terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Sobre limões secos e gente avarenta



Sobre limões secos e gente avarenta
E não é que o amor, a necessidade, paciência e criatividade de alguns da jeito em quase tudo, até em limões secos e de casca grossa?!... Tenhamos bom ânimo com os mais avarentos, insensíveis e indelicados. O tempo passa, a coisa murcha e vai se tornando adocicada, sem, contudo, perder-se de seus conteúdos desejáveis: 'ninguém consegue ser miserável em todos os sentidos'. Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Que in-ferno: de-texto!!!


Que in-ferno: de-texto!!! 

..."Eu vi Satanás caindo do céu como relâmpago." Luc 10:18


Eis o complexo psicológico da cultura humana, eis o andrógino, a imagem arquetípica tanto da Mãe Terrível como do Pai funesto. Eis o tirano, maquiavélico, cruel, sanguinário, manipulador, ávido por poder, pendendo para os pólos feminino e masculino, eis o caos, eis a bagunça, eis o dual e "misericordioso, justo, amoroso e protetor", eis o guerreiro, o severo e ávido por derramar sangue, eis o trapaceiro sob mil disfarces: Hermes (Mercúrio)? Prometeu? Loki? Anúbis (chacal)? Clown, o mensageiro de Malebolgia? Sombra coletiva? Resumo de todos os traços inferiores de caráter nos indivíduos? Duplo monstruoso? Reflexo de uma consciência ainda muito primitiva, indiferenciada e, por isso, muito próxima do nível animal da psique: o "Diabo"? Ler Cristina Levine Martins Xavier é como caminhar na companhia de Dante Alighieri e o poeta Virgílio... Ave Marias e Levine's! - Vassum Crisso - Miguel Garcia

sábado, 13 de agosto de 2016

Bestial ou humanal?

Bestial ou Humanal?

Não vou chamar de bestial o que alguns políticos e gurus "religiosos" praticam, pois seria injusto com os bichos da floresta. Até crocodilos protegem suas crias!... Vassum Crisso MG

De-pressão para todos!

De-pressão para todos! 
Miguel Garcia

Nosso eu interior se vê exposto, frágil, deprimidinho (bostinha) - bateria fraca (vírus?) - uma bagunça. Não há garantias ou referências estáveis, portos, não há um "nome próprio" e, por conta disso, vivemos carentes de confirmação incessantemente. É quando a essência da pessoa se vê murcha, em queda livre e, portanto, exposta àquilo com que todos lidamos (doença mortal?), (Desespero humano, angústia?), estados depressivos diversos - perdição existencial?
Não há mais um horizonte conhecido, modelo de vida, um tribunal supremo. Não há mais um céu com estrelas fixas. Lemos o jornal e eis a confusão! Vício ou virtude, só depende de um ponto de vista. Eis aqui um outro sistema de valores animais-humanos: eis um outro universo!
Não há mais instância ideal, dependemos do aleatório, das circunstância. Em outras palavras, a partir do momento que nosso trabalho, relações, situações, benefícios, tudo o que desejarmos, forem satisfatórios, nos pensamos/lemos energizados, mas basta que os resultados sejam mais complexos para que rapidamente nos pasmemos desabonados e carentes de tudo.
Já não me identifico com quase nada e ninguém. O que sobra é um sentimento interno de luta incessante para conservar e renovar significados enquanto estes últimos se desvalorizam e renovam tão rápido quanto as evoluções da moda, e isso enquanto eu mesmo estou entregue ao envelhecimento, como meu carro.
Vassum Crisso MG

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Uma boa lembrança pode salvar sua vida.

