quinta-feira, 18 de junho de 2009

Modul-ações reflexivas e perversas
Miguel Garcia

Pura "transgressão" minha - sede de infinitude... Busca por um significado que está dividido irremediavelmente em dois reinos: símbolico (liberdade) - mente e Sina (limitação) - corpo... Disson-âncias são revoltas contra o tédio - anseio por plenitude. Modulação é caça desesperada por respostas metafísicas que, diga-se de passagem, o "uni-verso" musical não pode oferecer... Busco proteger-me do terror da morte, “antecipando” o caos de tudo - abraçando angústia ígnea, num esforço de garantir que cingida por mim ela perca um tanto de seu vigor destrutivo, estoicismo de minha parte?... Por fim, considero a fetichização da consciência total do verdadeiro problema da vida... Tudo parece estar em movimento acelerado - em existência dinâmica e não estática - evolu-indo a cada instante. Modul-acões const-antes são tentativas de evasão. Modular é vingar-se da aleatoriedade absoluta - incertezas demoníacas e infernais. É como pintar um quadro que de tão realista, por vezes cega o observ-a-dor. Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 17 de junho de 2009

M-Eu Corpo

M-Eu Corpo
Miguel Garcia

Sina animal. jardim de delícias, po-mar secreto.
Nascente de experiências e sensações -
prazeres incandescidos que abrasam e fertilizam uni-versos simbólicos .
M-eu corpo...
M-eu túmulo e alimento de vermes,
irmão asno, m-eu tronco, campo m-eu, m-eu todo natural,
moment-âneo... extraordinário, raro, novo, náufrago, surpreendente,
m-eu corpo... m-eu fardo, m-eu tudo?
Fato, objeto, meu reino, fortaleza:
máquina fabulosa para coagir mundos, arma de pro-testar,
resposta... ab-surdez, portal, proteção, m-eu corpo.
Fetiche da consciência absoluta, fecal e inerte, vivo e atuante, sinuoso...
M-eu cor-po poderoso, iluminado, trans-parente manifest-ação, sinal, sintonia,
argila, eu, divino cri-a-dor - poiese insaciável...
M-eu corpo, m-eu? Corpo m-eu...
M-eu corpo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

An-seio musical
Miguel Garcia

Con-soar... hArMOnizaR-me à Melodia en-Cantadora e Amiga..
Uníssonos para além do climax de uma com-posição sem pausas longas...
Bravo! Eis o grandioso espetáculo da vida.

domingo, 14 de junho de 2009

Lótus

Lótus
Miguel Garcia

Emerg-indo de águas turvas e lodosas...

Ger-min-ando de beleza n-esse mundo!

Nelumbo... Nelumbo... Nelumbo!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Rara Flor
Miguel Garcia

Meu pensamento voa ligeiro. Buscando te encontrar, paira sobre cidades, vigia os montes, sonda as colinas, cobre os vales e examina cerrados imensos a procura do seu aroma perfumado, do milagre que é você, seu colorido cromático, sua beleza única e delicada.
Meu pensamento corre contra o tempo, pois amar se faz urgente.
Salto as horas, os dias, as semanas, guiado pelo anseio de alcançar seu aspecto incomum, suas formas inebriantes.
Ao romper da manhã, ao por do sol, no verdor dos anos, à tardinha, meu desejo é encontrá-la num instante eterno... mas atrás de tempo, tempo vem e... foje... amar se faz urgente!
Rara flor que colhi no primeiro olhar - no espaço apreciável de tempo em que a pura luz benfazeja incidiu sobre os meus olhos ávidos por claridade redentora.
Rara flor que plantei do lado esquerdo do peito, na carne do coração.
Rara flor que reguei com minhas preces, num gesto de ternura.
Rara flor que exala aromas deleitosos e veste o aspecto mais aprazível das paisagens, colorindo os jardins dos meus sonhos, desejos e sentimentos latentes.
Rara Flor.. você.. Rara Flor que en-con-tr-ei.

terça-feira, 9 de junho de 2009

À imagem e semelhança do animal-humano
Miguel Garcia

Abusos do poder clerical são sentidos por toda parte. A concepção grega do Deus onipotente, somada ao “sujeitai a terra” e “ser imagem e semelhança divina”, fortaleceram a ambição de potência humanal em líderes religiosos cultos e ignorantes – leigos ou não, no sentido de liberá-los para um exercício de poder absoluto e despótico, justificando abusos por meio da religião.
A imagem de Deus imposta pela crendice que se diz cristã, sem exceção, tanto em igrejas comandadas por dementes de gravata e ou por teólogos modernistas entre outros, é aquela que exibe um Deus todo-poderoso e Senhor, expressando assim não os contornos do Deus propriamente dito, mas sim, do poder e domínio indispensáveis aos idéias expansionistas e gananciosos de bispos, pastores e apóstolos preda-dores de rebanhos humanos.
A igreja "evangélica" dá aula na triste arte de explorar pessoas, mascarando e negando a dignidade e os direitos humanos com mensagens mumificantes, travestindo perversões com “vestes de louvor”, maquiando a alienação cultural mantenedora do racismo e sexismo e a alienação do corpo causadora de obsessões e toda sorte de doenças mentais.
Um Deus solitário e apático - soberano recolhido em um céu inacessível a que tudo submete, só poderia gerar “pastores, bispos e apóstolos também solitários, apáticos e recolhidos em luxuosos condomínios, em carros importados-blindados, em escritórios herméticos a gente pobre e analfabeta, protegidos por guardas armados que escudam esses apaixonados por multidões e enojados de indivíduos - de gente e, consequentemente, enojados do verdadeiro Deus relacional e comunitário (a salvação e a cura seria amar - abrirem-se). Não me admira que alguns destes estejam tão enfermos de corpo e alma, que careçam de dogras dia-r-ia-mente.. Quanto des-perdí-cio! Vassum Crisso - MG

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Revel-ação import-ante: sou louco!

Revel-ação import-ante: sou louco!
Miguel Garcia

Sou louco, mas pelo amor de Deus: como poderia ser diferente disso?

“Os homens são tão necessariamente loucos que não ser louco seria uma outra forma de loucura.” Pascal.

