segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

LAMENTO NEGRO

LAMENTO NEGRO
(fragmento)
Eduardo de Oliveira



Eu sinto em minhas veias
o grito dos cafezais.
Enxergo em minhas mãos a sombra
dos meus irmãos
vergastados pelo chicote
dos senhores da terra.
Aqueles que carregam o Brasil nas costas
não têm túmulos
nem legendas;
seu sono não é velado,
seu nome ninguém conhece.
Hoje eles seguem a sina
de uma sorte inglória...
de um destino obscuro.
Como as grandes noites
que se debruçam no parapeito
do tempo, para espiar o mundo,
a minha raça vem contemplando
e trabalhando para a ventura alheia,
debruçada na grande noite
do desespero.
Hoje, se o progresso despeja-se
pelos jardins do meu tempo,
a Pátria que agora é minha
chora prantos de café.
A pátria de hoje
É um pedaço de tristeza
e de soluço dos meus avós,
atirada pelas tumbas sem legendas.
Os meus ancestrais
foram vassalos dela...
escravos dela
e se esqueceram de viver.
A grandeza da minha terra
tem seus pés fincados
na alma da minha gente,
na fome da minha gente,
oculta nos presídios,
nos mocambos, nas favelas,
na hemoptise que escreve com sangue
a sorte da minha raça.
Não mais farei versos bonzinhos
para o agrado dos meus novos senhores.
Escuta, "Capitão do Mato":
Daqui por diante
só cantarei o destino da gente
que estua em meu sangue de negro.
Meu poema terá o gosto amargo
do desespero do meu povo.
(...)
Se a turbulência das praças
arrastarem as multidões
amotinadas pela fome
lá estará o meu grito de rebeldia.
Ser negro é sentir a pujança telúrica
das raças infelizes.
Senzalas, ritos, cafezais
são símbolos de ontem
que relembram escravidão.
Favelas, salários, sindicatos,
são emblemas de agora, chicoteando
o rosto de meus irmãos. (...)
[De Banzo, 2a. ed. São Paulo: Obelisco, 1965.]


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Sabia que...

Sabia que...
Miguel Garcia
Nossas histórias ainda não foram contadas (a história dos que perderam), mas isso não quer dizer que jamais serão.
A clandestinidade virou norma de segurança ante o aparelho repressivo.
A história dos que 'venceram' está aí, muito mal contada, mas isso tem de mudar, é possível fazer com que mude.
Perdas, danos e ganhos serão içados do abismo de memórias aflitas e costurados no tecido de uma narrativa muitíssimo esclarecedora e con-tun-dente.
Vassum Crisso

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Negra é a cor da minha pele


Negra é a cor da minha pele

Nada fui! Nada sou! Nada serei,
Só porque negra é a cor da minha pele!
Mesmo que tudo eu dê, nada terei
nesta Sodoma, em que a ambição a impele!

Diante destes racistas é que eu hei
de amar o bem, antes que a dor revele
que, por ser negro, ainda sustentarei
seu império que, a tempos, me repele!

Eu represento a espécie sofredora
de indivíduos anônimos, de párias,
atores de uma história aterradora

Pobre do negro, pobre de quem sonha
como eu, que dentre as almas solitárias
somente pude ser a mais tristonha...

Eduardo de Oliveira
Negra é a cor da minha pele, in Túnica de ébano


Vassum Crisso!


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

X Per-versos


X Per-versos
Miguel Garcia

Senhoras e senhores,

A perversão tornou-se um ideal em nossos dias. Estamos nos tornando perversos.
Perversão virou norma social, segundo Melman, não a perversão com sua conotação moral, de modo algum, mas a perversão que está hoje no princípio das “relações” sociais, através da forma de se servir do parceiro como um objeto que se descarta quando se avalia que é insuficiente
Nossa sociedade coisifica seus membros, não apenas no quadro das “relações” de trabalho, mas em todas as circunstancias.
Impulsionada pela perversão (desvio patológico do comportamento considerado normal), a sociedade neo-liberal e, portanto predatória, encontra os meios, usa fachadas honestas, regula o que ‘percebe’ como problema e, por fim, descarta aqueles (as) que, após a terem servido, se tornaram sem uso, fontes de despesas sem contrapartida.
O valor de uma pessoa depende de ela ser fonte de benefícios. Numa situação dessas, aquele que revelar-se “defeituoso”, impondo-se como objeto desvalorizado, deverá ser atirado à caça. 

Vassum Crisso

O Bicho


O Bicho
Manuel Bandeira

Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem

Vassum Crisso

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Amei! Amém!


