quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Melo dos nega-dos

Melo dos Nega-dos
Adaptado da letra: Mil Perdões - Chico Buarque

Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão (não reconhecer-me como legítimo outro em convivência, por imaginar-te deveras piedoso ao pedires perdão, fazendo-te superior a mim, tu: “a mais humilde das criaturas terrestres”. Por ufanar-te e bravatear de forma camuflada, polida e tor-tu-r-ante).
Por me amares demais: ‘projetares tuas expectativas descabidas por sobre mim – fazer-me tua tela vazia;  por essa forma de egoísmo disfarçado que insistes em chamar de amor, por super-inflacionar minha pessoa, negando-me no processo, perdendo a ti e a mim no afã de empreender teu projeto em causa própria - “heroísmo cósmico”.


Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão (de tua tácita indiferença)

Por bateres em mim (das trincheiras - lugares altos - púlpito)
Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti (da farsa esdrúxula e maquinal – ri-tu-ais, cerimoniais e lit-urgias vazias e causticantes)
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)
Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair


Adapt-ação: Miguel Garcia - Vassum Crisso

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quer ser "conhecido" ("a")?


Quer ser "conhecido" ("a")?
Miguel Garcia

Segundo o que pude assimilar de Moltmann e Kant, no pensamento do mundo moderno, conhecer alguma coisa significa dominar essa coisa - ter poder sobre a mesma – apoderar-se dela. Compreendi que pelo conhecimento científico, adquirimos poder sobre os objetos e, deles nos apropriamos. Compreendi que o pensamento moderno operacionalizou a razão e, que esta última, só conhece “o que considera 'fruto' de seus projetos particulares” - o que ela mesma produz; que ela (a razão), tornou-se um órgão produtivo, deixando de ser um órgão perceptivo que constrói seu próprio mundo e, só se reconhece a si mesma em seus produtos. 
Cabe considerar que, conhecer em algumas línguas europeias, equivale a capturar: compreendemos algo quando o “temos em nossa captura”. Tendo capturado algo, fazemos disso nossa propriedade. De posse desse algo, dele 'podemos fazer o que bem entendemos'. O interesse que orienta o conhecimento da razão moderna deve ser designado como conquista e dominação.
As idéias dos pensadores acima citados, por fim, levaram-me a perceber que: conhecer para os filósofos gregos e para os antigos padres da igreja católica, significava outra coisa: significava conhecer pela admiração, desse modo, pelo conhecimento poder-se-ia participar da vida de outra pessoa. O ato de conhecer um ‘objeto’ que se apresenta, não o transforma em propriedade do conhecedor, mas ao contrário: por força da simpatia, transforma o conhecedor em elemento participativo do conhecido.  O conhecimento funda comunhão. Por isso, o conhecimento tem o mesmo alcance que o amor, a simpatia e a participação. Posto isto, fica claro que necessitamos ingressar num processo de profunda transformação do conceito moderno da razão: do domínio para a comunhão; da conquista para a participação; do produzir para o perceber. Nosso desafio é o de ver liberada a razão que hoje mofa encarcerada em automatismos desumanizantes, o que resulta em seríssimas distorções do real e abandono de qualquer suavidade e delicadeza possíveis.
Quer ser "conhecido" ("a")?

Vassum Crisso

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Porque não uso mais Play Backs


Porque não uso mais Play Backs
Miguel garcia

É amigos... o mundo moderno tornou-se pragmático: o que não pode converter-se em fato não tem valor. So-mente a prática confirma uma teoria, pois a realidade passou a ser o mundo histórico da humanidade. O próprio homem entende a si mesmo como um ser histórico. Unicamente na práxis da histórica é que ele encontra a correspondência possível entre ser a consciência. Para ele, a verdade ocorre apenas no fato verificável. Por isso, para o homem moderno, a verdade deve ser sempre concreta. E isso para ele significa: ela deve ser feita. É a moderna passagem da teoria da verdade para a verdade prática. Mas a ‘verdade’ que em determinadas circunstancias não pode ser tornada ‘real’ deverá ser por isso menosprezada e rejeitada, tal como minhas tentativas de utilizar Plays Backs?


Vassum Crisso

domingo, 14 de agosto de 2011

DI-VERSOS - MIGUEL GARCIA

DI-VERSOS 
Miguel Garcia
(Crônicas, prosa poética, poemas e disson-âncias)

À venda nas melhores livrarias!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Libras: para que as mulheres "não" estejam caladas na igreja!