Becker me fez perceber que a situação humana é impossível! É um dilema torturante disfarçar a animalidade que pulsa e irrompa em cada criatura, logo, sou louco, porque tudo o que o homem faz em seu mundo simbólico é tentar negar e superar sua sorte grotesca: no trono mais alto desse mundo um sujeito senta sobre um traseiro, enquanto aguarda o dia de sua morte. 
Sou louco porque me entrego a um esquecimento cego através de jogos sociais. Sou louco por me abandonar aos truques psicológicos e a preocupações pessoais totalmente distantes de minha realidade e condição (tipo ler/ver jornal ou Gabriela, aguardar pelo início do jogo da seleção, ler, ouvir ou assistir  as invenções de sádicos gurus psicológicos e ou "evangelizadores), o que com certeza é uma forma de loucura – loucura assumida – loucura compartilhada – loucura disfarçada e dignificada – loucura louca... loucura por vezes lucrativa - por vezes “sagrada”.
Sou louco! Isso que chamamos de traços de caráter, não passa de psicoses secretas. Vale re-dizer que tudo é vaidade (vazio), que tudo é feito por competição, que a inveja é o motor do social e do pensamento e, ainda, que ninguém consegue lidar com as verdades à respeito da condição animal-humana: vivemos imersos em auto-tapeações intra-psíquicas, o que, de certo modo equivale a um retorno à condição pur-a-mente instintiva.
Sou louco! Iluminado por Becker compreendi o que há por trás das máscaras de lábios cerrados, máscaras sorridentes, mascaras sérias, máscaras satisfeitas que as pessoas usam para iludir o mundo e a si mesmas acerca de suas psicoses secretas. Sou louco, mas quem não é?

Vassum Crisso

terça-feira, 26 de maio de 2009

"Homofobic"-a-mente falando:Miguel Garcia

Imagino que todo cara que “tece” comentários anônimos em blogs alheios manifeste tendência masoquista e ou seja porta-dor de homossexualidade, no mínimo psíquica. Explico: masoquista, pois, uma vez que a inveja é um tipo de admiração infeliz, sempre que um ani-mal-"humano" dessa espécie, suficientemente adestrado para realizar tal tarefa, viaja voluntari-a-mente pelo ciberespaço (internet) e, desembarca num Blog como o meu por exemplo, para suspirar admirado ante a paisagem de minhas idéias (bisbilhotando por lá), é certo que o faz para sofrer, posto que sua admiração não é nutrida por um abandono de si mesmo PENETRADO de felicidade... posto que o débil "eu" de uma figura destas, viaja até um Blog como esse meu para fazer uma reivindicação infeliz – in-ve-jar na cara dura.
Quanto à homossexualidade psíquica latej-ante de ad-mir-a-dores críticos-anônimos, poderíamos qualificá-la temporariamente de não orgânica, uma vez que essa última, parece obrigar à escolha de um parceiro portador de órgão e, as demais homossexualidades, por exemplo: a do tipo que impulsiona os fãs anônimos de minhas invenções literárias, fãs esses, que vivo "POSSUINDO" mesmo sem requisitar ou desejar, satifazem-se com um “parceiro” cuja virilidade seja psíquica e possa ser experimentada mesmo que à distância - voy-eu-risando singelos escritos como os meus.
Homofóbi-a-mente falando: melhor parar por aqui!

sábado, 23 de maio de 2009

Ex-tórias de “crianças” perigosas!
Miguel Garcia
Era uma vez um “pastor” tão cheio de si, que concentrava todos os esforços para gratificar seus desejos pueris e infantilismos desmedidos, na tentativa de aliviar, automaticamente, tensões e dores reais, insignes, imaginárias e sobre tudo seu inconsciente terror da morte - finitude.

Era uma vez, um “bispo” "inabalável" e manipulador, um campeão de seu universo fantasioso. Vivia mergulhado na sensação de ter poder irrestrito sobre seus seguidores, seguidores estes, que de tão dóceis, mais pareciam vacas hindus. Este dominador naturalmente idealizava a si mesmo como excelente, o que nutria sua altivez e arrogância despótica .

Era uma vez um “apóstolo” que mal precisava verbalizar o que quer que fosse, para que seus anseios mais luxuriantes fossem de pronto atendidos. Vivia deitado em berço esplêndido e, se porventura apontasse o dedo na direção das nuvens e do firmamento, logo recebia uma réplica da imensidão azul pintada no teto e nas paredes de seu quarto de divertimentos.

Era uma vez uma "pastora", que encarava aquilo que seu auto-engano-intra-psíquico resolveu chamar de ministério-pastoral, como campo fenomenológico de seu narcisismo primário, vício este, que se tornou altamente dispendioso para os cofres de sua sofrida empresa religiosa.

Era uma vez uma "bispa" irresponsavelmente triunfalista, que manipulava e subjugava uma gente "ignorante" - gente gananciosa e também cúmplice dos vergonhosos resultados de seu bispado. Em sua bem sucedida fábrica de ilusões, tida por igreja evangélica, flutuava como num sonho encantado.

Era uma vez uma “apóstola que enxergava o próprio corpo como um projeto narcisista e o utilizava na desesperada e inútil tentativa de engolir toda beleza do universo e manter-se jovem para sempre. Submetia-se a constantes cirurgias “reparadoras” de seu saco de estrume - alimento de vermes - irmão asno - seu corpo de animal envelhecido.

Era uma vez um pastor (a), um bispo (a) e um apostolo (a), que insistiram tanto em sorver o cosmo para dentro de si mesmos, desejosos que estavam por assenhorearem-se de tudo e de todos, que findaram castigados com a obesidade mórbida de seus eus, devoraram-se uns aos outros, a si mesmos e assim findou-se a "brincadeira" sem Graça de suas ex-tórias.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

De-mentes!

De-mentes!Miguel Garcia
Reverberando e transplantando um pouco das idéias de Ernest Becker para analisar o que imagino ser o quadro da espiritualidade atual, a “serenidade” da maioria dos líderes “evangélicos” e de seus segui-dores, está in-ti-ma-mente ligada a um estilo de vida que tem elementos de loucura real, e por isso protege: uma corrente submersa de ódio e amargura const-antes, expressa em inimizades tradicionais, o-pressões, dis-putas e brigas familiares, mentalidade tacanha, auto-reprovação, superstição, controle obsessivo do cotidiano por um autoritarismo rigoroso e muito mais, até o infinito das possibilidades mais soturnas – perversão de toda e qualquer piedade, nas avali-ação do L. Boff: demência generalizada! De repente dou de cara com esse perfil de pessoas, observoas esbanjando um poder de viver o momento e ignorar e esquecer... eis o animal humano soterrado em auto-engano-intrapsíquico - eis as criaturas "felizes".