Uma boa lembrança pode salvar sua vida.
Mas há outra coisa que lembro e, ao lembrar, continuo agarrado à esperança. Lam 3. 20
O que a intuição resolveu chamar de mal assume muitas formas distintas.
Segundo o importante teólogo Torres Queiruga, existe o mal padecido e o mal infringido, o de enfermidade e o do crime, o individual e o coletivo, o da catástrofe natural e o da traição do ou ao amigo; o mal de algum modo tolerável e o sufocantemente insuportável, o que parece ter um sentido e o que se mostra irremediavelmente absurdo... Há o mal visto à altura humana e o que intuímos no sofrimento animal ou mesmo nos desastres produzidos pela natureza...
Queiruga ressalta que numa análise séria do problema do mal não cabem evasões teóricas: "pode-se negar o mal, porém não o sofrimento, ainda que o sofrimento não seja o único mal.
Para compreender a real seriedade do que está em jogo, Queiruga recorda que basta simplesmente pensarmos que se trate disso ao qual remetem igualmente o choro ainda "sem palavra" do recém-nascido e a busca de remédio para uma ferida ou uma enfermidade; "isso" que comove a humanidade diante das grandes catástrofes naturais; "isso" que torna repugnante uma traição ou suscita o horror perante a escravidão, o holocausto ou a fome no mundo. O "mal" é, em seu significado mais elementar e em sua mais inegável realidade, aquilo que experimentamos como o que subjetivamente "não queremos" e do que objetivamente pensamos que "não deveria ser", e que, bem por isso, rejeitamos e procuramos eliminar ou, pelo menos, suavizar. Bastaria o sofrimento de uma criança inocente, para que, muito além de todas os debates formais, tenhamos diante de nós a matéria do problema ("o mal"). Do mesmo modo, basta uma visita - com os olhos, os ouvidos e o coração - a qualquer hospital, sem falar nos horrores de uma guerra, para compreender a sua terrível seriedade, sejam quais forem as possíveis discussões acerca de pormenores ou matizes concretos.

A "coisa" - o mal está aí, mas não pode ser uma totalidade. Por certo que não há absurdos absolutos, fora da mágica nas palavras. É possível que a vida queira ser amável e que faça sentido. É possível que a maioria de nós carregue dor suportável (Fátima Guedes).
O profeta bíblico parece ter conhecido o mal e a dor bem de perto, mas não apenas estes últimos:

"Nunca vos esquecer a desgraça, o gosto das cinzas, o veneno que engoli.
Lembro-me bem de tudo - ah, e como lembro! - o sofrimento de chegar ao fundo do poço.
Mas há outra coisa que lembro e, ao lembrar, continuo agarrado à esperança. Lam 3. 20

Que cena teria brilhado imóvel e fora do tempo na memória do vidente, apesar de todo o padecimento que ele experimentou? Que cena que impenetrável em seu pensamento, exibia um semblante tão luminoso? 
Pois o adivinho fez questão de nos revelar que olhando para além de toda calamidade, deu-se conta de que não estava só - que a Eternidade - A Causa primordial, que a Transparência de todas as coisas (Deus Pai e Mãe) - que realidade última o acompanhava desde sempre. Foi aí que uma boa lembrança resguardou uma vida.

Quando a vida está difícil de suportar, entregue-se à solidão, 
Recolha-se ao silêncio.
Curve-se em oração, Não faça perguntas.
Espere até que surja a esperança.
Não fuja das provações: encare-as.
O "pior" nunca é o pior. Lam 3:28-30

Uma boa lembrança pode salvar sua vida?
Aqui vai um pouco sobre 'minha experiência':
Percebi que em algumas circunstância não é bom tentar compreender o incompreensível. Percebi que para suportar este mundo, por vezes é necessário desistir de entender o que o ultrapassa. Somos muito ingênuos em relação ao que as coisas realmente são: vida, morte, etc. 
Lanço mão de alguns ensinos de Espinosa: não rir, não chorar, não detestar, mas procurar compreender.

Com o Eric-Emmanuel S. aprendi a conter a revolta ou não me revoltar, me calo, não raciocino mais, espero. Procuro lembrar que "todo o ser de Deus consiste em amar", que justiça significa o mesmo para todos e que Deus nos dá a todos, igualmente, a vida e depois a morte. O resto depende da humanidade e das circunstâncias. Putz! viajei... ... Ave Marias!..
Vassum Crisso - Miguel Garcia

Siga o dinheiro!

