segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Partido Alto

Partido Alto - Chico Buarque



Diz que deu, diz que Deus,
Diz que Deus dará,
Não vou duvidar,ô nega
E se Deus não dá,
Como é que vai ficar, ô nega?...



Diz que deu, diz que dá,
E se Deus negar, ô nega
Eu vou me indignar e chega,
Deus dará, deus dará... 



(...) Deus me fez um cara fraco,
Desdentado e feio
Pele e osso simplesmente,
Quase sem recheio


Mas se alguém me desafia
E bota a mãe no meio
Dou pernada a três por quatro
E nem me despenteio

Que eu já tô de saco cheio...

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Porque o melhor não está por vir!

Porque o melhor não está por vir!
Miguel Garcia

Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos (classe sacerd-o-tal moderna – gurus religiosos, psicológicos e afins), pois eles vivem de roubar o direito que as pessoas têm sobre si mesmas. Lembre-se que suas horas são sua vida.
Fuja daqueles que vivem de furtar seus momentos. Dê valor ao seu tempo, valorize seu dia, pois a vida é algo que se esgota a cada instante e, a morte, longe de ser realidade apenas do futuro, possui cotas significativas do passado - o tempo que já passou pertence à morte e não à vida.
Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos e aproveite suas horas, isso fará de você menos dependente do amanhã. Mergulhe no presente, porque o melhor não está por vir’. Enquanto você adia sua vida os donos do mundo e da "igreja" tiram proveito disso.
O tempo, apesar de fugaz e escorregadio é a única coisa que podemos e devemos nos orgulhar de possuir, portanto, não permita que algum pedante, ambicioso e usurpador contumaz o prive de sua única joia verdadeira (tempo). 
Aquele que toma seu tempo drena suas possibilidades (recursos/energia-vital) de modo parecido ao que ocorre às 'vítimas de vampiro'. Fuja de tais criaturas que, estando mortas, saem à noite das sepulturas para sugar o sangue dos vivos - dos que engordam e ou enriquecem à custa alheia – dos invejosos e tarados pelos dons e talentos de outrem, fuja dos que enfeitiçam com palavras armadilhosas!!!

Fuja dos doutrin-a-dores de rebanhos e conserve o único e mais precioso bem que qualquer pessoa pode acessar: o tempo, as horas – momentos, antes que seja tarde demais para começar a poupar – antes que só reste o fundo da garrafa. Vassum Crisso

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Olá, Anjo de luz!

Olá, Anjo de luz!

Como é ser você, afinal de contas?
Como é ser tão gloriosa e pairar sobre nossas cabeças, feito um mensageiro alado do paraíso?
E é aí que elevamos olhares espantados... E, é aí que caímos de costas só para ver você montando em nuvens vagarosas e deslizando sobre o coração do espaço...
Diz um encantamento pra nós, amor! Visita os nossos sonhos! Con-vida a gente pra brincar, Bruninha...!!!!


Bjos adocicados do tio Miguel... Feliz Niver, Anjo!... Vassum Crisso

sábado, 19 de outubro de 2013

Sobre o The Voice Brasil, uma reflexão:


Sobre o The Voice Brasil, uma reflexão: 

“a mente humana tem, no geral, mais inclinação para elogiar e desprezar do que para descrever e definir. Ela quer fazer de toda diferença uma distinção em valor; e é aí que surgem os críticos fatais que nunca conseguem indicar a qualidade diversa de dois ‘artistas’, sem coloca-los em ordem de preferência como candidatos a um prêmio.” C.S.L.

Sobre conquist-a-dores modernos (religiosos, políticos, filosóficos científicos e quaisquer outros), um mofo:

Todo e qualquer monopólio organizado que trata unicamente de administrar o que pertence ao domínio privado da alma individual, pratica um desserviço à felicidade e realização humana! 
MG – Vassum Crisso.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

É sabido...