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Não, bebo!

Não bebo por mero alegrar-me com a cachaça nem por zombar da fé - não, é só para esquecer de mim mesmo por um momento que desejo embriagar-me, só isso.
Omar Khayyam
No texto original aparece a palavra vinho no lugar de cachaça...

sábado, 2 de maio de 2009

Aos coxos que mendigam à porta, ou arrastam-se pelos templos e catedrais de ilusões perigosas

Olhem para mim!
Não tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isso dou de graça:
Em nome de Jesus, levantem e andem!
Não sejam paralíticos na e-labor-ação de ídéias novas - imagin-ação e capacidade de transgredir a norma opressora!
Olhem para mim!
O reino de Deus está dentro e não ao lado ou acima de vocês!
Olhem para mim!
Deus pra quem quiser, senhor pra ninguém!

Miguel Garcia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

É muito angusti-ante-tudo

Encontro-me na idade consciente do homem, idade do verme no cerne... "Vejo tudo", "sei de tudo" e sofro com tudo, principal-mente comigo mesmo – com meus terrores...
A crise adâmica é total-mente minha e não há moita alguma que me possa ocultar quando a voz do Eu Maior insistir, chamar meu nome na viração de um dia ameaç-a-dor..
É mutio angusti-ante-tudo!
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Miguel Garcia

Morte física e morte psicológica

Uma hora antes de morrer ainda se está vivo - Sartre

A morte biológica é considerada quando todos os sentidos de uma pessoa para de funcionar (consequentemente os órgãos). Assim, uma série de funções param definitivamente: movimentos, nutrição, regulação, reatividade, etc., e sinais de decomposição começam a surgir. Explica-se a decomposição pela perda das funções defensivas do organismo contra os seres vivos “agressores” (sobretudo bactérias).
Uma expressão muito comum utilizada é que as pessoas em geral se veem como possuindo um corpo, a velha crença cartesiana da separação “mente” e corpo como se fossem dois seres distintos expressa-se em afirmações como “meu corpo”, “eu tenho um corpo”… Nesse sentido, o homem se relaciona com o corpo como se fosse algo distinto dele. O homem não é um corpo-objeto separado do que se chama de mente, espírito ou psíquico.
Já a morte psicológica é caracterizada quando alguém se vê reduzindo com suas possibilidades de existente, se negando a viver pois não vê “sentido(s)” para existir. Essa situação surge quando o indivíduo, por conflitos não resolvidos de qualquer espécie, pois o que vale é a vivência para a pessoa, vê-se isolado, restando a negação em grau intenso de ser-no-mundo .
Nesse sentido, não experienciam de uma identidade singular com todas suas possibilidades, não se sentem autônomos nem experimentam de uma coesão entre sua existência e a vida, aniquilando-se através da negação.
Não se envolvendo, negando sua responsabilidade em um vir-a-ser, aguardando a morte como única saída, é uma forma de dar uma “resolução” aos problemas. Sem a motivação existencial resta então a experiência do tédio . Certamente que de alguma maneira todos nós expimentamos o tédio ou o vazio existencial, porém não encontramos “saídas” ou “motivações” momentâneas, a diferença é quando esse sentimento persiste dia e noite, aí sim pode indicar um indivíduo que precisa de ajuda pois certamente está em uma situação de intenso sofrimento; sente-se isolado, sem sentido(s) e recorre à idéia de morte como resolução, podendo esta vir a se concretizar em morte física.
Assim, a morte psíquica pode ser entendida como uma inibição da vida, uma morte fenomenal que ocorre com a “psique” e não com o corpo (a separação aqui é meramente didática e por insuficiência linguística). Ainda, para o psicanalista Winnicott o medo da morte vem de uma morte que ocorreu (o conhecimento da morte dos outros seres), mas que ainda não foi experimentada.
Nunca faltou conteúdo à filosofia, às artes nem à religião em relação ao tema da morte, e certamente nunca deixará de faltar. Embora a idéia de que todos nós vamos morrer (”todo homem é mortal”) - independente de qual o sentido que cada um dá para o que virá depois -, seja algo aceito pelas pessoas, são poucos os que realmente param para pensar a morte em uma tentativa imaginante de como será estar morto ou um pensar a morte como condição presente, pensar que todos nós morreremos ou se deparar com a morte do outro é bem diferente de pensar a própria morte, a morte como condição “minha” onde terei que morrê-la “sozinho”, é algo que amedronta e assusta, embora pode ser sim a revelação de um sentimento de afirmar a vida com todas as suas possibidades, tal como ela é ou amor fati a vida tomando emprestado uma expressão de Nietzsche.
A morte enquanto reveladora de um grande sentido existencial, fazendo com que o indivíduo busque uma existência genuína e completa, é sobretudo uma concepção do existencialismo de modo geral, sendo Heidegger o seu expoente mais claro dessa idéia, para ele o homem em contato com a “morte” se angustia (angústia de morte) e daí pode se compreender na sua totalidade. Sartre se opõe radicalmente a essa concepção, para ele, de modo geral (a questão é muito mais complexa), a morte representa uma faticidade mas não uma estrutura ontológica do ser como ser-para-a-morte, a morte aqui não é reveladora de possibilidades mas sim a possibilidade da não-possibilidade, representa o fim, ou em termos sartreanos é quando o para-si torna se em em-si. Certamente que há outras formas de concepção da morte pela filosofia, outra forma bem característica é concebê-la enquanto algo aterrorizador que inibe as possibilidades de existir, o que implica em uma forma de evitar o medo da morte. Os sentidos possíveis à morte são múltiplos, mas ninguém poderá predizer o que é nem o que virá depois como uma verdade universal, senão enquanto “verdade” singular.
Por outro lado, é inegável que, enquanto algo inerente da condição humana, a morte infelizmente é, de maneira geral, escamoteada na sociedade, o que contribui para uma condição de maior angústia para aqueles que em algum momento gostariam de conversar a respeito do tema ou são “tomados” pelo medo da morte. Não se pode dizer que isso reflete uma condição natural de medo do homem frente à morte, pois nem sempre foi assim, os moribundos já morreram ao lado de seus amigos e familiares, hoje ele é isolado em um hospital, nem sempre por uma “maldade” dos familiares, mas porque temos uma crença de que a medicina e a tecnologia podem adiar cada vez mais o dia da morte. E foi no bojo da modernidade, com o avanço das ciências e concomitantemente da tecnologia que a morte foi eliminada da sociedade. Certamente que estamos falando também dos avanços do capitalismo que, sobretudo nos dias atuais, apresenta-se com padrões de consumo eufóricos na busca pelo “novo”; o consumo é sempre carregado de mensagens de “renovação” e “melhoria”, e é exatamente aí que parece residir o sentimento de imortalidade dos homens no pós-modernismo.
Sabe-se que o homem é mortal, mas é um “sabe” que tal como nos diz Camus, não é um “conhecimento”, pois um conhecimento real sobre essa condição, nas palavras do autor, traria uma revolução na vida de qualquer homem.
Morte e vida estão constantemente fazendo parte da “vida”, não se vive sem morrer, e não se morre sem viver. Ao nascer já se está pronto para morrer [e viver]. Cabe a cada um encontrar uma forma de conciliar as duas coisas como parte inseparável da própria condição, do contrário poderá mostrar em cada escolha o seu temor diante da morte que se revela no medo de viver.