Siga o dinheiro!
A vida política está desértica, não há a menor concepção ideológica ou mesmo utópica, não há palavra de ordem, nem projeto político algum. Não há mais agenda política, e "nossos homens políticos" se transformaram em gestores, a ponto de, muito 'logicamente', um grande povo ser 'forçado' a conduzir ao poder aquele que é apresentado como homem de negócios. A 'lógica' por detrás é a de que se esse tal homem de negócios soube gerir bem suas transações comercias, por certo saberia gerir as de seu país. Por analogia, uma vez que a política já não é fundamentalmente teológica como a de outrora e, que o poder por delegação, após o esvaziamento do céu, não vem mais de Deus, o que restou foi vidrar-se em política (vaidade, vazio) e seguir o dinheiro: se os gestores eclesiásticos se provarem excelentes na obtenção de lucros para seus seguidores, muito que bem, do contrário, segue-se com a pena máxima do mercado para todos eles, ou seja: não consumo. Se quer "compreender" o mundo e suas diversas motiv-ações, siga o dinheiro!... Vassum Crissum MG

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Você também “ouve vozes”?

Você também “ouve vozes”?

...A vida então quer ser amável... Fátima Guedes
Nosso mundo é um mundo com pessoas bastante arraigadas nele - nas convenções, crenças e invenções culturais de todo tipo, e com outras bem mais flutuantes “destacadas”: neuróticas, hipersensíveis, esquizoides? Toda rigidez a respeito de tipos de personalidade oferece riscos imensos. A vida pode se afigurar como um problema muito grande e ameaçador. Com certeza há os sujeitos “mais comuns” e bem ajustadas, que 'conseguem evitar a clínica psiquiátrica, mas alguém perto deles sempre terá que pagar por isso', uma vez que viver no estilo de lábios comprimidos como um cidadão modelo, etc, tende a gerar verdadeiros infernos cotidianos: é como quando por baixo de uma fina crosta ocultam-se rios de lava ardente e fumaça tóxica. Não se trata apenas da mesquinharia diária e dos pequenos sadismos praticados contra vizinhos, parentes, amigos, cônjuges e bichos de estimação. Muitas pessoas tidas por equilibradas, saudáveis e funcionais, movem-se feito sonâmbulas - como que numa espécie de esquecimento da angustia, por terem erguido um pesado muro de repressões para ocultar o problema da vida e da morte. Segundo Rank, Becker e outros estudiosos do fenômeno, olhando a coisa, não como um problema moral, mas sim de realidade e ilusão, chegaremos a conclusão de que aquilo que chamamos de caráter humano é, de fato, uma mentira a respeito da natureza da realidade (vital porém mentirosa). O “benefício” proveniente da auto-tapeação-intrapsíquica é o de que a pessoa permaneça protegida-embutida no “poder alheio” e, não vulnerável, como se isolada das crenças e práticas culturais: o sentimento de que a pessoa é importante e que está em condições de fazer algo de bom pelo mundo, tem o poder de confortá-la.
Você também ouve vozes?
Se sua resposta foi positiva, essas vozes podem estar sussurrando uma possível verdade: que a vida humana talvez não seja mais que um interlúdio insignificante em um maldoso drama de carne e osso a que denominamos evolução; que o Criador talvez não ligue mais para o destino do homem ou a autoperpetuação dos homens individualmente do que Ele parece ter ligado para os dinossauros ou os tasmânios. Seria esse o mesmo sussurro que escapa “incoerentemente” da Bíblia na voz do Eclesiastes: tudo é vaidade (vazio, ilusão), vaidade de vaidades?
Ou será mais prudente e sensato dar ouvidos à voz e a mensagem que musa Fátima Guedes veio entregar?

Grata
Fátima Guedes

Nos teus olhares ardentes
essa questão se demora:
o nosso amor é outono
é primavera lá fora
A vida, então, quer ser amável,
decerto faz muito sentido,
carrego dor suportável,
sou grata por ter nascido.
Teus olhos moram nos meus
queimam os meus, comem os meus.