É sabido...
Miguel Garcia

É sabido que as pessoas têm a tendência de se alienar para as realidades do mundo - de esquecerem-se de si mesmas - do Ser que as constitui ou deveria faze-lo. Tal alienação faz com que se percam nas coisas e ou utensílios. Essa condição por sua vez às leva a valorizar em excesso os objetos e, como já foi dito, por extensão, a negarem seus semelhantes. Em outras palavras, sob essa condição mental adoecida, as pessoas passam a verem-se umas as outras,  isso na melhor das hipóteses, como bens de comércio.
É sabido que nossa necessidade de transcendência pode e vem sendo desvirtuada. É sabido que nossa condição finita/infinita impõe que busquemos valores espirituais que possam orientar e justificar a existência animal/humana. Em sociedades em que as pessoas são vistas como coisas (meios), tais valores tendem a ser excessivamente idealizados, o que aumenta ainda mais a distância entre eles e o homem ou mulher comuns. Em consequência, tudo faremos para preservá-los, inclusive desprezar cada vez mais a não-transcendentalidade dos nossos semelhantes, estes últimos, por
sua vez, nos pagam com a mesma moeda. Diante do que se re-vela, somos obrigados a concordar com a verdade por trás da frase do Emílio

Romero: "Não é fácil gostar de seres de carne e osso, simples mortais, limitados, contraditórios, oscilantes, como todos nós. É mais fácil admirar ídolos distantes, talvez protetores por sua majestade inalcançável". MG - Vassum Crisso.

Daquilo que eu "sei"!

Daquilo que eu "sei"!
Miguel Garcia

Daquilo que eu "sei", a hipocrisia virou moda. Desfilam sutilezas envolvendo os nomes de Deus - invenções e habilidades com intenção de negá-Lo e ou esquecê-Lo, de vez. Daquilo que eu "sei", Deus é deformado, tanto à partir dos púlpitos singelos, como tb daqueles filiados à racionalidade filosófico-cientifica. As relações com os "irmãos (as) são falsificadas, os interesses do clero (branco, "bonito" e dono da terra) dividem as pessoas, os palavrório falsamente piedoso de muitos gurus modernos justificam o individualismo, reduzem a fé à salvação individual. "Deus passa a justificar a passividade e a resignação diante da dor e do mal" que, não poucas vezes, é infligidos pela casta dos novos "doutores" da lei - fariseus pós-modernos. Nesse sistema importa que Deus seja o deus das devoções e dos sacramentos que, acaba por orientar num sentido fatalista. Daquilo que eu "sei", nossa 'sociedade' "projetou em Deus suas relações alienadas, utilitárias e impessoais" e, ao que muita coisa indica, o deus que aí está foi criado à imagem e semelhança dos novos imperialistas. Esse deus tem o tamanho da lógica e dos nossos caprichos dos senhores do mundo - deus objeto, coisa e instrumento mortal contra os pobres e oprimidos. Vassum Crisso

sábado, 15 de junho de 2013

Nojo!

Nojo!

“Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...” Cazuza


quinta-feira, 23 de maio de 2013

O Brasil/“não”/é racista/“não”!


O Brasil/“não”/é racista/“não”!

O Brasil “não é racista, não”: negros de feições mais ‘doces’ e mais ‘finas’ – de ‘estampa agradável’, ‘qualidades raras e graciosas’, até podem fazer carreira como ‘irmãos de leite ou de criação’ – como ‘crias, mulangos’ e ‘moleques de estimação’ em ‘casas-grandes’-pós-modernas.
Acho importante lembrar que os negros (as) quase alforriados de outrora, permaneciam no “bem-bom” (‘paraíso terrestre’ da casa-grande), apenas de passagem, podendo ser vendidos ou retornar às durezas do eito, sem que maiores explicações lhes fossem dadas.
O Brasil “não é racista, não”, sô! Eu é que sou ‘grilado’ por demais! MG

Vassum Crisso!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sobre o amor por Futebol