Imagem: O dia da morte. William-Adolphe Bouguereau, 1859.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

En-torpe-cido-Garcia

En-torpe-cido-GarciaMiguel Garcia
Dorm-indo num colchão de vento,
sonh-ando...
Sonhos - brisa que sopra sobre nós
a ponto de uma pesssoa ficar fora de si...
Dorm-indo num colchão de vento,
in-vadido por Mab a parteira das fadas,
que esplendorosa corre pelas noites,
engravi-dando amantes com sonhos de amor...
Dorm-indo num colchão de vento,
flutu-ando nas nuvens do tempo,
como encantado,
boiando ao sabor das ondas ou correntezas de um desejo primitivo e urgente demais para adormecer,
dorm-indo num colchão de vento...
Anônimo rima com sinônimo... de covardia! M.G.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Visões

Visões
Miguel Garcia


Cordas invisíveis,
laços fraternais
teias orvalhadas, reluzentes - nosso amor por você.
Amarras maciças como um metal robusto, leves como plumas flutuantes...
Grilhões que aprisionam libertando:
da solidão, de angustias e medos torturantes - desespero ardente.
Descansar à sombra do bem que sua amizade traz... mordiscar o fruto da alegria que só amadurece com você presente...
Elos atando vidas na a-ventura do existir...
Ancora de embarcações seguras,
raro sentimento essa afeição, delírio - nossa amizade, nossa união e-terna... infinita...
Banquete farto é ter você por perto na agitação dos dias... horas... perplexidade da rotina que transparece Eternidade quando estamos atentos...
É bom doar-se a cada novo instante, é dom a entrega a cada vaticínio, a cada grão que escorre na ampulheta gritando a urgência de amar.. inadiável... vital como sorver o ar - nosso amor... bem querer, graça viva!
Esplendorosa e feliz feito um voo de borboleta segue a imaginação de quem ama, de quem sabe certa uma afeição redentora...
Sinto a emoção vaguear por paisagens tranquilas e belas. Nirvana inverossímil, céus luxuriantes, paradisíacos...
Laços fraternais
Teias orvalhadas reluzentes nosso amor por você..
Êxtase de sua existência pulsando em nosso peito, encarnando anseios essenciais..
Arrebat-a-dor... matizando e pasmando olhares como no milagre do arco-íris..
Recordar o sentido da vida na genese de um nome, nas primeiras quatro letras?
Amar! "É preciso amar como se não houvesse amanhã"... Amar-e-o-do-ce-amar... Se amar-e-o-doce-amar.. se amar...
Felicidades, nosso amigo, nosso irmão, Amar-ildo!

sábado, 11 de abril de 2009

Baile à fantasia

"Ai de vocês, que estudam religião e vivem escondendo do povo a verdade"...
Luc 11:52

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Me dê a coragem..
Clarisse Linspector


Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços meu "pecado de pensar..."

O poder de nossas escolhas

Coisas ruins não são o pior que pode nos acontecer. O que de pior pode nos acontecer é NADA. Uma vida fácil nada nos ensina. No fim, é o que aprendemos o que importa: o que aprendemos e como nos desenvolvemos.Traçamos nossas vidas pelo poder de nossas escolhas.
Quando nossas escolhas são feitas passivamente, quando não somos nós mesmos que traçamos nossas vidas, nos sentimos frustrados. Uma pequena mudança hoje pode acarretar-nos um amanhã profundamente diferente. São grandes as recompensas para aqueles que têm a coragem de mudar, mas essas recompensas acham-se ocultas pelo tempo. Geramos nossos próprios meios. Obtemos exatamente aquilo pelo que lutamos.

Somos responsáveis pela vida que nós próprios criamos. Quem terá a culpa, a quem cabe o louvor, senão a nós mesmos? Quem pode mudar nossas vidas, a qualquer tempo, senão nós mesmos? Deus sabe que isto é verdade. (Richard Bach)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

TEUS SOLOS

De Paulo Cruz - Blog - http://paulopoeta.blogspot.com/
a Miguel Garcia

Tuas emanações artísticas
não poderiam ter outro nome:
Acordes! - é o que me dizes.
Assim desperto caminho em teus solos,
de peito aberto respiro
teus ar-pejos pujantes,
catalogando cada um de teus dedilhados,
ilhado em tuas manobras sonoras,
colhendo cada escala saciado.
Teu canto é centro, vasto mundo
habitado de infinitos horizontes,
onde vozes tantas envolvem
uma única solidão,
na angustiante tarefa de ser e amar.
(Paulo Cruz)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Sem tí-tu-lo

Sem Tí-tu-lo
Miguel Garcia


Pra ser sincero ando que é puro desespero. Nada se encaixa, nada me encaixa, nada faz sentido. Expectativas de outrem se avolumando sobre mim torturam minha alma, sufocam de desejo, esmagam sentimentos. Mal consigo abrir os olhos, mal consigo respirar e não dá mais pra fugir de mim mesmo ou dissimular. Estou por toda parte assombrado e perseguido. Meu olhar fere como flecha envenenada... já não posso contemplar-me... Cada infeliz sou eu, cada andarilho sem destino, cada medonho, cada moribundo, cada insatisfeito, solitário, cada perturbado, cada louco, cada viciado e, contudo, eu mesmo não sou ninguém, sou apenas um nada, um caos, um vazio, não existo mais, não ao ponto de dar-me conta disso.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Profe-cio da terra!

