quinta-feira, 29 de maio de 2014

O que Deus uniu...??? Sobre o perfil das criaturas de Vênus

O que Deus uniu...??? 
Sobre o perfil das criaturas de Vênus

"... o amor da mulher se dirige em geral para objetos, não direi mais concretos, mas mais imediatos, mais materiais, se se quiser, do que o amor masculino. O ideal da mulher está muito mais «encarnado» que o do homem. A mulher "foi criada"(programação evolutiva) para se sacrificar pelos seres que a rodeiam e que conhece, e assegurar o futuro imediato da humanidade. O homem, pelo contrário, está votado a um dom mais universal; a sua missão é entregar-se ― desgastar-se muitas vezes ― por fins sem dúvida igualmente reais, mas muito menos próximos no tempo e no espaço. A mulher vela pelas subestruturas, o homem pelas superestruturas. E não creio que estas duas funções ganhem nada por estarem invertidas como o estão freqüentemente nos nossos dias (há que confessar, no entanto, que com algumas exceções). A consciência pública considera espontaneamente um fraco, e até como um covarde, um homem que, ao ter de optar por uma coisa ou por outra, sacrifica a sua missão na sociedade ao amor de uma mulher, ao passo que uma mulher que, em face de idêntico dilema, renunciasse a um ser amado para fazer política ou filosofia, seria, com razão, tida por ridícula. O heroísmo está polarizado de uma maneira muito diferente segundo os sexos... E o egoísmo também (refiro-me ao egoísmo normal, ao egoísmo bom): o da mulher consiste em abstrair das coisas longínquas e universais para melhor se dedicar às coisas próximas; o do homem em desprezar, em certa medida, as coisas imediatas com vistas a um dom mais elevado e mais longínquo. Esta divergência não se pode dar sem certos choques.

Um homem, por exemplo, fica um pouco desiludido quando, no meio de uma conversa em que ele expõe com entusiasmo à sua mulher as suas mais caras convicções, esta o interrompe para lhe dizer: «A propósito: E se eu fizesse um soufflé com queijo para o jantar?». Inversamente, as mulheres espantam-se muitas vezes da falta de delicadeza e de atenção dos homens em mil pequenas circunstâncias da vida quotidiana. Para não sofrer com estas coisas é preciso compreender o cônjuge e saber que se pode ser amado por ele tanto ou mais do que o amamos, mas não com o mesmo amor. Além disso, entre os esposos, a reciprocidade do amor dá sempre origem a uma certa identidade de amor. O afeto da mulher universaliza-se em contato com o ideal do seu marido; do mesmo modo, o amor do homem ganha em delicadeza concreta em contato com a ternura feminina. A vida em comum presta a cada um dos cônjuges o maior serviço que pode receber um ser limitado e unilateral; ser salvo de si mesmo...

Uma outra diferença essencial na estrutura do amor dos esposos. O afeto feminino é infinitamente menos dependente do intelecto que o do homem. Existe, na mulher, uma espécie de autonomia do coração. Um homem ama uma mulher pelas suas qualidades: (tem ou julga ter razões para amar) justifica o seu amor em face da sua consciência. Uma mulher, pelo contrário, amará um homem por si mesmo. Um homem dirá: Amo-te porque tu és bela, ou meiga, ou boa, etc. A mulher dirá simplesmente: Amo-te porque te amo! Para o homem, amar é preferir. Para a mulher, amar é não comparar. Percebe-se o matiz..." Gustave Thibon

Sobre homens de Deus e de outros homens


Sobre homens de Deus e de outros homens


Homens de Deus tendem a fragmentar mais do que integrar.
Homens de Deus sonham com incorporar o desconhecido. Não sabem ou não querem saber que integrar pressupõe conhecimento, pois o desconhecido não integra nada.
Homens de Deus não sabem ouvir. Quando alguém lhes fala, em vez de escutarem até o fim o que o locutor tem a dizer, logo começam a comparar o que está sendo dito com suas ideias e referenciais prévios. Ouvir até o fim, sem concordar nem discordar, é extremamente difícil para eles. Não sabem como lidar – mesmo de modo temporário com o pouco conhecido ou o desconhecido.
Homens de Deus geralmente operam dentro de um modelo mental chamado de automatismo concordo/discordo. 
Quando a singeleza perceptiva ou mesmo um arroubo emocional qualquer leva um ardoroso expectador à lançar-se na aventura de dialogar com um homem de Deus, de imediato esse último assume duas atitudes: a) “já sei o vão me dizer e concordo; portanto, não vou perder tempo ouvindo chuva no molhado”; b) “já sei o que vão me dizer e discordo; assim, não tenho mesmo porque ouvir até o fim”. Em ambos os casos, o resultado é o mesmo: homens de Deus costumam negar a quem lhes fala, a capacidade ou a possibilidade de dizer algo de novo – o que na prática pode corresponder à negação da existência de quem insistiu na tentativa de estabelecer contato com os mesmos. 
Homens de Deus não abrem mão de crenças arraigadas. Sabem exatamente como o mundo deve ser e abrigam certezas inabaláveis.
Homens de Deus confundem preconceitos com virtudes e trilham pelo estreito caminho que conduz à conclusão. 
Homens de Deus costumam ficar convencidos de que já sabem tudo sobre uma determinada pessoa, situação ou assunto. Convencem-se facilmente de que não há mais nada a aprender. Sempre que são defrontados com uma ideia ou situação nova, a tendência deles é compara-las de imediato com seus referenciais, isto é, tentam enquadra-las neles, reduzindo-as a eles. Assim, é fácil deduzir que quanto mais agarrados aos seus pressupostos, mais a percepção e compreensão deles se estreitam e se tornam obscuras. A fixação em determinadas ideias constitui o principal motivo dos homens de Deus serem tão resistentes ao novo e à mudança. As atitudes deles fecham portas e obscurecem caminhos.
Se os homens de Deus pudessem suspender – ainda que temporariamente seus pressupostos – um mundo novo se abriria diante da percepção deles e perspectivas inéditas se tornariam possíveis. 
 Vassum Crisso - MG