Amei! Amém! 
(Consagrado ao poeta, irmão e amigo: Paulo Cruz)        
Miguel Garcia

Notas explicativas são próprias do homem:
Análises varonis,
esclarecimentos v-iris...
Amo, mas por qual razão?
Amei! Amém.
Que assim seja!
Amei teu poema na ausência de opções,
somática do belo e-feito descaindo...
Amei esse algo que semeia o sublime,
amei enfim:
amém!
Be-atitude dessa amizade...

Vassum Crisso

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Fala


Fala
Secos & Molhados

Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto
Se você disser 
Tudo o que quiser
Então eu escuto
Fala 


Lá, lá, lá, lá, lá, lá. lá, lá, lá 

Fala


Se eu não entender

Não vou responder
Então eu escuto
Eu só vou falar
Na hora de falar
Então eu escuto
Fala 

Lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá, lá

Fala

Vassum Crisso

sexta-feira, 13 de julho de 2012

CORPALMAS e ALMORPOS

CORPALMAS e ALMORPOS
Eduardo Galeano



A 'religião' diz-nos: o corpo é uma culpa. A ciência diz-nos: o corpo é uma máquina. O corpo diz: eu sou uma festa! Nem máquina, nem  culpa: o corpo é uma FESTA. E para redescobrir o corpo como uma festa é preciso aceitar que o corpo não é apenas corpo. Essa fratura entre corpo e alma nos faz muitíssimo mal, no entanto, é esta fratura que domina a educação que recebemos, onde a relação entre a alma e o corpo é a 'relação' entre a bela e a fera. Julgo que seja preciso superar isso para que entendamos que na realidade somos CORPALMAS e ALMORPOS, tudo misturado: o corpo e alma não como coisas separadas, divisíveis. 

Vassum Crisso

sábado, 16 de junho de 2012

Como seria “simples”...


Como seria “simples”...
Miguel Garcia

Como seria “simples” se pudéssemos satisfazer os anelos de toda a condição humana, em segurança, no nosso quarto de dormir (casadinhos e afins)! Se o parceiro (a) fosse como Deus, onipotente para nos apoiar em nossas carências, abarcando tudo para podermos fundir nele (a) nossos desejos. Becker

Como seria “simples” ancorar e delimitar nossas vidas com ‘aléns’ que estivessem logo à mão, pouco adiante, ou forjados por nós mesmos;

Como seria “simples” que a intuição não con-vida-sse a ingressar no além (afora; a outra vida) da religião;

Como seria “simples” se fossemos capazes de fechar os olhos à nossa necessidade profunda - à ideologia realmente religiosa inerente à natureza humana: única capaz de satisfazer a carência básica de qualquer gênero de vida social;

Como seria “simples” se pudéssemos crer que a entrega a Deus é masoquismo, que esvaziar-se de si mesmo é degradante, que o ponto mais distante que o eu pode alcançar, que a máxima idealização acessível ao homem encontra-se exatamente  em “abandonar a ideia de Deus – na não expansão amorosa do Ágape; em não realizar-se criativamente;

Como seria “simples” não render-se à grandeza da natureza no mais elevado e menos fetichizado nível: não ‘conquistar’ a morte;

Como seria “simples” se a confirmação heroica da vida de cada um pudesse ser obtida no sexo, no outro, em formas de religião particular; se toda essa lista de coisas atraísse o bicho/humano para cima, ou o libertasse , deixando-o pleno/integral, satisfeito e confiante;

Como seria “simples” se pudéssemos prescindir dos “verdadeiros valores interiores na personalidade”, se pudéssemos ser mais do que meramente um reflexo de algo vizinho desses valores e não meras sombras de sombras; se portássemos um giroscópio firme em nosso íntimo;

Como seria “simples” se houvesse em nós um centro: não ter que olhar para além do eu, além dos consolos dos outros e das coisas deste mundo;

Como seria “simples” se não fossemos teológicos, mas sim biológicos;

Como seria “simples” se nossa cultura pública e privada, sobretudo a das elites, não se dissolvesse em corrupção, cocaína, apatia politica, consumo e filosofias-de-retoques-e-maquiagens;

Como seria “simples” se uma cervejinha no sábado à tarde, um grito de gol a cada dois anos, três dias de desfiles nas avenidas, ou ainda o culto ao próprio umbigo, às lágrimas e suspiros românticos; se a obsessiva pergunta: “quem pode ter orgasmos com o quê e com quem”, ou, finalmente, o sonho da semana de compras em Miami, desse cabo da doença mortal - desespero da criatura bipartida... Como seria “simples”... Mas isso é impossível.