Vassum Crisso - MG

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Um pouco mais sobre Oração

Um pouco mais sobre Oração 
Miguel Garcia
Orar é ceder ao desejo de identificar-se com A Causa Primordial. Orar é modo de fundir-se à Transparência de todas as coisas. Orar é englobar-se e "perder-se" no Infinito.Orar é livrar-se das malhas do horror ao isolamento - de uma fragrante solidão que deixa o humano à mercê de suas débeis energias - tremulante, pequeno e impotente diante da transcendente natureza das coisas. Orar é integra-se e nutrir-se de paz - expandir-se para um Além Maior, avistar "exaltado" o próprio ser, dando-lhe verdadeiramente um sentimento de valor que excede todo limite. Orar é incorporar a vida criada na Criação-com-Amor que à ultrapassa.Orar é satisfazer o anseio por um sentimento de parentesco com o Todo Maior e Superior (Deus de Jesus).Orar é buscar um Além para além de si mesmo (a) afim de alcançar quem si é e julgar-se pertencente ao universo.Orar é um fruto da genuína aspiração pela vida - um esforço para obter plenitude de sentido sem, contudo, deixar de desenvolver-se e contribuir ativamente para o bem comum.Orar é zelar por si mesmo (a), colher e ofertar amor profundo, comungar da Fonte do Amor e Origem de tudo. Orar é aproximar-se do poder curativo da gratidão e humildade por ser parte singular da criação e pela oportunidade de experimentar a vida. 

Vassum Crisso

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Não era pra ser assim!

Não: era pra ser assim.
Miguel Garcia

O comportamento religioso revelando diferentes formas de alienação da pessoa, tanto em âmbito teórico como prático.
Religião como um obstáculo a ser superado para se alcançar a emancipação humana.

Onde andará o brilho da dimensão ética e o postulado de sentido que a religião costumava ofertar à humanidade? E quanto ao valor especulativo e teórico dos princípios fundamentais?...
E a religião como expressão de amor ao próximo ou como expressão do protesto da criatura oprimida diante do sofrimento, onde se perdeu?
A petição consolidando a sujeição e dependência patética em relação à divindade.
Quem dera cristianismo fosse sinônimo de uma maturidade capaz de afrontar a crítica da religião em uma sociedade injusta e irracional. Um cristão bem que poderia valer-se da crítica que os mestres da suspeita teceram e tecem, a fim de modernizar suas "doutrinas". Uma prática solidária permitiria evitar a acusação de que o cristianismo desvia as energias humanas para o além e o aquém. 
Crer em Deus não deveria ser o mesmo que cair em ilusões e mistificações da realidade.
Que tantas pessoas já formadas e "maduras" pudessem cair em atitudes infantis, próprias de quem recorre a uma presumida intervenção mágica e fabulosa do divino, precisamente quando captamos o "silêncio de Deus" em nossa sociedade secularizada.

Vassum Crisso MG

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Sobre des-obedecer para cumpr-ir mand-ame-ntos

Sobre des-obedecer para cumpr-ir mand-ame-ntos 
Miguel Garcia
...
 "aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, jamais terá acesso a ele”. Marcos 10. 15

A criança faz muita confusão entre as relações de causa e efeito, além de nutrir-se de um extremo irrealismo quanto aos limites de sua própria força, o fundamentalismo religioso, idem.
A criança vive em um estado de absoluta dependência e, quando sua necessidade é satisfeita, infla da sensação de que dispõe de poderes mágicos - de verdadeira onipotência, o fundamentalismo religioso, também.
Se uma criança sente dor, fome ou aflição, tudo que tem a fazer é chorar e será reconfortada e embalada por sons delicados e amorosos. Ela se sente um mágico e um telepata que precisa apenas murmurar e imaginar para que o mundo se transforme segundo seu desejo, o funda-mentalista  religioso ora "forte" e sacrifica em lugar de deixar fluir a misericórdia.
Quando uma criança experimenta frustrações inevitáveis e reais causadas pelos pais ou responsáveis, ela dirige sentimentos de ódio e de destruição contra estes últimos, e não tem como saber que os desejos maus não podem ser atendidos pela mesma mágica que, segundo o que imagina, realiza seus bons desejos, daí este estado de confusão ser a maior causa de culpa e desamparo entre os poderosos 'baixinhos'. O fundamentalista religioso vê-se enredado pela culpa e vergonha. Quando frustrado - o que é natural à uma criatura finita/imperfeita (animal/humana), busca consolar-se em rituais e cerimoniais birrentos -  lançando exigências descabidas aos céus  - ao Deus que supostamente reside refestelado numa quarta dimensão (fora do mundo). Não raras vezes,  é possível flagrar um "dono da verdade absoluta" unido aos seus iguais pelo ódio e inveja, voltando sentimentos arrasadores contra si mesmo, ou dirigindo tais sentimentos odientos contra seus parceiros, sobretudo, lancetando os que não partilham dos mesmos dogmas, tradicionalismos, cerimonialismos e superstições  que dão liga e substância ao seu grupo.
A criança é fraca demais para assumir responsabilidade por sentimentos destrutivos  e não pode controlar a execução mágica de seus desejos. Criança tem ego (eu interior) imaturo e, ao que muita coisa indica, o fundamentalista religioso, idem.
Eis o que chamo de obediência às avessas: deixar vago o lugar do adulto na dimensão da espiritualidade e da vida como um todo.
Por sorte nem toda criança vive no mesmo mundo ou tem os mesmos problemas. Por sorte nem todo mundo infantil é terrível a maior parte do tempo. Por sorte nem todos temem des-obedecer para cumpr-ir mand-ame-ntos.