sábado, 3 de maio de 2014

Sennas de “objetos transferênci-ais”:

Sennas de “objetos transferênci-ais”:

Desconcerta a imaginação. Impossível não ficar abismado ante as fantásticas exibições de tristeza de povos inteiros ao morrer um de seus ídolos/chefes/heróis e afins.
O extravasamento emocional descontrolado, as massas aturdidas acotovelando-se de pé nas praças às vezes dias a fio, pessoas adultas rojando-se pela onda que se dirige para o esquife ou a pira funerária – como entender um tão maciço e neurótico estado de desespero”? Só de um modo: ele demonstra um estado de choque intenso com a perda do “nosso” baluarte contra a morte. As pessoas aprendem, em certo plano silencioso de suas personalidades: “Nosso lugar de poder para controlar vida e morte pode ele mesmo morrer; por conseguinte, nossa própria imortalidade está em dúvida”. Todo choro e ranger de dentes, afinal de contas, é por si próprio, não pelo falecimento de uma grande alma, mas pelo nosso próprio iminente falecimento.  Os donos do mundo começam imediatamente a rebatizar ruas, praças e aeroportos com o nome do morto: é como uma afirmação de que ele será imortalizado fisicamente na sociedade, a despeito de sua morte física.
Senhoras e senhores: estamos flutuando no espaço e a caveira arreganhará os dentes mesmo para os mais otimistas, ricos e “poderosos”.  MG

Ins-pirado em Becker, O, Rank e outros bichos! – Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sobre o significado do mito Edênico, sobre quem somos e sobre as causas da angustia e ansiedade.


Sobre o significado do mito Edênico, sobre quem somos e sobre as causas da angustia e ansiedade.


Somos uma união de contrários, de autoconsciência e de um corpo físico. 
Emergimos da instintiva ação impensada dos animais inferiores e passamos a refletir sobre nossa condição. Foi-nos concedida a consciência de nossa individualidade e de nossa divindade parcial na criação, beleza e originalidade de nosso rosto e de nosso nome. Ao mesmo tempo e, inevitavelmente, nos foi dada a consciência do terror do mundo e de nossa própria morte e decomposição. Se há algo de constante à respeito da humanidade em todos os períodos da história, esse algo é o paradoxo que somos – nossa essência animal/humana. 
Se é que se pode ‘cair para cima’, caímos na autoconsciência. Caímos ou entramos e, o fato da emergência da ignorância cômoda na natureza acarretou uma grande penalidade para raça humanal: deu-nos pavor ou angústia. Não se encontra pavor nos sub-humanos, exatamente pela razão de o animal não ser, por natureza, restringido pelo espírito – por uma identidade interior simbólica. O animal nada tem dessa identidade. Ele é ignorante e, portanto, “inocente”; mas quanto a nós outros – animais humanos somos uma “síntese de espiritual (autoconscientes) e corporal (físico) e por isso experimentamos angustia .
Quem dera pudéssemos ser um bicho ou um anjo, o que nos livraria do pavor. Quem dera pudéssemos ser totalmente desprovidos de autoconsciência ou totalmente não animais, condição que nos pouparia do terror.
Nossa ansiedade é uma função de nossa absoluta ambiguidade e de nossa completa impotência para superar tal ambiguidade e sermos francamente um bicho ou um anjo. Não podemos viver indiferentes ao nosso fado, nem podemos subjuga-lo seguramente e triunfar dele ficando fora da condição humana. 

"Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá." Mt 12:25

Nosso espírito também não pode abolir a si mesmo, isto é: nossa autoconsciência não pode desaparecer, simplesmente... Tampouco uma pessoa pode mergulhar na vida vegetativa, isto é, ser inteiramente animal. Não podemos escapar ao pavor que, tem seu verdadeiro foco, não na ambiguidade humana propriamente dita, e sim, no resultado do “julgamento da humanidade”: se Adão comer do fruto da árvore da sabedoria, Deus lhe diz: “Certamente morrerás”. Por outras palavras, o terror final da consciência de nós mesmos é o conhecimento da nossa morte – é sabermos que vamos morrer que é nossa sentença peculiar no reino animal. Este é o significado mito do Jardim do Éden: que a morte é a maior e peculiar angustia de cada um de nós. 

MG - Vassum Crisso

segunda-feira, 3 de março de 2014

Viver

Viver
Miguel Garcia - 2014

Viver é uma aventura fascinante
Viver é arriscar à cada instante (pra ver...)
Viver é fruta doce e amargosa
Viver não é nadar em mar de rosas (não)

Viver é não contar com perfeição
Viver é não poupar o coração
Viver é não negar o mal e a dor (não, não.)
Viver tem mais a ver com fé no amor

Viver é não contar com perfeição
Viver é não poupar o coração
Viver é não negar o mal e a dor (não, não.)
Viver tem mais a ver com fé no amor

Refrão

É loucura viver sozinho
Vaidade, vazio
Se um Pai quer juntinho
Forjar um exist-ir mais feliz

É loucura viver sozinho
Vaidade, vazio
Se um Pai quer juntinho
Forjar um exist-ir mais feliz

Vassum Crisso

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Partido Alto

Partido Alto - Chico Buarque



Diz que deu, diz que Deus,
Diz que Deus dará,
Não vou duvidar,ô nega
E se Deus não dá,
Como é que vai ficar, ô nega?...



Diz que deu, diz que dá,
E se Deus negar, ô nega
Eu vou me indignar e chega,
Deus dará, deus dará... 



(...) Deus me fez um cara fraco,
Desdentado e feio
Pele e osso simplesmente,
Quase sem recheio


Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Dou pernada a três por quatro
E nem me despenteio

Que eu já tô de saco cheio...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Porque o melhor não está por vir!

Porque o melhor não está por vir!
Miguel Garcia

Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos (classe sacerd-o-tal moderna – gurus religiosos, psicológicos e afins), pois eles vivem de roubar o direito que as pessoas têm sobre si mesmas. Lembre-se que suas horas são sua vida.
Fuja daqueles que vivem de furtar seus momentos. Dê valor ao seu tempo, valorize seu dia, pois a vida é algo que se esgota a cada instante e, a morte, longe de ser realidade apenas do futuro, possui cotas significativas do passado - o tempo que já passou pertence à morte e não à vida.
Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos e aproveite suas horas, isso fará de você menos dependente do amanhã. Mergulhe no presente, porque o melhor não está por vir’. Enquanto você adia sua vida os donos do mundo e da "igreja" tiram proveito disso.
O tempo, apesar de fugaz e escorregadio é a única coisa que podemos e devemos nos orgulhar de possuir, portanto, não permita que algum pedante, ambicioso e usurpador contumaz o prive de sua única joia verdadeira (tempo). 
Aquele que toma seu tempo drena suas possibilidades (recursos/energia-vital) de modo parecido ao que ocorre às 'vítimas de vampiro'. Fuja de tais criaturas que, estando mortas, saem à noite das sepulturas para sugar o sangue dos vivos - dos que engordam e ou enriquecem à custa alheia – dos invejosos e tarados pelos dons e talentos de outrem, fuja dos que enfeitiçam com palavras armadilhosas!!!

Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos e conserve o único e mais precioso bem que qualquer pessoa pode acessar: o tempo, as horas – momentos, antes que seja tarde demais para começar a poupar – antes que só reste o fundo da garrafa. Vassum Crisso

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Olá, Anjo de luz!

Olá, Anjo de luz!

Como é ser você, afinal de contas?
Como é ser tão gloriosa e pairar sobre nossas cabeças, feito um mensageiro alado do paraíso?
E é aí que elevamos olhares espantados... E, é aí que caímos de costas só para ver você montando em nuvens vagarosas e deslizando sobre o coração do espaço...
Diz um encantamento pra nós, amor! Visita os nossos sonhos! Con-vida a gente pra brincar, Bruninha...!!!!


Bjos adocicados do tio Miguel... Feliz Niver, Anjo!... Vassum Crisso

sábado, 19 de outubro de 2013

Sobre o The Voice Brasil, uma reflexão:


Sobre o The Voice Brasil, uma reflexão: 

“a mente humana tem, no geral, mais inclinação para elogiar e desprezar do que para descrever e definir. Ela quer fazer de toda diferença uma distinção em valor; e é aí que surgem os críticos fatais que nunca conseguem indicar a qualidade diversa de dois ‘artistas’, sem coloca-los em ordem de preferência como candidatos a um prêmio.” C.S.L.