Sobre o amor por Futebol
Miguel Garcia

Toda leitura é uma releitura e não há como escapar disso! MG

Segundo o brilhante escritor C.S. Lewis, o amor deixa de ser um demônio somente quando cessa de ser um deus e ou, começa a ser um demônio no momento em que se torna um deus.
Segundo o autor, todo amor humano, em seu apogeu, possui a tendência de reivindicar uma autoridade divina. Tende a soar como se fosse a vontade do próprio Deus. ‘Ela nos diz para não contar o custo, exige de nós um compromisso total, tenta superar todas as outras reivindicações e insinua que todo ato feito sinceramente “por causa do amor” é, portanto, legal e até meritório’. 
Penso que este seja o contexto do amor que muitas pessoas nutrem pelo ‘futebol’. Um amor que se encontra em sua melhor e não em sua pior condição quando reivindica divindade e supremacia: amor “puro e nobre”, na linguagem dos antigos. 
Lewis afirmou que nossos amores não reivindicam divindade até que essa reivindicação se torne plausível. Que ela não se torna plausível até que contenha uma verdadeira semelhança com Deus, o próprio Amor. Que é possível dedicar a nossos amores humanos a fidelidade devida apenas a Deus. E que é aí que nossos amores se tornam deuses: então se tornam demônios que irão assim destruir-nos e também destruir a si mesmos. Pois os amores naturais, assevera Lewis, quando lhes é permitido que se tornem deuses, não permanecem amores. Continuam recebendo esse nome, mas se transformam na verdade em formas complicadas de ódio. Amores humanos podem ser imagens gloriosas do amor divino. Nada menos que isso, mas também nada mais. Penso que este seja o contexto do amor que muitas pessoas nutrem pelo ‘futebol’. ‘Sartei de banda-bando, rebanho ou facção (vulgo torcida)’! Ave Marias, Josés e Joões, também! Vassum Crisso

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Deus-a-existe!


Deus-a-existe!
Miguel Garcia


Espíritos femininos, fadas saltando as noites - almas leves e delicadas...
Deus-a-existe!
Personificações da graça criativa e fecundadora do existir...
Deus-a-existe!
Noivas - botões de rosas “sombrias” (Mulheres negras)...
Deus-a-existe!
Sobre-humanas, deidades, potentes, majestosas, supremas, mitológicas, verdadeiras: Deus-a-existe!
Eternas, Altíssimas, imensas, únicas, arrebatadoras, fetiches, mães dos seres, creadoras, almas dos mundos, bondades, sobre-naturais, qual Alá, Brama, Vixnu, Schiwa, qual uma Ísis, Osíris, Júpiter, um Ammon, qual Odin, Parla, Minerva, Belona, Afrodite, Vênus, qual Latona, Diana, Artemis, Febo, as Musas, qual gênios, apoteoses, endeusamentos ensandecidos:
Deus-a-Existe!

Vassum Crisso

terça-feira, 19 de março de 2013

Por que homens maduros se rebelam?

Por que homens maduros se rebelam?

Se o homem é plasmado pelo ambiente de seu lar, no convívio com os seus, como primeiro mundo de ideias que ele deve esgotar para aventurar-se ao mais amplo mundo da sociedade com os estranhos, é ali que deve procurar as origens de sua personalidade.

Enquanto somos crianças, o ambiente em que vivemos e as pessoas com as quais convivemos, fatores estes conjugados às nossas próprias características nervosas, plasmam em nosso espírito todas as leis e despertam nele todos os instintos que deverão reger a pessoa no futuro. A influência do lar, as lições de bem e de mal, que nele se aprendem, assim como a pressão moral que sobre a mente infantil os pais, e os adultos em geral, exercem, determinam o destino da criatura. Do nosso lar saímos confiantes em nossas forças morais e intelectivas, aptos ao combate diário contra as adversidades, preparados pela experiência e escudados no amor dos pais – e tudo nos sorri, porque os próprios espinhos são estímulos; mas podemos deixa-lo, também, tão esgotados já pelo choque das opiniões adversas, tão batido pelas dúvidas e pressionados pela angústia, que tudo nos atemoriza.

Deste modo é que podemos entender que homens maduros continuem a se rebelar contra atitudes recentes em suas vidas, porém que se lhes configuram típicas de outras épocas; assim também com frequência o brado de revolta, de desespero, de impotência, o ato tresloucado do suicídio (multidimensional), a incapacidade de adaptação aos padrões normais, os atentados contra as éticas sociais – são reflexos cristalizados na alma do ser humano que explodem violentamente, expandindo-se fora de tempo, irreprimível e inadiável como a fatalidade. Poucos são os homens que, dotados do poderoso microscópio de autoanálise, e gênio bastante para psicanalisar-se com inteira isenção de preconceitos, descobrem em si estas falhas de educação, esses vácuos abertos e perigosos de sua personalidade. Torrieri Guimarães

Vassum Crisso

Sobre fingimentos eclesiais


Sobre fingimentos eclesiais

"A hipocrisia é a homenagem que o vício presta à virtude"
 '
Todo hipócrita finge emular comportamentos corretos, virtuosos, socialmente aceitos'.