Profe-cio da terra!
Miguel Garcia

Em-verde-há-de...,
em-verde-há-s-de florecer no Sur de Min-s...
Flóreas-cordilheiras –
montanhas, cachoeiras!
O povo daqui "é gente hulmilde,
que vontade de chorar"!
Louvada, louvada,
bendita nas ladeiras!
Doces frutos:
mulheres brasileiras.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Sobre gregarismos Orkut-icos

Sobre gregarismos Orkut-icos
Miguel Garcia

Em tempos de crise até um "Buda" mostra a cara em feira livre, muito embora, abrindo mão da "divindade" por tal ato de "imprudência".
Assim como a flor de lótus azul, vermelha ou branca nasce nas águas, cresce e se mantem intangível sobre elas, a partir de agora, dado à luz à essa imensidão virtual, desejo expandir-me feito raiz faminta - transcender limites e existir in-tocado por eles, lembrar de mim como aquele que é d-esperto!
________________________
Vish!-nu-n-é-que-manifestei-me-no-Tao-Orkut...

terça-feira, 24 de março de 2009

Labir-in-ti-forme

Labir-in-ti-forme
Miguel Garcia


Não raras vezes, quando considero o Deus, ele se me apresenta com a vossa face amiga, amigos!
E é aí que sou elevado às alturas de mim mesmo. Sussurro e canto que é bom estar vivo e que morte não existe.


Tudo por conta de vós meus edifícios, meus corredores, galerias de feitio complicado. Só a custo de dores me acerto com a saída de vós - labirintos meus - espelhos.


Jardins cortados por ruas entrelaçadas, complexas e aventureiras. Meus desenhos de linhas sinuosas - traçados meus - feições belas torturantes, cavidades infinitas, meus dons, meus amores, meus benditos, meus amigos!

sexta-feira, 20 de março de 2009

Question-ando...

Question-ando...
Miguel Garcia

Ou não te importas que morramos aqui, ou talvez seja ilusória a tempestade, o real seja encharcado de Amor e Deus seja criança em sono encant-a-dor.
Psiiiu!...Silêncio!... Tenham fé!

sábado, 14 de março de 2009

O Músico de Hoje

Comentário de Miguel Garcia sobre o artigo de Michel Leme: O Músico Hoje, acesse: http://blogs.myspace.com/index.cfm?fuseaction=blog.view&friendId=165807278&blogId=255347626

Olá Michel Leme,

Que prazer depositar aqui algumas consider-ações singelas e reverentes.
De antemão quero que saiba do meu apresso por seu esforço em pro-mover a observação compartilhada da experiência e percepção de idéias novas. Receba o meu aplauso por seu empenho na produção de diálogos que certa-mente ampliam a percepção cooperativa do real, o que nos leva a melhor compreender o mundo em que vivemos e a lidar com ele de maneira mais humana, sensata e plena.

Lendo seu importante artigo aqui presente, lembrei-me de um belíssimo poema de Antônio Cícero:

Guardar uma coisa não é escondê-la ou trancá-la.
Em cofre não se guarda coisa alguma.
Em cofre perde-se a coisa à vista.
Guardar uma coisa é olhá-la, fitá-la, mirá-la por
admirá-la, isto é, iluminá-la ou ser por ela iluminado.
Guardar uma coisa é vigiá-la, isto é, fazer vigília por ela,
isto é, velar por ela, isto é, estar acordado por ela,
isto é, estar por ela ou ser por ela.
Por isso melhor se guarda um vôo de um pássaro
do que um pássaro sem vôos.
Por isso se escreve, por isso se diz, por isso se publica,
por isso se declara e declama um poema:
para guardá-lo: para que ele, por sua vez, guarde o que guarda:
guarde o que quer que guarda um poema:
por isso o lance do poema:
por guardar-se o que se quer guardar


Obrigado por guar-dar, vigiar, velar e estar por nós em assuntos tão urgentes e desafiadores como os que você trouxe à tona.
Penso que sua trajetória de vida fale por si só, sendo assim, não carece de minhas considerações e comentários, apesar disso, insisto em afirmar e apoiar sua pulsão artística gritante e vibrante - este som que profetiza e anuncia a chegada do reino de Deus na subjetividade humana – reino de liberdade ao alcance de todos, para que não se en-caixem ou sejam en-quadrados em esquema algum, para que não temam construir a própria história de vida. Sua arte aparece como um convite para irmos além dos limites, ao salto, à transgressão da normal alienante, ao protesto responsável e consciente, quiálterando realidades, poliritimando pseudos saberes e pressupostos, atonalizando as estruturas com coragem e ousadia, para que no fim encontrarmos a nós mesmos - íntegros o mais que pudermos - Crísticos.

Por último e não menos importante, segundo o Gilberto Gil:

...Do luar não há mais nada a dizer
A não ser
Que a gente precisa ver o luar
Que a gente precisa ver para crer
Diz o dito popular
Uma vez que existe só para ser visto
Se a gente não vê, não há
Se a noite inventa a escuridão
A luz inventa o luar
O olho da vida inventa a visão
Doce clarão sobre o mar
Já que existe lua
Vai-se para rua ver
Crer e testemunhar
O luar
Do luar só interessa saber
Onde está
Que a gente precisa ver o luar

Digo o mesmo de sua pessoa não contida, de sua arte e inquiet-ações latentes e redentoras do ser total, a saber, do meu próprio e com certeza de multidões de outros.

Há-braços dispostos a somar!