Libras: para que as mulheres "não" estejam caladas na igreja!
(Ai dos que tem olhos para ouvir)
Miguel Garcia

Embora quase ninguém perceba, ..."não foram só os homens a aceitarem a versão patriarcal da realidade. As mulheres também foram ensinadas a idealizar os valores masculinos em detrimento do lado feminino da vida. Muitas mulheres passaram a vida com um constante sentimento de inferioridade por acharem que o feminino era a “segunda melhor opção”. Foram “educadas” para considerar que apenas as atividades masculinas, raciocínio, poder e sucesso, têm valor real; e assim, a mulher ocidental acaba se vendo no mesmo dilema psicológico do homem ocidental: desenvolve um domínio unilateral e competitivo das características masculinas, em detrimento do seu lado feminino". (R. Jonhson)

Ai dos surdos e mudos expostos ao sadismo grit-ante de "evangeliz-a-dores"!
Ai dos que outrora podiam mergulhar no poço profundo - oceano de luz; ali onde se compreende tudo, ali onde se pode ter uma confiança absoluta. Ai dos que, outrora, desciam às forjas da vida, ao centro, ao foco, ali onde tudo se funda e se decide - no âmago deles mesmos, não se encontravam, porém, mais do que a si mesmos, bem mais do que a si mesmos: um mar de lava em fusão; um infinito móvel e mutante onde não percebiam palavra alguma, nenhuma voz, nenhum discurso; onde experenciavam uma sensação nova, terrível, gigantesca, única, inesgotável: o sentimento de que tudo é justificável.


Ai dos que agora ou-veem, por meio de gestos ruidosos, aqueles que lamentavelmente falam, falam e não dizem nada de coisa alguma. Ai dos que suspiram por serem normais.
Ai dos que agora são levados a esquecer que o Reino de Deus está dentro e não fora de nós.

Vassum Crisso!



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Negro não entra na igreja, espia da banda de fora!

Negro não entra na igreja, espia da banda de fora!
(Livro de José Carlos Barbosa)

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os ‘homens de deus’ viajaram...

Os homens de deus viajaram...
Miguel Garcia

Foram além de uma cultura fundada no recalque dos desejos e, portanto, numa cultura da neurose. Adentraram a livre expressão, 'per-verteram-se'.  A ‘saúde’ mental dos homens de 'deus' não se origina mais numa harmonia com o Ideal, mas com o objeto de satisfação. A tarefa psíquica deles se vê enormemente atenuada e a responsabilidade desses sujeitos, apagada por uma regulação puramente orgânica. Percebe-se um notável consenso no nível do comportamento que adotaram:  inauguraram uma nova moral; uma nova forma de pensar, de julgar, de comer, de transar, de casar ou descasar, de lidar com a família, a pátria, os ideais, de viver - desfrutar.
Não há mais referencias firmes estabelecidas e inabaláveis, não é mais o caso. Os homens de deus "viajaram": autorizam-se por sua própria existência - constituem sua própria área - seguem seu próprio curso.
Tornaram-se mutantes os tais homens, mutantes de uma economia psíquica organizada pelo recalque à outra organizada pela exibição do gozo. Notemos como estão marcados pelo estado específico de uma exibição do gozo – gozo desimpedido, o que implica deveres radicalmente novos, impossibilidades, dificuldades e sofrimentos singu-lares.
Os homens de deus ‘progrediram’ considerável-mente, mas, ao mesmo tempo, como frequentemente ocorre, esse ‘progresso’ chegou portando pesadas ameaças – auto custo.
Os homens de deus consideraram e, posteriormente abraçaram a hipótese de que o céu está vazio, tanto de Deus quanto de ideologias, de promessas, de referências, de prescrições, e que os indivíduos têm que se determinar por si mesmos, singular e coletivamente.
Para as tais 'beldades' não há mais impossíveis; eis a verdadeira arte de viver da ‘fé’.
Não há mais nem autoridade, nem referências, menos ainda saber que se sustente. Estamos apenas na gestão, há apenas práticas.
Os homens de deus viajaram, estão a centenas de milhas de uma Delicadeza qualquer.
Talvez seja o caso de ouvir o conselho de Espinoza: não rir, não chorar, não detestar, fazendo de tudo para compreender...

Vassum Crisso

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A glória de Deus é o homem vivo!

A glória de Deus é o homem vivo!
Miguel Garcia

Segundo o que pude sorver do importante legado do Pe François Varillon, Deus é um ser pessoal, Deus é amor. O amor não é um atributo de Deus. Efetivamente, pode-se dizer que Deus é grande, que Deus é poderoso, que Deus é infinito; mas o amor não se situa no mesmo plano, não é um atributo divino, é o próprio ser de Deus. Pode-se pois, chamar ao próprio Deus de amor. O amor é que é infinito, o Amor é que é todo-poderoso, o Amor é que é transcendente.
Esse Deus pessoal não tem inveja de nossa liberdade, Ele a respeita, Ele a criou, Ele a quis. Ele está no princípio de nossa ação. Não há contradição entre o reconhecimento de Deus e a afirmação da autonomia do homem, pois Deus é o princípio de exercício de nossa liberdade, Deus é a iniciativa de nossas iniciativas. Ele nos ch-ama a "viver de sua própria vida". Daquilo que é a vida de Deus é que somos ch-amados a partici-par, para difundi-lo no mundo a serviço dos outros. Deus e a história não são inimigos, não estão separados:

"A glória de Deus é o homem vivo" - (A glória de Deus é o bem estar da humanidade inteira). Sto Ireneu

Se Deus é amor, não é um Deus invejoso, não é um deus dominador (o verdadeiro amor jamais se apodera), o Deus de Jesus não é Júpiter... 
Entre dois seres, qual o mais desvalido, o mais dependente? Aquele que mais ama, por certo. Na relação entre Deus e o homem, Deus é o mais dependente, o mais humilde, segundo Varillon e também segundo o que acredito de todo coração.

Vassum Crisso

terça-feira, 5 de julho de 2011

Abra os olhos

Abra os olhos
(sobre con-vers-ações in-ter-religiosas)
Miguel Garcia

Abra os olhos e veja que encontramo-nos diante de um problema profundo, de tecitura delicada e implicações transcendent-ais.
Abra os olhos e perceba a presença de fundamentalismos, a instrumentalização dos credos religiosos para fins de exploração mercantilista, negação do humano e até mesmo fins bélicos.
Abra os olhos e repare na inquietude espiritual e por vezes hostil das "religiões" em dias atuais.
Abra os olhos e contemple a urgência do diálogo inter-religioso; diálogo que seja parteiro de idéias novas para um possível aumento da percepção conjunta do real, numa manifestação clara e honesta; diálogo que implique o reconhecimento de cada posição e a suspensão provisória de pressupostos - diálogo fertilizador.
Abra os olhos contra a radicalidade endoidecida, no sentido de romper lugares-comuns e os preconceitos arraigados.
Abra os olhos estendendo a mão à arte dialógica, convidando ao debate e animando a práxis renovada: abra os olhos!

Vassum Crisso!

A boa teologia não deixa um rastro de morte e destruição!

A boa teologia não deixa um rastro de morte e destruição!
Miguel Garcia



Quem sabe da boa teologia é e sempre foi o Gilberto Gil, duvida?

PALCO
Gilberto Gil

Subo nesse palco
Minha alma cheira a talco
Como bumbum de bebê, de bebê
Minha aura clara,
 Só quem é clarividente pode ver
Pode ver
Trago a minha banda,
Só quem sabe onde é Luanda
Saberá lhe dar valor, dar valor
Vale quanto pesa prá quem preza o louco bumbum do tambor
Do tambor
Fogo eterno prá afugentar
O inferno prá outro lugar
Fogo eterno prá consumir
O inferno, fora daqui
Lá, lá, lá...


Vassum Crisso

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tudo =!


Tudo =!

O crime, a política e as instituições "religiosas" são a mesma coisa.
Miguel Garcia

Marcha pra Jesus poderia ser seqüência do que realizou o Cristo histórico, sucessão: a marcha dos acontecimentos transformadores de realidades existenciais - da verdadeira Glória de Deus - Glória de Deus que é o homem vivo - pessoas - vítimas da história -  crucificados do planeta . 
Marcha pra Jesus poderia ser um modo de pro-ceder; um comportamento em relação à vida como um todo, não apenas a vida de um nicho, uma fatia pequena, mas da humanidade inteira, sem distinções, contudo, essa que está aí é apenas marcha fúnebre: marcha triste, destinada aos "enterros solenes", ofícios e comemorações fúnebres; marcha surda: aquela feita sem rumor aos olhares mais atentos. Marcha manipulada, endoidecida, produto da sobrecarga sensorial e a liquefação de signos e imagens da sociedade-cultura pós-moderna, o que resulta está bem aí: uma cultura “sem profundidade”: marcha que embaça as distinções entre comércio e cultura e caracteriza a cidade pós-moderna como um sistema utilitarista de produção e consumo. Marcha-atestado de que a arte e a realidade trocaram de lugar numa "alucinação estética do real"; tudo, do mais banal ao mais marginal, estetizou-se, e desta maneira transforma-se a insignificância do mundo atual. No momento em que tudo é estetizado, que a vida nas grandes cidades tornou-se estetizada, os indivíduos são bombardeados por imagens e objetos descontextualizados, mas que evocam sonhos e desejos para um consumo desenfreado cujo resultado é o aumento indefinido dos lucros no capitalismo tardio: marcha pra Jesus?

Eis a marcha em que o signo e a mercadoria juntaram-se para produzir a "mercadoria-signo", ou seja, a incorporação de uma vasta gama de associações imagéticas e simbólicas, que podem ou não ter relação com o "produto" a ser vendido, processo este que recobre o valor de uso inicial dos "produtos" e torna as imagens mercadorias. O valor destas imagens confunde os valores de "uso" e troca, e a substância é suplantada pela aparência. Na "época do signo", produz-se, simultaneamente, a mercadoria como signo e o signo como mercadoria.