Sobre conquist-a-dores modernos (religiosos, políticos, filosóficos científicos e quaisquer outros), um mofo:

Todo e qualquer monopólio organizado que trata unicamente de administrar o que pertence ao domínio privado da alma individual, pratica um desserviço à felicidade e realização humana! 
MG – Vassum Crisso.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

É sabido...

É sabido...
Miguel Garcia

É sabido que as pessoas têm a tendência de se alienar para as realidades do mundo - de esquecerem-se de si mesmas - do Ser que as constitui ou deveria faze-lo. Tal alienação faz com que se percam nas coisas e ou utensílios. Essa condição por sua vez às leva a valorizar em excesso os objetos e, como já foi dito, por extensão, a negarem seus semelhantes. Em outras palavras, sob essa condição mental adoecida, as pessoas passam a verem-se umas as outras,  isso na melhor das hipóteses, como bens de comércio.
É sabido que nossa necessidade de transcendência pode e vem sendo desvirtuada. É sabido que nossa condição finita/infinita impõe que busquemos valores espirituais que possam orientar e justificar a existência animal/humana. Em sociedades em que as pessoas são vistas como coisas (meios), tais valores tendem a ser excessivamente idealizados, o que aumenta ainda mais a distância entre eles e o homem ou mulher comuns. Em consequência, tudo faremos para preservá-los, inclusive desprezar cada vez mais a não-transcendentalidade dos nossos semelhantes, estes últimos, por
sua vez, nos pagam com a mesma moeda. Diante do que se re-vela, somos obrigados a concordar com a verdade por trás da frase do Emílio

Romero: "Não é fácil gostar de seres de carne e osso, simples mortais, limitados, contraditórios, oscilantes, como todos nós. É mais fácil admirar ídolos distantes, talvez protetores por sua majestade inalcançável". MG - Vassum Crisso.

Daquilo que eu "sei"!

Daquilo que eu "sei"!
Miguel Garcia

Daquilo que eu "sei", a hipocrisia virou moda. Desfilam sutilezas envolvendo os nomes de Deus - invenções e habilidades com intenção de negá-Lo e ou esquecê-Lo, de vez. Daquilo que eu "sei", Deus é deformado, tanto à partir dos púlpitos singelos, como tb daqueles filiados à racionalidade filosófico-cientifica. As relações com os "irmãos (as) são falsificadas, os interesses do clero (branco, "bonito" e dono da terra) dividem as pessoas, os palavrório falsamente piedoso de muitos gurus modernos justificam o individualismo, reduzem a fé à salvação individual. "Deus passa a justificar a passividade e a resignação diante da dor e do mal" que, não poucas vezes, é infligidos pela casta dos novos "doutores" da lei - fariseus pós-modernos. Nesse sistema importa que Deus seja o deus das devoções e dos sacramentos que, acaba por orientar num sentido fatalista. Daquilo que eu "sei", nossa 'sociedade' "projetou em Deus suas relações alienadas, utilitárias e impessoais" e, ao que muita coisa indica, o deus que aí está foi criado à imagem e semelhança dos novos imperialistas. Esse deus tem o tamanho da lógica e dos nossos caprichos dos senhores do mundo - deus objeto, coisa e instrumento mortal contra os pobres e oprimidos. Vassum Crisso

sábado, 15 de junho de 2013

Nojo!

Nojo!

“Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...” Cazuza


quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Brasil/“não”/é racista/“não”!


O Brasil/“não”/é racista/“não”!

O Brasil “não é racista, não”: negros de feições mais ‘doces’ e mais ‘finas’ – de ‘estampa agradável’, ‘qualidades raras e graciosas’, até podem fazer carreira como ‘irmãos de leite ou de criação’ – como ‘crias, mulangos’ e ‘moleques de estimação’ em ‘casas-grandes’-pós-modernas.
Acho importante lembrar que os negros (as) quase alforriados de outrora, permaneciam no “bem-bom” (‘paraíso terrestre’ da casa-grande), apenas de passagem, podendo ser vendidos ou retornar às durezas do eito, sem que maiores explicações lhes fossem dadas.
O Brasil “não é racista, não”, sô! Eu é que sou ‘grilado’ por demais! MG

Vassum Crisso!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sobre o amor por Futebol