Humildemente,

Miguel Garcia

quarta-feira, 11 de março de 2009

Abraçando o todo da realidade possível

Abraçando o todo da realidade possível
Miguel Garcia

"Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito, dentro do coração" - Milton

Amizade é algo vital que experimentamos de forma nítida e clara através do Amor. Amizade trans-parece Eternidade, como acontece quando pomos uma cortina nas janelas para atenuar a luz que apesar disso vaza e inunda os ambi-entes.

Ainda ontem falando com um amigo, lembro-me de ter-lhe dito que fiz tudo errado na vida, ao que ele interpelou: “tudo é muito e não somos capazes de tanto.”
Esta sábia fala amiga conduziu-me à confissão de que na verdade não acredito nesse - absurdo absoluto - o que é uma contradição de termos, posto que para realizá-lo seria necessário ser um deus ou algo parecido - causa de si mesmo e do universo. A gente diz essas coisas temendo que os amigos encontrem em nós, provas ainda mais contun-dentes-afiados que rasguem e devorem a frágil e pouca auto-estima que nos resta em momentos de angustia.
Fecho contigo amigo: tudo é muito e não somos capazes de tanto.

A partir desse ponto quero com-part-ilhar - guar-dar com vocês uma experiência divina, aquilo que irrompe na transparência dos escritos de André Comte-Sponville:

“Ninguém é causa de si, nem portanto (em última instância) de sua alegria. Toda série de causas, e há uma infinidade delas, é infinita: tudo se amarra, e nos amarra, e nos atravessa. Todo amor, levado a seu limite, deveria pois tudo amar: todo amor deveria ser amor a tudo (quanto mais amamos as coisas singulares, poderia dizer Spinoza, mais amamos a Deus), o que produziria como que uma gratidão universal, não indiferenciada, é claro (como poderíamos ter a mesma gratidão pelos passarinhos e pelas cobras, por Mozart e por Hitler?), mas global pelo menos no fato de que seria gratidão pelo todo, de que não excluiria nada, de que não recusaria nada, mesmo o pior (gratidão trágica, logo, no sentido de Nietzsche), pois o real é para pegar ou largar, pois o todo do real é a única realidade.”

terça-feira, 10 de março de 2009

Não nos enganemos: fé cristã é engajamento perigoso e sem reservas!

O Cristianismo na Burguesia
Monseñor Nelson Magalhães da Costa Filho.


O Cristianismo, em particular, o latino-americano, dirige-se em direção de uma libertação, da pressão de uma religião manipulada pelo sistema burguês. E isto é evidente!

Tal efeito implica: conversão dos corações e o modo de vida da sociedade burguesa.
A religião na burguesia é empregada para consolidar e fortalecer ainda mais àqueles que, em privilégio, possuem bens neste mundo. Visa então, garantir o poder de uns e a miséria de outros. Por isso, é inconcebível a relação: religião cristã e religião burguesa, isto é, o cristianismo e burguesia.

Portanto, o futuro do Cristianismo, em especial, o da América Latina, está verdadeiramente em jogo: há o perigo de substituir o futuro messiânico pelo nosso próprio futuro, isto é, aquele do qual somos senhores há muito tempo.

A religião burguesa alucina a ação da religião cristã, que é a conversão dos corações, fazendo da fé, apenas, uma simples fé professada, e nada mais além disso.

Através do Evangelho e da colaboração da igreja, a conversão dos corações, que é uma conversão interior, movimenta-nos para mudanças concretas, sociais.

Seguimos a Cristo, ou simplesmente acreditamos no seguimento para Cristo?
Temos compaixão, ou apenas acreditamos na compaixão?

Amamos, ou dizemos simplesmente sobre o amor pelo semelhante?
Nisso observamos que, a teologia na burguesia não é artigo de fé, mas, sim, uma ideologia do conformismo e do egoísmo, sendo que sua escatologia, afinal, mostra-nos de que tudo acabará bem e ter-se-á solução.

O Cristianismo proclama: seguimento de Cristo, conversão, amor abnegado e prontidão a sofrer; a religião burguesa: autonomia, estabilidade, posse, sucesso, busca de interesses próprios e futuros. Há um grande abismo entre estes dois pólos!

Deveras, ao invés do Evangelho converter os corações dos burgueses, estes, ao contrário, transformaram e acomodaram, o Evangelho e a igreja de Cristo, numa “sua” religião; Igreja da Burguesia, para as suas necessidades de segurança.

A vida aburguesada, a estabilidade, a concorrência e a produtividade, dificulta o seguimento de Cristo, encobre o amor desinteressado. Lamentavelmente, existe, na realidade, um cristianismo de fé apenas professada, e, não, de ação. Que paradoxo!

A burguesia se serve da religião, somente quando precisa dela. Assim tem-se uma religião que não reconforta a ninguém. Deus é um objeto que entra em uso quando é acionado para fins de interesse.

Nós, cristãos conscientes, apelamos para uma conscientização da fé e da religião cristã.
Importa que os cristãos se modifiquem, e não se comportem como meros dirigidos.
É essencial!
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Nesse mundo de fetichismo e merchandissing - de manipulação de todas as coisas, a maior parte das instituições - massas de pessoas juntamente com seus gurus e mentores, são inevitavelmente compostas de "adoradores" e, portanto, de "religiosos". Não há diferença alguma entre seus objetivos e intenções.
O escândalo da cruz ainda não faz sentido algum para a grande maioria, posto que ela, a cruz, tornou-se símblo de triunfo da igreja. Um pobre como libertador dos pobres, um homem vulnerável e impotente como salvador de todos os que estão feridos, um débil como redentor dos débeis parece escandaloso e contraditório por demais para ser verdadeiro.
A gleba maior não consegue ou simplesmente não deseja aceitar a mensagem do crucificado dos crucificados. Contudo não nos enganemos: fé cristã é engajamento perigoso e sem reservas.(Miguel Garcia)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Visite o Blog do poeta e meu amigo PC

Carregando Minha Cruz - Poemas http://www.paulopoeta.blogspot.com/

Fecho contigo no que o amor quiser re-cl-amar, fecho contigo, no que o amor fizer...

Sim, estive passe-ando por suas paisagens poéticas. Sor-vendo riquezas inauditas nas muitas formas e cores, na melo-dia harmoniosa de tudo. Eis que havia perfume no ar, havia pegadas e marcas de viaj-antes, havia transparência de Etern-idade e abrigo...