O que você pensaria de um grupo de pessoas cultas, brancas, ricas, bonitas e ‘evangélicas’, que resolvesse esmolar a uns poucos negros e famintos, contanto que toda a ação ‘nobre e filantrópica’ fosse filmada, fotografada e exibida nas redes sociais e jornais da cidade?

"Tenham o cuidado de não praticar suas 'obras de justiça' diante dos outros para serem vistos por eles... 2 "Portanto, quando você der esmola, não anuncie isso com trombetas, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, a fim de serem aplaudidos pelos outros”... 3 Mas, quando você der esmola, que a sua mão esquerda não saiba o que está fazendo a direita... 4 (...) de forma que você preste a sua ajuda em segredo. Mt 6:1-4

Com certeza esse comportamento é sintomático.

Com certeza o homem massa já não faz mergulhos em subjetividade. A mensagem de Jesus dançou de vez e já “não faz sentido algum” – “não cabe na economia psíquica – não cabe no mundo de ninguém”.

Vassum Crisso.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Sobre o perigo de eclipsar um patrão da igreja

Sobre o perigo de eclipsar um patrão da igreja
Miguel Garcia

A vida tem me ensinado muita coisa doce e amarga, o legado de Baltasar Gracián, idem. Minha experiência na lida com personalidades centrais da igreja provou que toda derrota provoca ódio e que “superar” um chefe eclesiástico pode ser tanto burrice quanto fatal. A questão é que ‘a supremacia é sempre detestada, em especial pelos superiores’. Quem quiser manter-se ‘res-pirando’ e conectado ao corpo das cortes eclesiais deve aprender a ocultar as vantagens comuns, assim como quem sabiamente disfarça a beleza extravagante com um toque de desalinho.
Gracián me ensinou que a muitos não incomoda ser superado em riqueza, caráter ou temperamento, mas ninguém, em especial um “soberano” líder do clero, gosta que lhe excedam em inteligência ('síndrome' de Saul?).  Trata-se afinal, do maior dos atributos e, qualquer crime contra esse atributo em especial, constituirá lésa-majestade, em outras palavras: ofenderá e ou ferirá de morte uma dessas ‘beldades’ sacerdo-tais. Os soberanos (as) da igreja fazem questão de monopolizar a erudição e tudo o que estiver ligado ao “melhor” das faculdades mentais. Os “príncipes do clero, até gostam de serem ajudados, mas não sobrepujados. Baltasar Gracián nos adverte que ao aconselhar um desses nobres-patrões-da- igreja, façamos isso como se os lembrasse de algo esquecido, não como se ascendêssemos a luz que eles são incapazes de ver. Segundo Gracián , os astros nos ensinam tal sutileza, uma vez que são filhos e brilhantes, contudo, porém, no entanto, jamais rivalizam com o sol.

Vassum Crisso

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Bem-afortunados


Bem-afortunados
Miguel Garcia

Bem-afortunados os gurus religiosos e ou psicológicos que, ‘exaltados’, sonham com a realidade mais do que a veem, que a enfeitam, como uma amante distante e apenas entrevista, com mil qualidades, mil palavras não pronunciadas, mil intenções não confessas que conspiram para a “sorte” e fortuna deles mesmos, mil silêncios que se explicarão de modo radiante e inaudito.
Bem-afortunados esses fabricantes de beleza imaginária, artesãos de bondade simulada, doutores do ideal que justifica iniquidades, demiurgos do bem-estar de si próprios, outra vez lhes digo: bem-afortunados! 