"Quando eu era criança, pensava como menino, sentia e falava como menino. Quando cheguei à idade adulta deixei para trás as atitudes próprias das crianças." I Cor 13:11

Vassum Crisso

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Orar


Orar 
Miguel Garcia

Orar não controla o ser divino, tampouco d'Ele se apropria.
Orar não produz: comove, não captura: cede.
Orar não materializa ambições, não conquista ou seduz, orar contempla.
Orar não domina: boia ao sabor do sagrado, admira.
Orar lança no molde - funde com a Triuna essência - funda comunhão. 
Orar vincula, percebe, mergulha e deságua no Eterno. 
Orar vagueia, não como faz o corpo, mas num sentimento, enlaça e se farta da crística amizade. 
Vassum Crisso

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Sobre o Deus de Jesus e algumas projeções fantasmagóricas

Sobre o Deus de Jesus e algumas projeções fantasmagóricas

O Deus de Jesus não há de ser ciumento, no sentido de cultivar e nutrir insegurança e temores por razões reais ou imaginárias, tampouco de invejar as qualidades, posses ou sucesso de outrem - não há de padecer por desalento e inquietações estranhas.
O Deus de Jesus não há de ser excludente e possessivo - sempre querendo todo amor para si, ou necessitado de que referendemos sua "superioridade" sobre o cosmos e o mundo, incessantemente. Por certo que esse Deus não há de ser rival do ser humano - como aquele que escraviza e torna as pessoas pequenas.
O Deus de Jesus não há de ser presença exigente que torna mais incômoda a existência e mais pesada a vida, que impõe obrigações duras e difíceis, que pode manifestar-se em castigos obscuros, dolorosos e inexplicáveis, não. Não lhe cabe o soturno papel de o grande “vampiro da humanidade”, como aquele que alimenta sua grandeza à custa da negação do humano. Por certo que são falsas as crenças de que “para enriquecer a Deus, deve-se empobrecer o homem e, para que Deus seja tudo, o homem deve ser nada”.
Por certo que esse Deus não há de ser carga negativa para a existência de ninguém e que a fé em suas pessoas não se trata de uma grande ilusão que mantém a humanidade em imaturidade infantil.
Por certo que a ternura infinita desse Pai/Mãe se nos revela e se nos manifesta como puro amor e como pura salvação.

Miguel Garcia - Vassum Crisso - Ave Marias e o resto da humanidade!

sábado, 14 de março de 2015

Sobre o que há de "censurável" no jeitinho de cada um...

Sobre o que há de "censurável" no jeitinho de cada um...
Por Miguel Garcia

Considerando o legado de Otto R. e Becker, fui levado a crer que não se trata de atitude ou ato traiçoeiro, não se trata de ardil ou mera falta de lealdade, má-fé, perfídia. A criatura humana simplesmente não parece ser capaz de evitar o seu egoísmo (amor exclusivo aos próprios interesses), que parece brotar de sua natureza animal. Segundo Becker, através de incontáveis eras de evolução, o organismo tem precisado proteger a sua integridade - trata-se de dedicar-se a proteger sua identidade fisioquímica, pense nos transplantes de órgãos: o organismo se protege contra a matéria estranha, mesmo que se trate de um novo coração que vá mantê-lo vivo. A própria substância primordial do organismo vivo abriga a si mesma - adestra a si mesma contra o mundo, contra invasões de sua integridade. Perece se deleitar (goza) com suas próprias pulsões, se expandindo no mundo e ingerindo parte dele.