Repen-ti-na-mente notei que estava a-com-panhado por um sentimento que brilhava e iluminava tudo. A sensação inspiradora só me permitia pensar em duas palavras pequeninas: seja agradecido!

Sou grato por você exist-ir meu amigo. Exist-ir e vir poetizando... Sou grato por nossa amizade vi-andante nas tardes e in-tervalos do tempo... Sou grato por todo bem que você me faz!

Há-braços ternos-sem-gravatas...

Miguel Garcia

sábado, 7 de março de 2009

Bola pra frente!

Bola pra frente!Miguel Garcia

Você esbanja avareza por quase tudo, ulti-ma-mente até por si mesma e, quando reclamo, você justi-fica como se nada houvesse acontecido: "não se preocupe "amor", bola pra frente, impre-vistos acontecem!" Suspiro de pena e horror ante a rudeza de suas pa-Lavras, mendicancia das justificativas, perco o fôlego e não verbalizo a angústia a me consumir por dentro e, enquanto meu sen-ti-mento se debate em meio às chamas torturantes, medito silente sobre tudo: afinal de contas, onde e com quem estaria a "bola" dessa partida imaginária?...

Pen-se...

Pen-se...
Miguel Garcia

Pen-se... idéias Editadas, Fatimadas, Adéliadas, Ceciliadas... e na "ausência" de algo mais in-tegrado e integra-dor pen-se idéias PCzadas, Garc-ilhadas, Queirugadas, Moltmadas, Tillicadas, Bultmadas, Ric-"ardidas", Sobri-“nadas” que sejam, por que não? Abandone pressupostos e apenas pen-se color-ido.., color-indo...


Pen-se emba-lado por mulheres ur-gente-mente. Elas arti-culam com a total-idade do re-All, tangem com dextreza única a experiência do ver-Dadeiro-Deus. Os homens são uns exi-lados desse mundo integra-dor (pobres criaturas), mesmo assim não desanime, pen-se...

Pen-se.. bem , pen-se solto e arraigado, pen-se alto, baixo e largo, pen-se aberto, fechado e entreaberto, pen-se águia, galinha, lebres e minhocas, pen-se..., pois, se nada en-caixa ou en-quadra nem mesmo o que é finita-mente “débil” e criatural - que positiva-mente "transgride" e "cai" para o alto de si e para fora dos padrões e limites pré-deter-minados evolu-indo - quanto mais a Causa inici-All de tudo, não transgre-diria e para o alto "ca-iria" e-terna-mente...?

Pen-se...: Por ventura caberia o Mist-ério no box das invenções, projeções e forma-t-ações humanas?
Encare a realidade que brilha e ilumina - o pensamento radical - a experiência de fundo, Font-ALL, senhoras e senhores: eis o Emanuel - o Deus-Mané-que-ninguém qué, Aquele que outrora também não foi recebido - o Deus que "agora" armou tenda em carne humana, só agora? Pen-se...

Encare essa realidade e viva bem - sem tantas neuras, medos e angústias dis-pensáveis, pen-se..., s-in-ta..., veja o que está exposto e la-tente em cada um de nós e em todo o uni-Verso, nunca fora e no alto, pen-se...

quinta-feira, 5 de março de 2009

Sobre carências

Sobre carências
Miguel Garcia

Carência de fé em Deus não é carência de fé em Deus. É carência de fé na vida - em si mesmo(a) e no Outro(a)!

In-tu-indo

In-tu-indo
Miguel Garcia

...siga o seu coração...Ec 11:9
Junte tesouros na terra da ação exterior, no assim ch-"amado" cotidiano, “prosaico”, “l-imitado”, “enraizamento”, “maquinal”, “ab-surdo” - coisas ro-ti-n-eiras, “rudes”, “mal-parecidas” e in-clu-idas em si.
Abaixo a cultura do dualismo patriarc-All!
Faça amor com a essência do todo e o faça de corpo inteiro.
Não viva a ilusão de que “ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo lhe daria do que quisesse ter”. Que nada!...(Gil)
Não queira transcender realidade alguma, apenas viva, pois a Vida flui da totalidade. In-tua, in-si-sta, per-man-eça, per-dure.
In-tu-ição é ato de ir percebendo clara-mente a ime-dia-tez de todas as coisas, é pres-sentir - pres-sentimento a flor da pele flórea - ins-tinto e ad-vinh-ação vinosa - sor-ver Deus na transparência de todas as coisas.

Faça isso e viverá bem, pois transparência é transcendência em imanência.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Sobre a inveja: essa admir-ação infeliz

Sobre a inveja: essa admir-ação infeliz Miguel Garcia
Meu Deus! A inveja é o motor do soci-ALL impulsionando as rel-ações inter-pessoais. Ai mundo-pantanoso - reino de ventrudos seres sapais. Ai de quem for vaga-lume a descoberto.
Por que me encobres? Indagou o pirilampo em agonia, semi-esmagado pelo peso do batráquio (criatura semelhante a rã) que saltou sobre ele de encantado por sua luminosidade. Por que brilhas? Foi resposta do batráquio de ventre gelado, sem dar-se conta do que estava infringindo à delicada criatura fosforescente.



terça-feira, 3 de março de 2009

Falsa-mente angustiado

Falsa-mente angustiado
Miguel Garcia

Meu desespero não atinge grandes profund-idades. Milhares de kilômetros mergulhado em mim, tal qual milagre súbito nas "entranhas" do Ser estasiado, tudo se faz incrivelmente pacífico e silente como na Eternidade, benfazejo como descansar à sombra de um arbóreo florífero e adormecer inalando o perfume de suas flores-frutos, sonhar com Beleza, depois
a-cor-dar e lembrar tudo o que se viveu em sonho e em Verdade.




Cópias de-nomi-nacionais!

Cópias de-nomi-nacionais!
Miguel Garcia

Escolha um bispo ou um apóstolo para nós; veja que todas as outras denomi-nações têm seu chefe – führer - seu “dignitário eclesiástico” – “homem-de-Deus”, disseram a boca miúda, na palavra da alma - linguagem corporal - gestos, por ações e principalmente por omissões constantes, alguns pseudo-membros de uma de-terminada igreja no interior de Minas.