Sobre o amor por Futebol
Miguel Garcia

Toda leitura é uma releitura e não há como escapar disso! MG

Segundo o brilhante escritor C.S. Lewis, o amor deixa de ser um demônio somente quando cessa de ser um deus e ou, começa a ser um demônio no momento em que se torna um deus.
Segundo o autor, todo amor humano, em seu apogeu, possui a tendência de reivindicar uma autoridade divina. Tende a soar como se fosse a vontade do próprio Deus. ‘Ela nos diz para não contar o custo, exige de nós um compromisso total, tenta superar todas as outras reivindicações e insinua que todo ato feito sinceramente “por causa do amor” é, portanto, legal e até meritório’. 
Penso que este seja o contexto do amor que muitas pessoas nutrem pelo ‘futebol’. Um amor que se encontra em sua melhor e não em sua pior condição quando reivindica divindade e supremacia: amor “puro e nobre”, na linguagem dos antigos. 
Lewis afirmou que nossos amores não reivindicam divindade até que essa reivindicação se torne plausível. Que ela não se torna plausível até que contenha uma verdadeira semelhança com Deus, o próprio Amor. Que é possível dedicar a nossos amores humanos a fidelidade devida apenas a Deus. E que é aí que nossos amores se tornam deuses: então se tornam demônios que irão assim destruir-nos e também destruir a si mesmos. Pois os amores naturais, assevera Lewis, quando lhes é permitido que se tornem deuses, não permanecem amores. Continuam recebendo esse nome, mas se transformam na verdade em formas complicadas de ódio. Amores humanos podem ser imagens gloriosas do amor divino. Nada menos que isso, mas também nada mais. Penso que este seja o contexto do amor que muitas pessoas nutrem pelo ‘futebol’. ‘Sartei de banda-bando, rebanho ou facção (vulgo torcida)’! Ave Marias, Josés e Joões, também! Vassum Crisso

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Deus-a-existe!


Deus-a-existe!
Miguel Garcia


Espíritos femininos, fadas saltando as noites - almas leves e delicadas...
Deus-a-existe!
Personificações da graça criativa e fecundadora do existir...
Deus-a-existe!
Noivas - botões de rosas “sombrias” (Mulheres negras)...
Deus-a-existe!
Sobre-humanas, deidades, potentes, majestosas, supremas, mitológicas, verdadeiras: Deus-a-existe!
Eternas, Altíssimas, imensas, únicas, arrebatadoras, fetiches, mães dos seres, creadoras, almas dos mundos, bondades, sobre-naturais, qual Alá, Brama, Vixnu, Schiwa, qual uma Ísis, Osíris, Júpiter, um Ammon, qual Odin, Parla, Minerva, Belona, Afrodite, Vênus, qual Latona, Diana, Artemis, Febo, as Musas, qual gênios, apoteoses, endeusamentos ensandecidos:
Deus-a-Existe!

Vassum Crisso

terça-feira, 19 de março de 2013

Por que homens maduros se rebelam?

Por que homens maduros se rebelam?

Se o homem é plasmado pelo ambiente de seu lar, no convívio com os seus, como primeiro mundo de ideias que ele deve esgotar para aventurar-se ao mais amplo mundo da sociedade com os estranhos, é ali que deve procurar as origens de sua personalidade.

Enquanto somos crianças, o ambiente em que vivemos e as pessoas com as quais convivemos, fatores estes conjugados às nossas próprias características nervosas, plasmam em nosso espírito todas as leis e despertam nele todos os instintos que deverão reger a pessoa no futuro. A influência do lar, as lições de bem e de mal, que nele se aprendem, assim como a pressão moral que sobre a mente infantil os pais, e os adultos em geral, exercem, determinam o destino da criatura. Do nosso lar saímos confiantes em nossas forças morais e intelectivas, aptos ao combate diário contra as adversidades, preparados pela experiência e escudados no amor dos pais – e tudo nos sorri, porque os próprios espinhos são estímulos; mas podemos deixa-lo, também, tão esgotados já pelo choque das opiniões adversas, tão batido pelas dúvidas e pressionados pela angústia, que tudo nos atemoriza.

Deste modo é que podemos entender que homens maduros continuem a se rebelar contra atitudes recentes em suas vidas, porém que se lhes configuram típicas de outras épocas; assim também com frequência o brado de revolta, de desespero, de impotência, o ato tresloucado do suicídio (multidimensional), a incapacidade de adaptação aos padrões normais, os atentados contra as éticas sociais – são reflexos cristalizados na alma do ser humano que explodem violentamente, expandindo-se fora de tempo, irreprimível e inadiável como a fatalidade. Poucos são os homens que, dotados do poderoso microscópio de autoanálise, e gênio bastante para psicanalisar-se com inteira isenção de preconceitos, descobrem em si estas falhas de educação, esses vácuos abertos e perigosos de sua personalidade. Torrieri Guimarães

Vassum Crisso

Sobre fingimentos eclesiais


Sobre fingimentos eclesiais

"A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude"
 '
Todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos'.

O que você pensaria de um grupo de pessoas cultas, brancas, ricas, bonitas e ‘evangélicas’, que resolvesse esmolar a uns poucos negros e famintos, contanto que toda a ação ‘nobre e filantrópica’ fosse filmada, fotografada e exibida nas redes sociais e jornais da cidade?