Eis a marcha do faz-de-conta que domina a sociedade-cultura de consumo pós-moderna e evidencia sua característica principal que é apresentar um grande número de bens, mercadorias, experiências, imagens e signos "novos" para que as multidões pós-modernas desejem e consumam. Marcha da esquizofrenia onde o indivíduo enfoca determinadas experiências e imagens desconectadas, isoladas, e que não se articulam em seqüências coerentes, sendo este enfoque feito com intensa imersão e imediatismo. Isto quer dizer que o tempo e a história não constituem mais uma lógica compreendendo processos e relações sociais reais; a história reduz-se a significantes (estilos, referências, imagens, objetos) que podem circular independentemente de seus contextos originais. Neste quadro, a posição dos indivíduos pode ser assim caracterizada: "apatia em relação ao passado (o legado do Cristo histórico não interessa a quase ninguém); renúncia sobre o futuro (gozar a qualquer preço e imediata-mente) e uma determinação de viver um dia de cada vez.


Vassum Crisso

Alguns argumentos do meu artigo podem ser encontrados no link/fonte abaixo: http://www.angelfire.com/sk/holgonsi/consumismo2.html

sábado, 2 de julho de 2011

Quadrado redondo:

Quadrado redondo
Miguel Garcia

"Como seria simples se pudéssemos satisfazer os anelos de toda a condição humana, em segurança, no nosso quarto de dormir! Nas palavras de Rank, queremos que o parceiro seja como Deus, onipotente para apoiar nossos desejos e abarcando tudo para podermos fundir nossos desejos nele - mas isso é impossível." Backer

Vassum Crisso

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sobre eclesiásticos invernais:

Sobre eclesiásticos invernais:
Miguel Garcia

Não se adivinhava neles uma unidade profunda, ao contrário disso: transmitiam nítida impressão de personalidades fragmentadas. Não havia neles algo como um princípio procedente de inspiração unificadora. Eles eram muitos, penso que cada um deles era uma “legião”.
Obcecados por si mesmos e por seus projetos de auto-expansão narcisista, exigiam que o mundo girasse em torno do “heroísmo cósmico” que empreendiam a custa de incontáveis vítimas.
Eram atentos ao número das frases, a música das palavras, sensíveis à precisão de epítetos, ao peso de um termo, ao modelar de imagens, à busca incansável por si mesmos, à expressão mais justa, mais concisa, mais clara, lapidando textos escritos, sermões, pronunciamentos, redigindo conferências, comprazendo-se com preciosismos e artifícios literários em detrimento total e absoluto da aceitação de outros como legítimos outros em convivência, viviam ilhados.
 Negavam a si mesmos ao negarem seus semelhantes, negavam o fato de serem seres multidimensionais. Não amavam nem mesmo as multidões, amavam a si mesmos por intermédio das mesmas, amavam o fato de serem elas as financiadoras de seus desígnios nababescos justificados e legitimados em nome do Nazareno – do evangelho, do reino de Deus.
Eram pastores-homens-de-letras. Eram eclesiásticos “belos” espíritos que freqüentavam saraus literários e reduziam seus ministérios à companhia de letrados. Desviados do ofício de cura das almas e finalidades correspondentes, faziam da literatura uma diversão; um ópio, uma vacina diária contra a loucura do hospício. Não nutriam fé no casamento das palavras com as ações, não criam nos outros, nem em Deus, nem em si mesmos por conseguinte. Fizeram com que a vida da igreja se tornasse cinzenta, angusti-ante, caótica, desesperada, invernal e triste.

Vassum Crisso

domingo, 26 de junho de 2011

Examine as pessoas à sua volta!

Examine as pessoas à sua volta!


Examine as pessoas à sua volta e irá ouvi-las falar em termos precisos sobre elas mesmas e seu meio, o que parecerá indicar que elas têm idéias sobre o assunto. Mas comece a analisar essas idéias e irá descobrir que praticamente não refletem, de forma alguma, a realidade a que parecem se referir, e se você aprofundar mais sua análise irá descobrir que não há nem mesmo uma tentativa de ajustar as idéias a essa realidade.
Muito pelo contrário: através dessas teorias, o individuo está tentando cortar qualquer visão pessoal da realidade, de sua própria vida. Porque a vida é, no princípio, um caos no qual a pessoa se acha perdida. O indivíduo suspeita que seja assim, mas tem medo de se ver face a face com essa realidade, e tenta cobri-la com uma cortina de fantasia, onde tudo está claro. Não o preocupa o fato de suas “idéias” não serem verdadeiras, ele as usa como trincheiras para a defesa de sua existência, como espantalhos para espantar a realidade.

Adaptado do texto de José Ortega Y Gasset

Vassum Crisso!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Perdoem!