A pastora dessa comunidade desafiadora por certo não ficou contente com a exigência travestida em pedido carregado de rejeição, ingratidão e preconceitos certamente herdados da “cultura” e tradição patriarcal hegemonizada pelos homens, até porque uma mulher geralmente não se move em categorias duais, posto que seu modo de experimentar o real é holístico, inclusivo e globalizado. Uma mulher pensa com o corpo, os homens com a cabeça. A mulher pensa com a totalidade da sua realidade, o que a torna muito mais afim à realidade da vida, enquanto os homens se auto exilam deste mundo integrador, foi aí que ela orou ao Senhor pedindo conselho.

‘Faça o que eles pedem’, respondeu o Servidor da humanidade, ‘pois é a Mim que rejeitam, e não a você – eles não querem que Eu seja a Fonte originária geradora de todo ser, conatural do humano – Emanuel – Deus com, neles – Deus-eles, mas sim um Deus que venha de fora para dentro e de cima para baixo, eles me rejeitam porque é mais fácil admirar ídolos distantes, talvez “protetores” por sua majestade inalcançável...

Faça conforme eles pedem minha querida, mas também não deixe de avisar a eles, com toda seriedade o que é ter um chefe-homem-deus!’. Assim, a boa pastora contou ao povo desejante o que o Servidor havia dito:

‘Se vocês insistem em ter um bispo ou apostolo-homem-deus, ele vai convocar os seus filhos e filhas para o “mistério de louvor e adoração” – cultos e reuniões intermináveis e esses rapazes e moças terão de correr na frente das demandas clericais – ensaios ensurdecedores e preparação das missas e cultos opressores que viciam no mal gosto e alejam o corpo místico irremediavelmente; alguns serão obrigados a chefiar equipes nas equivocadas e ab-surdas cruzadas de expansionismo das ideologias e negócios religiosos apostólicos e bispais, enquanto outros trabalharão como cativos in-ternos-e-gratas sofocantes; serão forçados a manter os maga-projetos do bispo ou apóstolo im-pecáveis e dando lucros exorbitantes, além de serem obrigados a encantar a turma matizada embalando colheitas contínuas de “ofertas” barganhadoras, em detrimento total dos “ofertantes” interesseiros; terão de inventar novas e eficazes maneiras de manter a multidão anestesiada e alienada de si enquanto os bolsos e almas delas vão sendo esvaziados.

O bispo-chefe ou apostólo-homem-deus vai tomar suas filhas e levará essas moças à imbecilidade, à barbárie e à separação total de si mesmas, desse modo, tornar-se-ão úteis como mão de obra barata ou mesmo escrava nos ambiciosos projetos deles. Os chefes tomarão de vocês: o melhor de seu tempo, criatividade, paciência, energia, inteligência, talentos, recursos financeiros e dará essas riquezas aos amigos deles, de preferência aos americanos, para posteriormente lucrarem com isso de algum modo. Tomarão a décima parte dos suados salários de vocês, e darão aos “amigos” prediletos deles...

Vocês terão de entregar a essa “gente” inescrupulosa a décima parte de tudo que ganharem com esforço e, apesar disso, serão escrav-usados até a última gota de sangue e, depois disso, descartados. Vocês vão chorar lágrimas amargas por causa deste bispo “milagreiro ou apóstolo “prodigioso” que estão exigindo, mas o Servidor da humanidade estará impossibilitado de ajudar vocês’, posto que são livres.

Porém o povo não quis atender ao aviso da pastora-profeta. ‘Mesmo assim, ainda queremos um apóstolo chefe ou um bispo-homem-deus, eles disseram, ‘porque desejamos ser iguais às denomi-nações ao nosso redor.

‘O bispo, missionário ou apóstolo nos governará, e nos conduzirá à tão sonhada, desejada e mesmo cobiçada prosperidade’.

A pastora-profeta contou ao Servidor da humanidade, tudo o que o povo havia dito e o Servidor respondeu novamente: ‘Então faça conforme eles pedem, e dê a eles um bispo, missionário ou apóstolo’

Oh “Minas Gerais”! Vocês produziram a sua própria desgraça!. Só Eu poderia "salvá-los"! Onde está o seu bispo ou apóstolo? Por que não pedem ajuda a eles? Onde estão as "autoridades espirituais"? Vocês pediram falsos mestres! Agora, eles que tratem de "salvá-los" dessa neg-atividade existêncial.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Eu profeta?

Eu profeta?
Miguel Garcia


Lembro-me de ter sido violentamente criticado por alguns irmãos recentemente. A razão da crítica? Dizem que me demoro por demais no assunto da graça e amor incondicionais de Deus, sempre que com-part-ilho algo dos sentimentos e de minhas apostas. Lembro da expressão raivosa na face deles - testa franzida resmungando nervosa-mente assentados no sofá lá de casa, cada um segurava um copo cheio de suco de uva na mão que eu mesmo tive o prazer de preparar antes da conversa: "Tá bom, essa sua historinha aí de ficar falando em graça e amor, justiça, fraternidade, igualdade, tolerância, mas e daí, onde isso tudo vai dar afinal de contas?" Fiquei sem ação e sem pa-Lavras naquele momento, apenas observava cada rosto, cada gesto tenso e ameaça-dor.
Sem querer fazer papel de um ávaro de qualidades, do tipo: Eu o virtuoso em meio a pecadores insensíveis e ingratos, contudo, confesso que no instante que ouvi irmãos e irmãs com aquela atitude "contra mim", por conta do conteúdo de minhas singelas, porém sinceras e bem intencionadas reflexões, fiquei tentado a encarnar o sentimento, a emoção e as próprias palavras que o profeta Ezequiel usou em relação aos seus compatriotas e oferecer-lhes em resposta:

“Eles vêm a ti, como o povo costuma vir, e se assentam diante de ti como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois, com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro. Eis que tu és para eles como quem canta canções de amor, que tem voz suave e tange bem; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra. Mas, quando vier isto e aí vem, então, saberão que houve no meio deles um profeta”. Ez 33:31-33

Auto-engano intra-psíquico de nós todos? "Certa"-mente!
Ave-Marias! Minha mulher seja ben-dita e louvada para sempre!