No animal humano, um nível prático de narcisismo é inseparável da auto-estima, de um sentimento básico de valorização de si mesmo. Aquilo que as pessoas mais precisam é sentirem-se seguras em relação ao amor-próprio - amor por si mesmas.
No bicho-homem e bicho-mulher a qualidade de gostar de, ou admirar exageradamente a sua própria imagem (narcisismo), vem combinada à necessidade básica de amar a si sobre todas as coisas e pessoas. Eis a razão para a luta diária e, em geral, atormentada entre irmãos e "amigos": ninguém admite ficar em segundo plano ou lugar e ou, ser desvalorizado, muito menos excluído. Um animal que consegue seu sentimento de valor simbolicamente tem que se comparar, em todos os mínimos detalhes, com aqueles que o cercam, para ter certeza de que não vai ficar em segundo lugar.
A conhecida rivalidade entre irmãos é um problema crítico que reflete a condição humana básica: não é que as "crianças" sejam desumanas, perversas ou dominadoras. É o fato delas expressarem muito abertamente o trágico destino da humanidade inteira: a criatura tem que se justificar desesperadamente como um objeto de valor primordial no universo; tem que se destacar, ser um herói ou heroína, dar a maior contribuição possível para a vida no mundo, mostrar que vale mais do que qualquer outra coisa ou pessoa.

"Ave" Marias e cultu-à-dores do próprio umbigo. MG
Vassum Crisso - MG

quarta-feira, 11 de março de 2015

Sobre "seu" jeito de ser!


Sobre "seu" jeito de ser! 
Por Miguel Garcia

Concluí que não se trata de atitude ou ato traiçoeiro, não se trata de ardil ou mera falta de lealdade, má-fé, traição. A criatura humana simplesmente não parece ser capaz de "evitar" o seu egoísmo (amor exclusivo aos próprios interesses), que parece brotar de sua natureza animal. Através de incontáveis eras de evolução, o organismo tem precisado proteger a sua integridade - trata-se de dedicar-se a proteger sua identidade fisioquímica, pense nos transplantes de órgãos: o organismo se protege contra a matéria estranha, mesmo que se trate de um novo coração que vá mantê-lo vivo. A própria substância primordial do organismo vivo abriga a si mesma - adestra a si mesma contra o mundo, contra invasões de sua integridade. Perece se deleitar (goza) com suas próprias pulsões, se expandindo no mundo e ingerindo parte dele. 

No animal humano, um nível prático de narcisismo é inseparável da auto-estima, de um sentimento básico de valorização de si mesmo. Aquilo que as pessoas mais precisam é sentirem-se seguras em relação ao amor-próprio - amor por si mesmas. 

No bicho-homem e bicho-mulher a qualidade de gostar de, ou admirar exageradamente a sua própria imagem (narcisismo), vem combinada à necessidade básica de amar a si sobre todas as coisas e pessoas. Eis a razão para a luta diária e, em geral, atormentada entre irmãos e "amigos": ninguém admite ficar em segundo plano ou lugar e ou, ser desvalorizado, muito menos excluído. Um animal que consegue seu sentimento de valor simbolicamente tem que se comparar, em todos os mínimos detalhes, com aqueles que o cercam, para ter certeza de que não vai ficar em segundo lugar. A conhecida rivalidade entre irmãos é um problema crítico que reflete a condição humana básica: não é que as "crianças" de zero a cem anos sejam peçonhentas, cruéis ou dominadoras. É o fato delas expressarem muito abertamente o trágico destino da human-idade: a criatura tem que se justificar desesperadamente como um objeto de valor primordial no universo; tem que se destacar, ser um herói ou heroína, dar a maior contribuição possível para a vida no mundo, mostrar que vale mais do que qualquer outra coisa ou pessoa. 

Vassum Crisso

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Para quem ainda não sabe que é religioso: míticas personalidades do Ganzá, da banda do Jazz, torcida do flamengo e restante da criação

Para quem ainda não sabe que é religioso: míticas personalidades do Ganzá, da banda do Jazz, torcida do flamengo e restante da criação - por Miguel Garcia.