Perdoem!
Miguel Garcia

Perdoem o distanciamento. Não pude suportar a companhia de uma gente tão sofrida e negada - isso que ocorre a todo instante em atos triviais do cotidiano, perdoem. 
Perdoem a ânsia irresistível de escapar da comunhão compulsória.
Perdoem o desejo de ficar a sós com pensamentos, a saudade de um lugar de recolhimento e solidão.
Perdoem a felicidade ao retirar-me..., ao almejar isolamento.
Perdoem por sonhar sonhos de minha saudade e enviar idéias para bem longe, lá para onde supunha pessoas amadas.
No momento só enxergo nuvens de perfil estranho e bizarro, perdoem!
 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

sábado, 28 de maio de 2011

Que coisa triste!!!!!

Que coisa triste!!!!!
Miguel garcia

Contar os dias a partir das mentorias que forjaram nossa triste condição atual? Que coisa triste... 
Temos tudo dos novos cananitas: nossos espaços internos e externos foram conquistados, nossa natividade estuprada e con-vertida à sombra da "àguia", nossas melhores lembranças apagadas (nossa identidade), nossas histórias transformadas e ou deformadas pelo anúncio das más notícias, pela boca e ambição dos homens de Zeus... Que coisa triste!!!!

Me impressiona como fomos (e ainda "somos") ENGANADOS, "dentro" e "fora" da "igreja", o que seria quase a mesma coisa se a igreja não se revelasse tão mais maligna.

"Fomos criados pela televisão para acreditar que um dia seríamos ricos, estrelas de cinema e do rock. Mas não seremos. E estamos aos poucos aprendendo isso".
"Somos subproduto de uma obsessão por um estilo de vida."
"As coisas que você possui acabam possuindo você."
"A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas inúteis."
"Somos uma geração sem peso na história. Sem propósito ou lugar. Não temos uma Guerra Mundial. Não temos a Grande Depressão. Nossa Grande Guerra é a espiritual. Nossa Grande Depressão, é a nossa vida."
"Você não é seu emprego. Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige. Nem o que tem na sua carteira. Nem as calças que veste. Você é a merda ambulante do mundo."
"Se quer fazer omelete, têm de quebrar alguns ovos." 




Fonte parcial: Club da luta o filme.


Vassum Crisso

terça-feira, 3 de maio de 2011

É o meu amado

É o meu amado
Miguel Garcia

É o meu amado!
Negá-lo, de que maneira?
É o meu amado!
Apartado de “olhares”, quiça do coração...
É o meu amado!
Temo seu abandono, 
já que não o desposei...
É o meu amado!
Bem disse o poeta que 
acontece com a distância
o mesmo que acontece ao futuro:
um todo imenso e como que envolvido por neblina,
estendendo-se ante nossa alma...
nosso coração mergulhado ali, se perdendo
da mesma forma que nossos olhos...
É o meu amado!
Toda essa aspiração ardente de me abandonar por completo,
deixar-me impregnar de um sentimento único, 
sublime, delicioso...
É o meu amado!
A centena de milhas desse "lugar"...
É o meu amado: o pensamento!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Não/Vê?