"Tenham o cuidado de não praticar suas 'obras de justiça' diante dos outros para serem vistos por eles... 2 "Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem aplaudidos pelos outros”... 3 Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita... 4 (...) de forma que você preste a sua ajuda em segredo. Mt 6:1-4

Com certeza esse comportamento é sintomático.

Com certeza o homem massa já não faz mergulhos em subjetividade. A mensagem de Jesus dançou de vez e já “não faz sentido algum” – “não cabe na economia psíquica – não cabe no mundo de ninguém”.

Vassum Crisso.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sobre o perigo de eclipsar um patrão da igreja

Sobre o perigo de eclipsar um patrão da igreja
Miguel Garcia

A vida tem me ensinado muita coisa doce e amarga, o legado de Baltasar Gracián, idem. Minha experiência na lida com personalidades centrais da igreja provou que toda derrota provoca ódio e que “superar” um chefe eclesiástico pode ser tanto burrice quanto fatal. A questão é que ‘a supremacia é sempre detestada, em especial pelos superiores’. Quem quiser manter-se ‘res-pirando’ e conectado ao corpo das cortes eclesiais deve aprender a ocultar as vantagens comuns, assim como quem sabiamente disfarça a beleza extravagante com um toque de desalinho.
Gracián me ensinou que a muitos não incomoda ser superado em riqueza, caráter ou temperamento, mas ninguém, em especial um “soberano” líder do clero, gosta que lhe excedam em inteligência ('síndrome' de Saul?).  Trata-se afinal, do maior dos atributos e, qualquer crime contra esse atributo em especial, constituirá lésa-majestade, em outras palavras: ofenderá e ou ferirá de morte uma dessas ‘beldades’ sacerdo-tais. Os soberanos (as) da igreja fazem questão de monopolizar a erudição e tudo o que estiver ligado ao “melhor” das faculdades mentais. Os “príncipes do clero, até gostam de serem ajudados, mas não sobrepujados. Baltasar Gracián nos adverte que ao aconselhar um desses nobres-patrões-da- igreja, façamos isso como se os lembrasse de algo esquecido, não como se ascendêssemos a luz que eles são incapazes de ver. Segundo Gracián , os astros nos ensinam tal sutileza, uma vez que são filhos e brilhantes, contudo, porém, no entanto, jamais rivalizam com o sol.

Vassum Crisso

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bem-afortunados


Bem-afortunados
Miguel Garcia

Bem-afortunados os gurus religiosos e ou psicológicos que, ‘exaltados’, sonham com a realidade mais do que a veem, que a enfeitam, como uma amante distante e apenas entrevista, com mil qualidades, mil palavras não pronunciadas, mil intenções não confessas que conspiram para a “sorte” e fortuna deles mesmos, mil silêncios que se explicarão de modo radiante e inaudito.
Bem-afortunados esses fabricantes de beleza imaginária, artesãos de bondade simulada, doutores do ideal que justifica iniquidades, demiurgos do bem-estar de si próprios, outra vez lhes digo: bem-afortunados! 

Vassum Crisso

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cans-ativo

Cans-ativo
Miguel Garcia

No tocante a não ter onde reclinar a cabeça sinto-me por demais parecido com o Nazareno. A semelhança entre nós limita-se a essa desventura em comum, pois ao contrário de mim, Jesus jamais deixou-se enredar por religião que dominasse palavras mortas e se perdesse do espírito daquilo que é meramente simbólico. Era no silêncio e na meditação que Jesus reencontrava a palavra de Deus.  MG - Vassum Crisso

“Paz, Paz”... “Vida leve”... Humanidade plena e blá, blá, blá de intelectualistas entrincheirados‘! Tem ossada humana embaixo desse jardim de ideias’...

“Paz, Paz”... “Vida leve”... Humanidade plena e blá, blá, blá de intelectualistas entrincheirados‘! Tem ossada humana embaixo desse jardim de ideias’...


‘Eu estudo o holocausto há anos. No inicio, estava mais interessado nas vítimas: queria contar sua história e o que acontecera a elas.
Com o tempo, vi que não poderia contar a história das vítimas, sem contar a história dos assassinos e, fiquei fascinado, não pela falta de humanidade dos assassinos, mas pela humanidade deles.
Se todos os assassinos (as) fossem sádicos e demônios malignos, o mundo estaria mais protegido das implicações do holocausto, porque, não diria que homens e mulheres comuns, dadas as circunstâncias extraordinárias, podiam se tornar assassinos (as) sistemáticos.
Para entender que eles tinham ‘algo de Auchivtz’ - uma parte de si que era uma máquina de assassinar e um lado que podia flertar com as moças; trocar ideias com os colegas; se divertir e relaxar, isso representa um desafio humano para nós, porque significa que homens e mulheres comuns, são capazes de cometer os atos extraordinários, terríveis e cruéis – de fazer coisas horríveis.' Michael Berenbaum, Ph.D – American Jewish University


