razão de o animal não ser, por natureza, restringido pelo espírito – por uma identidade interior simbólica. O animal nada tem dessa identidade. Ele é ignorante e, portanto, “inocente”; mas quanto a nós outros – animais humanos somos uma “síntese de espiritual (autoconscientes) e corporal (físico) e por isso experimentamos angustia .
Quem dera pudéssemos ser um bicho ou um anjo, o que nos livraria do pavor. Quem dera pudéssemos ser totalmente desprovidos de autoconsciência ou totalmente não animais, condição que nos pouparia do terror.
Nossa ansiedade é uma função de nossa absoluta ambiguidade e de nossa completa impotência para superar tal ambiguidade e sermos francamente um bicho ou um anjo. Não podemos viver indiferentes ao nosso fado, nem podemos subjuga-lo seguramente e triunfar dele ficando fora da condição humana. 

"Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá." Mt 12:25

Nosso espírito também não pode abolir a si mesmo, isto é: nossa autoconsciência não pode desaparecer, simplesmente... Tampouco uma pessoa pode mergulhar na vida vegetativa, isto é, ser inteiramente animal. Não podemos escapar ao pavor que, tem seu verdadeiro foco, não na ambiguidade humana propriamente dita, e sim, no resultado do “julgamento da humanidade”: se Adão comer do fruto da árvore da sabedoria, Deus lhe diz: “Certamente morrerás”. Por outras palavras, o terror final da consciência de nós mesmos é o conhecimento da nossa morte – é sabermos que vamos morrer que é nossa sentença peculiar no reino animal. Este é o significado mito do Jardim do Éden: que a morte é a maior e peculiar angustia de cada um de nós. 

MG - Vassum Crisso

segunda-feira, 3 de março de 2014

Viver

Viver
Miguel Garcia - 2014

Viver é uma aventura fascinante
Viver é arriscar à cada instante (pra ver...)
Viver é fruta doce e amargosa
Viver não é nadar em mar de rosas (não)

Viver é não contar com perfeição
Viver é não poupar o coração
Viver é não negar o mal e a dor (não, não.)
Viver tem mais a ver com fé no amor

Viver é não contar com perfeição
Viver é não poupar o coração
Viver é não negar o mal e a dor (não, não.)
Viver tem mais a ver com fé no amor

Refrão

É loucura viver sozinho
Vaidade, vazio
Se um Pai quer juntinho
Forjar um exist-ir mais feliz

É loucura viver sozinho
Vaidade, vazio
Se um Pai quer juntinho
Forjar um exist-ir mais feliz

Vassum Crisso