Não/Vê?
Por Miguel Garcia

Não vê como é mofada a tradição religiosa, a liturgia, o ritual descolorido e remendado, ferindo o olhar sensível, não vê?
Não vê a despudorada negação nos gestos tidos por piedosos – a palavra da alma gritando por socorro?
Não vê o choro e os gemidos angustiados que permeiam missas católicas e protestantes, não vê que o pranto e a aspereza dos ruídos tem a ver com uma violenta irritação por aquilo que contraria os sofrentes cultua-dores ?
Não vê o tamanho da carga que as pessoas deitam sobre os ombros sem pro-testar?
Não vê essa constelação de fenômenos neuróticos que, centrados ao redor dos escrúpulos, tendem a acompanhar, como uma triste sombra, a vivência religiosa?
Não vê a angustia dissimulada, diante de deus (cri-a-dor de câmaras de tortura para vingar-se de seus desa-fetos), o temor do castigo-inferno, a conformação excessivamente moralizante da vida, que converte a consciência num guardião implacável, vigiando dia e noite...?
Não vê que isso tende a alimentar continuamente a raiz do escrúpulo - essa inquietação do espírito que hesita em obrar receando que o ato não seja lícito? Não vê que essa “planta” devoradora deveria, em vez, tender a murchar na libertadora presença do amor de Deus?
Não vê que até a própria espiritualidade considerada normal está infectada – contaminada por vírus que se opõem ao bem? Não vê que ser normal também é doença? Não vê o demasiado legalismo, o demasiado medo – fobia, a demasiada falta de espontaneidade e de alegria na relação com "Deus", não vê?
Não vê o sadismo na obrigação de assistir cultos, o masoquismo em cumprir obrigações; que supõe na vida a possibilidade de salvação-condenação, não vê? Não vê o fardo pesado que lhe atam ao lombo, a enfadonha série de estorvos que entorpecem e tornam nebuloso o caminhar de quem é religioso? Não vê que, se é enfermo o viver do “rebanho” é porque  deve estar comendo ração contaminada e ou bebendo águas rotas? Não vê que a preg-ação é sempre um termômetro preciso da teologia? Não vê que a turba recebe dela os temas e as pautas e nela busca a sua orient-ação?
Não vê que daí resulta um estilo tristonho e negativo que impregna totalmente a atmosfera religiosa que res-piramos, filtrando todas as nossas vivências, manchando todas as nossas atividades e marcando a maneira profunda de nossa vida. Não vê que assim estabelece, fatalmente uma espécie de círculo vicioso?
Não vê a seleção dos dados ou expressões que confirmam a atual situação? Não vê o povo cego para quaisquer outros – aqueles que poderiam trazer perspectivas novas, justas, reconfortantes e libertadoras, não vê?
Não vê a demência por trás de “doutrinas” como a predestinação, ou a da concepção jurídica da redenção, ou ainda a versão ingênua, cruel e legalista do pecado original – a “visão” da existência humana concreta como duro castigo por falta que ninguém cometeu, não vê?
Não vê isso tudo que contamina o pano de fundo da vivência espontânea e da reflexão aberta – não viciada em automatismos e ou binaridades?
Não vê a dialética do poder às custas daquela do serviço operando incessantemente?
Não vê a consciência dos fiéis sendo “educada” num ambiente de dominação, de imposição e de obrigação?
Não vê a imagem de Deus invertida que apresentaram a nós? Não vê o círculo demoníaco em que estamos metidos? Não vê sufocada a consciência inicial, viva e gloriosa da boa notícia degenerada em religião triste, desiludida e opressora, não vê?
Não vê o povão posando de ser feliz e triunfalista à sombra de um deus rival do humano – rival avassalador por sua prepotência e terrível por sua onipotência? Um deus que existindo impede que as pessoas desenvolvam suas capacidades; do-minando tudo e todos, julgando e limitando, não vê?
Não vê que o fundamentalismo religioso de ontem e de hoje teima em revelar-se: absurdo, colonialista, contra a ciência, contra a liberdade, contra o progresso, contra a responsabilidade, contra o sentido crítico, criminoso, dogmático, egoísta, enganoso, podador da personalidade, escravagista, explorador, fanático, falso, fatalista, fraco, frustrante, hipócrita, subvalorizador do homem, individualista, ineficaz, intolerante, misantrópico, ópio, obscuro, patológico, racista, reacionário, repressivo, sem abertura, supersticioso, não vê?
Não vê essa enorme “presença” opressiva “pairando”: o deus da religião obtusa e dogmática? Não vê que a eliminação do mesmo se torna necessária para que o ser humano possa crescer livre-mente e expandir-se sem impedimentos ao sol da vida e do progresso, não vê? Não vê que os mestres da suspeita ajudaram fundamentalmente o cristianismo a estar consciente de certas anomalias: Nietzche, Marx, Feuerback, Freud, Girard, entre outros? Não vê que uma espiritualidade apoiada no Amor/Divinal-libertador projetaria uma imagem muito diferente, que imporia a ela um tom diverso, não tão universal e univocamente vencido com respeito a uma avaliação insidiosa e opressiva do religioso, não vê?
Não vê que a maioria dos gurus religiosos falam, falam e não dizem nada de coisa alguma? Não vê as miragens de imaginações iludidas, não vê a magia fascinante que os tais impõem às míseras palavras que lhes escapam? Não vê que vem deles os parasitas que adoecem a boa linguagem espiritual, não vê que nem mesmo resvalam a amplitude do real, não vê? Não vê como são hábeis em excluir conceitos vitais, sem tanger linhas mestras? Não vê como falam cozendo feitiços? Não vê que o homem não pode ser leão, que um círculo não pode ser quadrado, que o finito não pode ser per-feito e que a vida não pode ser um mar de rosas, não vê? Não? Não/Vê?

Ins-pirado em Torres Queiruga - Recuperar a Salvação

Vassum Crisso!

terça-feira, 12 de abril de 2011

"Eu me AMO". O Brado da liderança “ev-angélica”.