Nossas histórias ainda não foram contadas (a história dos que perderam), mas isso não quer dizer que jamais serão.
A clandestinidade virou norma de segurança ante o aparelho repressivo.
A história dos que 'venceram' está aí, muito mal contada, mas isso tem de mudar, é possível fazer com que mude.
Perdas, danos e ganhos serão içados do abismo de memórias aflitas e costurados no tecido de uma narrativa muitíssimo esclarecedora e con-tun-dente. Miguel Garcia – Vassum Crisso

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A olho nu

A olho nu
Miguel Garcia

Engravidei de a-fetos...
Enconchei...
Embuti ‘porta à dentro’...
Embrechei...
Encovei de um sentimento...
Na jarda, no passo,
no raio da terra,
no tempo de luz,
No are, jeira, na sede,
no trago e medida do seu olhar.

Vassum Crisso


sábado, 26 de janeiro de 2013

Cabeça de peixe


Cabeça de peixe
Miguel Garcia

Cadáver no freezer
Desejo nos lábios
A ausência de luz
Aperto no peito
Um ser despejado
Em osso e em pelo

Cabeça de peixe
Espaços vazios 
A vã cavidade
A coisa nascida
Carneiro castrado

O que não existe


 O não ocupado
 Andar sem destino
Boiar sem direção
Errar; propalar-se
Mulher bem vistosa
Respire sem guelras

Vassum Crisso








segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Oceânica!


Oceânica!
Miguel Garcia

Sei que uma mulher extraordinária 'permanece submersa' em você:
Algo que resplandece - um charme - um porte de deusa.
Sei que seu modo de falar e calar, assim como o todo de sua personalidade, merecem o culto de adoração que se formou ao seu redor.
Eis a 'nova' Vênus.  
Eis os contornos de uma arcaica feminilidade mani-festa-ndo-se, apesar de inter-ditos...
Eis Afrodite desfilando irresistível feito força gravitacion-ALL que a todos atrai para si.
Eis o encanto perman-ente.
Não há quem possa definir o início de um reinado Afrodisíaco e trans-parente de Etern-idade!

Vassum Crisso

sábado, 19 de janeiro de 2013

Só pra quem curte uma ‘boa comédia’:


Só pra quem curte uma ‘boa comédia’:
Aos Tartufos ou Histriões - Aos sádicos “evangeli-à-dores - Aos que aprisionam a msg crística nas garras da mentira, vaidade e ganância.
Por Miguel Garcia

A vocês que dizem o que é o bem... e por conseqüência o 'compreenderam'. Quando em seguida vão agir, vê-los cometer o mal - nega-ando e descartando gente como se fossem um vestido de debutante... 'tão amado' por um dia, mas que agora, encontra-se num brechó qualquer, sendo vendido a 1 real... 
A vocês que dizem o que é o bem... e por conseqüência o 'compreenderam'. Quando em seguida vão agir, vê-los tratando pessoas como se elas fossem uma árvore de natal em meados do dia 07 de janeiro, atirada no lixo, ainda com algumas bolas e tufos e algodão dependurados... Vê-los eugenizando feito um "pai" Abraão, que sem pestanejar, envia Hagar e Ismael  para um passeio 'sem volta' no mar de areia - ao inferno de então... Vê-los ausentes feito um estrupr-a-dor depois de liberar esperma a-bunda-ntemente... e, depois, a vítima fica lá, de pé na calçada da vida, com a 'calcinha amarrada' com fita isolante...
Que cômico infinito! O cômico infinito destes outros, comovidos até às lágrimas a ponto de, como suor, elas lhes caírem a cântaros, capazes de ler ou escutar horas e horas o quadro da renúncia a si mesmo, todo o sublime de vidas sacrificadas à verdade – e que um instante depois, um, dois, três, uma pirueta, os olhos ainda mal secos, e ei-los que já se afalfam, segundo as suas pobres forças, a ajudarem ao sucesso da mentira!

Ainda o cômico infinito de um discursador, que, com a verdade do acento e do gesto, comovendo-se, comovendo a outrem, faz calafrios pela sua pintura da verdade e desafia todas as forças do mal e do inferno, com um aprumo de atitude, um topete do olhar, uma justeza do passo, perfeitamente admiráveis – e, cômico infinito que ele possa quase logo, ainda com quase toda a sua atitude, escapulir-se como um covarde ao menor incidente!

O cômico infinito de ver alguém que compreenda toda a verdade, todas as misérias e pequenezas do mundo etc., que as compreenda e seja incapaz de reconhecê-las! Visto que, quase no mesmo instante, esse mesmo homem correrá a envolver-se nessas mesmas pequenezas e misérias, para delas tirar honras e vaidade, ou seja, reconhecê-las.