Vassum Crisso

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Cans-ativo

Cans-ativo
Miguel Garcia

No tocante a não ter onde reclinar a cabeça sinto-me por demais parecido com o Nazareno. A semelhança entre nós limita-se a essa desventura em comum, pois ao contrário de mim, Jesus jamais deixou-se enredar por religião que dominasse palavras mortas e se perdesse do espírito daquilo que é meramente simbólico. Era no silêncio e na meditação que Jesus reencontrava a palavra de Deus.  MG - Vassum Crisso

“Paz, Paz”... “Vida leve”... Humanidade plena e blá, blá, blá de intelectualistas entrincheirados‘! Tem ossada humana embaixo desse jardim de ideias’...

“Paz, Paz”... “Vida leve”... Humanidade plena e blá, blá, blá de intelectualistas entrincheirados‘! Tem ossada humana embaixo desse jardim de ideias’...


‘Eu estudo o holocausto há anos. No inicio, estava mais interessado nas vítimas: queria contar sua história e o que acontecera a elas.
Com o tempo, vi que não poderia contar a história das vítimas, sem contar a história dos assassinos e, fiquei fascinado, não pela falta de humanidade dos assassinos, mas pela humanidade deles.
Se todos os assassinos (as) fossem sádicos e demônios malignos, o mundo estaria mais protegido das implicações do holocausto, porque, não diria que homens e mulheres comuns, dadas as circunstâncias extraordinárias, podiam se tornar assassinos (as) sistemáticos.
Para entender que eles tinham ‘algo de Auchivtz’ - uma parte de si que era uma máquina de assassinar e um lado que podia flertar com as moças; trocar ideias com os colegas; se divertir e relaxar, isso representa um desafio humano para nós, porque significa que homens e mulheres comuns, são capazes de cometer os atos extraordinários, terríveis e cruéis – de fazer coisas horríveis.' Michael Berenbaum, Ph.D – American Jewish University


Nossas histórias ainda não foram contadas (a história dos que perderam), mas isso não quer dizer que jamais serão.
A clandestinidade virou norma de segurança ante o aparelho repressivo.
A história dos que 'venceram' está aí, muito mal contada, mas isso tem de mudar, é possível fazer com que mude.
Perdas, danos e ganhos serão içados do abismo de memórias aflitas e costurados no tecido de uma narrativa muitíssimo esclarecedora e con-tun-dente. Miguel Garcia – Vassum Crisso

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A olho nu

A olho nu
Miguel Garcia

Engravidei de a-fetos...
Enconchei...
Embuti ‘porta à dentro’...
Embrechei...
Encovei de um sentimento...
Na jarda, no passo,
no raio da terra,
no tempo de luz,
No are, jeira, na sede,
no trago e medida do seu olhar.

Vassum Crisso


sábado, 26 de janeiro de 2013

Cabeça de peixe


Cabeça de peixe
Miguel Garcia

Cadáver no freezer
Desejo nos lábios
A ausência de luz
Aperto no peito
Um ser despejado
Em osso e em pelo

Cabeça de peixe
Espaços vazios 
A vã cavidade
A coisa nascida
Carneiro castrado

O que não existe


 O não ocupado
 Andar sem destino
Boiar sem direção
Errar; propalar-se
Mulher bem vistosa
Respire sem guelras

Vassum Crisso








segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Oceânica!


Oceânica!
Miguel Garcia

Sei que uma mulher extraordinária 'permanece submersa' em você:
Algo que resplandece - um charme - um porte de deusa.
Sei que seu modo de falar e calar, assim como o todo de sua personalidade, merecem o culto de adoração que se formou ao seu redor.
Eis a 'nova' Vênus.  
Eis os contornos de uma arcaica feminilidade mani-festa-ndo-se, apesar de inter-ditos...
Eis Afrodite desfilando irresistível feito força gravitacion-ALL que a todos atrai para si.
Eis o encanto perman-ente.
Não há quem possa definir o início de um reinado Afrodisíaco e trans-parente de Etern-idade!