Toda sociedade é uma religião, quer admita ou não: a "religião" 'soviética' e a "religião" maoísta são tão verdadeiramente religiosas quanto a "religião" científica e a do consumismo, não importa o quanto possam tentar disfarçar-se mediante a omissão de ideias religiosas e espirituais de suas vidas. Nossa sociedade, mesmo à partir de Newton, por mais cientifica ou secular que alegue ser, ainda é tão "religiosa" quanto qualquer outra, em outras palavras: nossa sociedade "civilizada" não passa de uma esperançosa crença e protesto de que a ciência, o dinheiro e os bens façam com que o homem valha mais do que qualquer outro animal. Nesse sentido, tudo aquilo que os bichos-humanos fazem é religioso e aspirante ao heroísmo e, no entanto, corre o perigo de ser fictício e falível. Cada sistema cria papéis para a realização de vários graus de heroico: do "alto" heroísmo de um Churchill, um Mao, ou um Buda, ao "baixo" heroísmo do trabalhador das minas de carvão, do roceiro, coletor de café, do camponês, do simples sacerdote; o simples, habitual, terrestre heroísmo desempenhado pelo trabalhador de mãos calejadas que sustenta uma família mesmo na fome e na doença.
Não importa se o sistema de heroísmo de uma cultura é francamente mágico, religioso e "primitivo", ou secular, cientificado e tecnológico-"evoluído". É mesmo assim, um sistema de heróis mítico, no qual as pessoas se esforçam para adquirir um sentimento básico de valor, de serem especiais no cosmo, de utilidade máxima para a criação, de significado inabalável. Elas "adquirem" esse sentimento escavando um lugar na natureza, construindo uma edificação que reflita o valor do homem: um templo, uma catedral, um totem, um arranha-céu, uma família que se estenda por três gerações. A esp-erança e a fé estão em que as coisas que o homem cria em sociedade tenham um valor e um significado duradouros, que sobrevivam ou se sobreponham à morte e à decadência, que o animal-humano e seus produtos tenham importância. Vassum Crisso - Referências: Rank, Baker, etc...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Clara - Miguel Garcia (Consagrado a Fátima Nascimento)


Pau neles, em nós e no resto do mundo!...

Pau neles, em nós e no resto do mundo!...
Viva o culto ao próprio umbigo e a tragédia de Narciso. Viva o desejo de se destacar e ser o tal da criação. Viva o cara, a mina - o objeto de valor fundamental, o primeiro no universo, o que representa em si mesmo a totalidade da vida. Viva o animal que adquire seu sentimento de valor mediante símbolos e, por conta disso, tem que se comparar em todos os mínimos detalhes com aqueles que o cercam, para ter certeza de que não vai ficar em segundo lugar. Viva esse "meio de existir", essa busca por si mesmo, viva a "relevância" num mar de infor-m-ações, viva a confirmação de estar vivo e presente no cenário, viva o espreitar e o espreitado: pau de Self neles, em nós, no resto do mundo! MG - Vassum Crisso

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Sobre ‘etern-idade’, tabus e voyeurismo ambiental (estava considerando as mega-edificações templárias enquanto escrevia...)

Sobre ‘etern-idade’, tabus e voyeurismo ambiental (estava considerando as mega-edificações templárias enquanto escrevia...)
Se o seu desejo é evidenciar o poder de um determinado deus, ou se você quer homenagear “ancestrais” (fund-à-dores de uma determinada confraria), ou, ainda, perpetuar o domínio e os privilégios de seus pares ou sócios, que outra forma seria melhor do que construindo algo magnífico? 
O apetite por vi-ver ‘à cima’ da humanidade requer um esforço e um planejamento humano fenomenal – manipulação e competição predatória. 
A volúpia por estruturas coloss-ai-s, extre-má-mente complexas e tesas no cenário, pode indicar algo para além da mera as-piração de ver satisfeita uma divindade: pode indicar um tesão inconfesso por tornar-se uma delas. Vassum Crisso - Miguel Garcia. 

Meu pensamento sobre-voa a confraria dos iguais

Meu pensamento sobre-voa a confraria dos iguais

Os "diabos", quanto mais 'versados' e livrescos, mais devast-à-dores para o 'espírito humano'. "Diabo" imbecil não é menos "diabo", contudo, sua condição favorece a 'alma' que anseia por regalias. Miguel Garcia - Vassum Crisso.