Oh! Ver alguém que jura ter se dado conta de como Cristo caminhou sob a aparência humilde de um servo, pobre, desprezado, objeto de escárnio, e, como dizem as Escrituras, sob os escarros, e ver esse mesmo homem ocultar-se cuidadosamente nesses lugares do mundo, onde se está tão agradavelmente, aninhar-se no melhor abrigo. Velo fugir com tanto receio como que para salvar a sua vida, a sombra da direita ou da esquerda, da menor corrente de ar, vê-lo tão bem-aventurado, tão celestemente feliz, tão radioso, transbordando gargalhadas-Fiodoristicas – sim, para que nada falte ao quadro, é-o a tal ponto que sua emoção o leva até agradecer a Deus – tão radioso pela estima e pela consideração universais! Quantas vezes não disse comigo em tais ocasiões: Kierkegaard, Kierkegaard: Socorro, Kierkegaard!!!! 

Será possível que pessoas assim se deem conta daquilo que elas mesmas afirmam darem-se conta?

Tanto saber e compreensão permanecendo sem ação sobre a vida dos homens, mulheres e crianças, vida na qual nada se manifesta do que compreenderam, antes pelo contrário! Frente tal discordância, tão triste quanto grotesca, exclama-se involuntariamente: "mas com que diabo, é possível que eles tenham compreendido"? Aqui o velho ironista e moralista responde: "não te fies nisso, meu amigo, eles não compreenderam, de outro modo a sua vida exprimi-lo-ia, e os seus atos corresponderiam ao seu saber".

Tantas aulas brilhantes que quase sempre me frustram, não por serem brilhantes, mas por serem aulas metodologicamente expositivas e não discursivas, eliminando abordagens indagativas: “senta que lá vem história!”.

Tudo é quimera! O Cristianismo está deturpado e os ensinamentos de Jesus esquecidos e destruídos!

Adaptado da obra de Søren Aabye Kierkegaard, para "azar" de quem leu!

Vassum Crisso 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

‘Não dá pra ser feliz’!



‘Não dá pra ser feliz’!
Por Miguel Garcia

“Eu te vejo sumir por ai
Te avisei que a cidade era um vão
Dá tua mão!  
Olha pra mim!
Não faz assim:
Não vai lá, não! (Chico B.)

Bem-aventuradas as crianças, porque não sabem a razão daquilo que desejam.
Bem-aventurados os adultos que, tal qual as crianças, caminham vacilantes e ao acaso sobre a terra, sem saber de onde vêm nem para onde vão! Agem sem objetivos determinados e deixam-se governar, como os infantes, por meio de biscoitos e vara de marmelo.
Bem-aventurados aqueles que vivem sem pensar no futuro, como meninos e meninas, 'passeando, despindo e vestindo suas bonecas'; aqueles (as) que 'rondam respeitosamente em torno da gaveta onde a mãe guardou os doces' e, quando conseguem agarrar, enfim, as cobiçadas guloseimas, devoram-nas avidamente e gritam: “Quero mais!”, eis as criaturas ‘felizes’!
Bem-aventuradas também as pessoas que dão nomes pomposos às suas fúteis ocupações, e até mesmo às suas obsessões, fazendo-as passar por proezas colossais destinadas à salvação e prosperidade da humanidade. Tanto melhor para os que podem ser assim!...
Mas aquele que humildemente reconhece o resultado de todas as coisas, vendo, de um lado, como os donos na terra: ‘brancos’, ricos e ‘bonitos’, sabem cuidar dos seus jardins e deles fazer um paraíso, e, de outro, como o miserável, levando ofegante o seu fardo, segue o seu caminho sem se revoltar, aspirando ambos, igualmente a ver por um momento mais a luz do sol: ‘não dá pra ser feliz’!  
(Ins-pirado nas invenções do poeta Goethe)

Vassum Crisso

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Eu por mim mesmo

 
Eu por mim mesmo
Miguel Garcia
 
Foi preciso ler parte do meu passado como um insulto para me dar conta de quem sou hoje em dia. Não foram poucas as demo-nstr-ações de arrogância, escarro nos lábios, daqueles (as) que se julgam superiores, daqueles (as) que se consideram nascidos para dominar. Dei-me conta de que minha vida foi palco de múltiplas invasões, dominações, tutelas, não apenas como se faz geograficamente ou ao corpo, mas também, num sentimento... Eu, território ocupado - ambiente 'devastado' e 'reduzido à solidão'. Carrego em mim as memórias dessas in-felicidades e, chego a me dizer, em algumas noites tristes, que, se não tivesse minha fé, talvez eu não fosse mais do que a memória de minhas infelicidades. Quando o desamparo e o sofrimento insistem em invadir e humilhar uma pessoa, é aí que mora a chance de nos tornarmos quem somos de verdade. No silêncio e na meditação dou-me a chance de entrevistar a mim mesmo... Eu, senhor das minhas luzes e trevas... Vassum Crisso