Vassum Crisso

sábado, 19 de janeiro de 2013

Só pra quem curte uma ‘boa comédia’:


Só pra quem curte uma ‘boa comédia’:
Aos Tartufos ou Histriões - Aos sádicos “evangeli-à-dores - Aos que aprisionam a msg crística nas garras da mentira, vaidade e ganância.
Por Miguel Garcia

A vocês que dizem o que é o bem... e por conseqüência o 'compreenderam'. Quando em seguida vão agir, vê-los cometer o mal - nega-ando e descartando gente como se fossem um vestido de debutante... 'tão amado' por um dia, mas que agora, encontra-se num brechó qualquer, sendo vendido a 1 real... 
A vocês que dizem o que é o bem... e por conseqüência o 'compreenderam'. Quando em seguida vão agir, vê-los tratando pessoas como se elas fossem uma árvore de natal em meados do dia 07 de janeiro, atirada no lixo, ainda com algumas bolas e tufos e algodão dependurados... Vê-los eugenizando feito um "pai" Abraão, que sem pestanejar, envia Hagar e Ismael  para um passeio 'sem volta' no mar de areia - ao inferno de então... Vê-los ausentes feito um estrupr-a-dor depois de liberar esperma a-bunda-ntemente... e, depois, a vítima fica lá, de pé na calçada da vida, com a 'calcinha amarrada' com fita isolante...
Que cômico infinito! O cômico infinito destes outros, comovidos até às lágrimas a ponto de, como suor, elas lhes caírem a cântaros, capazes de ler ou escutar horas e horas o quadro da renúncia a si mesmo, todo o sublime de vidas sacrificadas à verdade – e que um instante depois, um, dois, três, uma pirueta, os olhos ainda mal secos, e ei-los que já se afalfam, segundo as suas pobres forças, a ajudarem ao sucesso da mentira!

Ainda o cômico infinito de um discursador, que, com a verdade do acento e do gesto, comovendo-se, comovendo a outrem, faz calafrios pela sua pintura da verdade e desafia todas as forças do mal e do inferno, com um aprumo de atitude, um topete do olhar, uma justeza do passo, perfeitamente admiráveis – e, cômico infinito que ele possa quase logo, ainda com quase toda a sua atitude, escapulir-se como um covarde ao menor incidente!

O cômico infinito de ver alguém que compreenda toda a verdade, todas as misérias e pequenezas do mundo etc., que as compreenda e seja incapaz de reconhecê-las! Visto que, quase no mesmo instante, esse mesmo homem correrá a envolver-se nessas mesmas pequenezas e misérias, para delas tirar honras e vaidade, ou seja, reconhecê-las.

Oh! Ver alguém que jura ter se dado conta de como Cristo caminhou sob a aparência humilde de um servo, pobre, desprezado, objeto de escárnio, e, como dizem as Escrituras, sob os escarros, e ver esse mesmo homem ocultar-se cuidadosamente nesses lugares do mundo, onde se está tão agradavelmente, aninhar-se no melhor abrigo. Velo fugir com tanto receio como que para salvar a sua vida, a sombra da direita ou da esquerda, da menor corrente de ar, vê-lo tão bem-aventurado, tão celestemente feliz, tão radioso, transbordando gargalhadas-Fiodoristicas – sim, para que nada falte ao quadro, é-o a tal ponto que sua emoção o leva até agradecer a Deus – tão radioso pela estima e pela consideração universais! Quantas vezes não disse comigo em tais ocasiões: Kierkegaard, Kierkegaard: Socorro, Kierkegaard!!!! 

Será possível que pessoas assim se deem conta daquilo que elas mesmas afirmam darem-se conta?

Tanto saber e compreensão permanecendo sem ação sobre a vida dos homens, mulheres e crianças, vida na qual nada se manifesta do que compreenderam, antes pelo contrário! Frente tal discordância, tão triste quanto grotesca, exclama-se involuntariamente: "mas com que diabo, é possível que eles tenham compreendido"? Aqui o velho ironista e moralista responde: "não te fies nisso, meu amigo, eles não compreenderam, de outro modo a sua vida exprimi-lo-ia, e os seus atos corresponderiam ao seu saber".

Tantas aulas brilhantes que quase sempre me frustram, não por serem brilhantes, mas por serem aulas metodologicamente expositivas e não discursivas, eliminando abordagens indagativas: “senta que lá vem história!”.

Tudo é quimera! O Cristianismo está deturpado e os ensinamentos de Jesus esquecidos e destruídos!

Adaptado da obra de Søren Aabye Kierkegaard, para "azar" de quem leu!

Vassum Crisso