"Eu me AMO". O brado da liderança “ev-angélica”. 
por Miguel Garcia

Sendo os artistas principais do palco igrejeiro, obrigam-se a se amar, inevitavelmente.
Talvez não seja um erro o fato dos clérigos se amarem tanto pois, sabidamente, a auto-estima sadia é uma atitude que contribui para a própria sobrevivência. E essa inclinação para a sobrevivência não é monopólio do animal-humano, trata-se de uma característica do mundo animal como um todo, uma imposição da própria biologia.
O recém nascido grita diante da fome (já ensaia comandar o mundo aos berros), quando maiorzinho pode tomar o alimento de outra criança menor para satisfazer-se e, depois de adulto, continua achando sua fome mais sofrida e mais importante que a fome dos outros.
Se há nesse mundo alguma coisa capaz de parecer mais importante que as carências e necessidades da classe clerical é, sem dúvida, a carência e necessidade de suas crias (filhos, parentes, herdeiros). Isso faz parte da luta pela vida e sobrevivência da espécie bípede-humanal da qual fazem parte.
Se amar a si mesmos for biológico, fisiológico e, portanto, inevitável, talvez o que se estranha, quem quer que estranhe alguma coisa, é o fato de negarem essa auto-paixão e a paixão a tudo que diz respeito a eles mesmos. É essa negação ou dissimulação da absoluta preferência à si mesmos em detrimento de tudo e de todos que se pode chamar de hipocrisia, talvez, "hipocrisia fisiológica clerical": projetar modéstia e, conseqüentemente falsa humildade, pode ser muito acobertador quando se sabe como .
É claro que se compadecem com a miséria alheia, com a dor de seus próximos, com o sofrimento humano em geral. Mas, algumas (não poucas) vezes esses sentimentos representam um falso altruísmo, como se projetassem neles mesmos o infortúnio alheio. Como seria se essa tragédia se abatesse sobre nós?
Pode ser desse tipo o sentimento que os motiva a dar uma moedinha para o paralítico do semáforo.
O fato de se amarem implica, como em todos os casos de amor, em inesgotável tolerância para com eles mesmos, para com sua corte de lambe botas.
O ensinamento cristão para amar o próximo como si mesmo talvez sugira, nas entrelinhas, serem tão tolerantes com o próximo como o são consigo mesmos.
Só conseguiriam compreender a fisiologia psíquica do próximo se entendessem que a natureza deste está também presente, invariavelmente na deles próprios.
A sólida crença em serem especiais fica bastante clara, tanto na saúde quanto na doença mental.
Nos mais esquizofrênicos, por exemplo, existem as conhecidas idéias de referência, através das quais se imaginam um ponto de referência do mundo: se pessoas são enviadas de Deus são eles (os "heróis", objetos de transferência, os chefes, as pessoas centrais da igreja e ou  mebros de suas famílias), se pessoas têm poderes sobrenaturais são eles também, se alguns são “vítimas” de um complô cósmico são eles e assim por diante.
Especialmente eles, os esquizofrênicos, têm poderes especiais para ouvir as vozes do além, perscrutarem pensamentos alheios, influirem no destino das pessoas, do clima, da sorte... Eles não acreditam que isso seja doença. Embora ninguém mais ouça tais vozes e todos os demais sejam considerados humildes mortais, eles, os esquizofrênicos homens e mulheres de deus, foram aquinhoados por dons muito especiais.
A ausência dos freios éticos que os impedem de reconhecer publicamente sua pretensa magnitude, que é o gigantismo de seu Ego, estaria naturalmente recolhida no inconsciente de cada um deles em condições de saúde, e estariam liberados em seu estado natural na Esquizofrenia.
O tipos mais histéricos da classe clerical, por sua vez, também se acham os mais sofridos dos humanos. Eles não podem ter dissabores sob o risco de passarem mal, suas dores são mais doídas... Quando um guru-histérico desses diz perder o controle, parece que isso acontece completamente emancipado de sua vontade e arbítrio, ou seja, uma coisa sobre a qual ele não tem a mínima influência.
Eles são especiais em suas dores, especiais em suas queixas, suas crises e suas limitações, assim como se acham especiais em seus dotes, suas habilidades, beleza e simpatia.
No simples diálogo cotidiano, tais histéricos “iluminados” normalmente só param de falar de si mesmos quando perguntam "o que os interlocutores pensam deles".
Os mais deprimidos, também costumam imaginar que são "beldades", grandes sofredores, incluindo aqueles cuja auto-estima se diz rebaixada. Ao se queixarem de inferioridade, como por exemplo não se sentirem gostados, se sentirem abandonados, sozinhos, enfim, com sentimentos que os tornam apáticos e infelizes, na realidade estão reclamando de um reconhecimento, de um amor, compreensão, carinho, solidariedade, companhia, etc, de que se julgam merecedores.
Esses um tanto mais deprimidos ressentem-se daquilo que lhes é negado ou lhes é dado aquém de suas exigências. De fato, trata-se de um falso sentimento de inferioridade.
Ao se queixarem de que a vida não tem sentido, ao invés de inferioridade os tais deprimidos patrões-da-igreja mostram o altíssimo grau de exigência para com a vida, já que é a mesma vida de seus pares não deprimidos. Eles, esses seres “tão especiais”, não se satisfazem com a simples vidinha que todos nós outros vivemos....
Evidentemente os eufóricos dispensam maiores comentários acerca de suas predileções. Basta lembrarmos da anedota segundo a qual o paciente entra no consultório do psiquiatra e vai logo dizendo: "doutor, sou o maior megalomaníaco do mundo". risos...
Parece haver nos mais histéricos (pentecos-tais, neos, ortodoxos, um misto de tudo?) uma certa satisfação dissimulada com seu próprio sofrimento. Eles sentem, não apenas a exótica constelação sintomática de seus males, os quais vivem desafiando conhecimentos da medicina mas, inclusive, quando sentem também os efeitos colaterais dos medicamentos.
São efeitos colaterais que bem poucas pessoas sentem, mas eles, tão especiais, tão sensíveis e tão vitimados (ou contemplados) pela excepcionalidade de seu ser, sentem tudo aquilo.
Vista assim, ou seja, quase fisiologicamente, a histeria (experimentalismo infatigável, intelectualismo entrincheirado, etc..) pode ser considerada uma variação quantitativa da normalidade. Isso quer dizer que, em menor ou maior grau, todos nós religiosos temos algo de histéricos.
Se falta ao – lider-histérico-religioso o medo do ridículo e a inibição social adequada, sobra-lhe sinceridade e teatralidade simultaneamente; sinceridade por reclamar, em alto e bom som, toda atenção que gostaria de receber e se acanha. Teatralidade porque faz isso de forma artística e altamente convincente.
Portanto, os histéricos-religiosos são, sobretudo, uns sinceros. Sinceridade essa, suficiente para se apresentarem ao mundo através do papel social de seres excepcionais, tão excepcionais como todos nós também acreditamos ser.
Diante da necessidade da doença e da limitação os histéricos-religiosos continuam sendo excepcionais; excepcionalmente fracos, excepcionalmente vulneráveis, excepcionalmente vitimados pelo infortúnio, excepcionalmente incompreendidos pelos demais...

Adaptado da fonte Psique Web.

Vassum Crisso!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sobre os mais recentes assassinados no Rio se é que já não estou atrasado!

Sobre os mais recentes assassinados no Rio se é que já não estou atrasado!
Wellington Menezes de Oliveira não é propriamente aquele que além de tudo, merecia ser castigado como malfeitor, mas sim um coitado de quem é preciso ter dó. O número de vítimas diretas e indiretas dessa tragédia que ocorreu no Rio é incontável, do meu ponto de vista deve-se incluir o próprio assassino como uma delas.
Miguel Garcia

sexta-feira, 4 de março de 2011

O mal existe!

O mal existe!
Por Miguel Garcia

Fecho com C.S.Lewis a respeito de que nessa época gerencial – de administração, o maior mal não nasça em antros sórdidos “antros do crime”; nem mesmo em campos de concentração de trabalhos forçados, ou ainda nos incontáveis bolsões de trabalho escravo que vigoram impunes Brasil à fora. Segundo Lewis, nestes últimos aparece sempre o seu resultado final. Em dias atuais o mal é concebido e mandado (movido, secundado, levado a efeito e minutado) em escritórios bem iluminados, atapetados, limpos e aquecidos, por homens tranqüilos (por vezes clérigos “acima de qualquer suspeita”), "brancos" de colarinhos brancos, unhas bem aparadas e rostos barbeados e lisos, que nem precisam altear a voz.  Portanto, naturalmente, o símbolo do inferno, segundo Lewis, é algo semelhante à burocracia de um estado policial ou aos escritórios de uma empresa comercial absolutamente indecente, ou ainda, segundo eu mesmo, é algo semelhante ao que acontece à portas fechadas, não "no chão da fábrica", como seria conveniente imaginar, mas em cima, nas salas amplas e luxuosamente decoradas - nos gabinetes bispais e pastorais de muitos dos ch-amados templos evangélicos de hoje em dia, infeliz-mente.


Vassum Crisso!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O Diabo existe!

Sede sóbrios; vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão buscando a que possa tragar”. (I Pedro 5.8)

Zoster - O vírus da varicela-zoster, assim como outros vírus do grupo herpes, permanece latente no
organismo de indivíduos infectados e o zoster é causado pela reativação dos vírus adquiridos durante a
varicela. Presumivelmente, a infecção latente ocorre na
maioria dos indivíduos infectados. O zoster
se caracteriza pelo surgimento de erupção cutânea unilateral, bastante
dolorosa.
Geralmente, o zoster atinge entre um e
três dermátomos e tem duração variável, de poucos
dias a várias semanas. Uma das principais
complicações do zoster é a neuralgia que se segue ao
exantema, com dor e queimação, aguda e persistente, dificilmente aliviada por analgésicos comuns. 


Por que não se deu em mim a tal mani-fest-ação Diabólica?... Por que em uma pessoa tão crística? Nada faz sentido! Tudo é vazio... Ab-surdo!


Vassum Crisso! 


Miguel Garcia