Vassum Crisso

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Pedir e suplicar é como falar mal de Deus


Pedir e suplicar é como falar mal de Deus
Por Miguel Garcia

As considerações do teólogo e filósofo Andrés Torres Queiruga sobre súplicas/oração de petição e afins, resumem-se basicamente nos seguintes tópicos:

1 – A oração é fundamental na vida religiosa.

2 – Existe uma íntima dialética entre a oração de uma pessoa e o que a mesma pensa de Deus.

     3 – É de extrema urgência revisar muito a fundo o modo de orar, para que seja adequado à nova imagem de 
Deus exigida pela sensibilidade atual, o que não significa “acomodar-se à figura deste mundo”, mas absolutamente o contrário: de aproveitar a chamada dos “sinais dos tempos” como uma profecia que nos chega do melhor da evolução cultural e de sua recuperação na teologia, para realizar uma autêntica conversão.

4 – Também os discípulos começaram a perceber a novidade que Jesus introduzia na imagem de Deus e compreenderam a necessidade de mudar seu modo de orar (Lc 11,1).

5 – O ensinamento de Jesus sobre o Abbá (papai), que em geral nos parece simples, é sério e delicado; tendemos a obscurecê-lo, carregando-o com nossos medos e deformando-o com nossos fantasmas, continuamente. E é aí quando Deus nos escapa para o além, para o céu, e acabamos por vê-lo distante, dominador e justiceiro. Por essa razão, necessitamos redescobrir constantemente esse rosto que Jesus procurou nos revelar.

6 – Deus é amor (1Jo 4,8.16) – todo o seu ser consiste em amar, nos criou e continua criando-nos e sustentando-nos, pois a criação é um ato contínuo – para a nossa realização e nossa felicidade (não, portanto, “para servi-lo” que nos criou, nem “para sua glória”, ao menos no sentido normal que todos atribuem a essas palavras).

7 – Como criador a glória de Deus é nossa vida; como pai/mãe sua alegria é ver nossa alegria, e se deleita com nossos êxitos e realizações e toda a ação de Deus na comunidade é dirigida única e exclusivamente a ajudar a salvar.

8 – Em Jesus nem sequer compete nossa expectativa , pois seu amor nos precede desde de sempre (Jo 6,44); que nos precede sem condições (Mt 5,45). Daí o chamado de Jesus à confiança total (Lc 12,7).

9 – Em Jesus aprendemos que não necessitamos pedir nada porque já nos está dando tudo. O que necessitamos é justamente o contrário: deixar-nos convencer, ajudar e salvar; confiar que, apesar das aparências, ele está sempre conosco, fazendo todo o possível por nosso bem e nossa felicidade. Se algo falha, não é nunca de sua parte, porque o que se opõe a nosso bem opõe-se identicamente a seu amor por nós (e com maior força, se é possível: também os pais humanos vivem antes e com maior intensidade os males de seus filhos).

10 - Quando algo que poderia ter solução não a recebe é porque ou não colaboramos com Deus. (o nós diz respeito à individualidade e à coletividade, posto que nem sempre somos responsáveis diretos pelas coisas que nos sobrevém).

11 – Cabe sim falar em petição; porém de Deus para nós: para que nos deixemos salvar, para que acolhamos seu chamado e seu impulso em favor dos irmãos necessitados, pois é esse o sentido mais genuíno e, no fundo, único do “mandamento” do amor.

12 - O exame de nossas orações de petição revela que a pessoa que pede/suplica em oração está implicando objetivamente – gravando em seu inconsciente individual e propagando no imaginário coletivo as seguintes inverdades, distorções e monstruosidades a respeito de si e  de Deus:

  
-           - Que ela percebeu a necessidade e tomou a iniciativa: é boa e procura convencer a Deus para que também ele o seja;
Que em troca, Deus se mantém passivo, ou pelo menos não suficientemente ativo e generoso até que ela (a pessoa que suplica) o convença, se for capaz.
         Que se num futuro não muito distante o pedido ou súplica não for atendido, a lógica mais elementar impõe a consequência: Deus “não ouviu nem teve piedade”.
   Que Deus poderia, se quisesse, solucionar seus males e sofrimentos - dela e do mundo inteiro, porém, ao que parece, não quer fazê-lo.

13 – Mesmo sem pretendê-lo em nossa intenção consciente, certamente, porém implicando-o de modo necessário na objetividade do que decidimos, estamos projetando uma imagem monstruosa de Deus quando suplicamos e pedimos qualquer coisa. Não apenas ferimos a ternura infinita de um amor que não pensa mais do que em ajudar e salvar, mas acabamos por dizer, implicitamente, algo que não nos atreveríamos a dizer nem do mais infame dos humanos.  Compreendemos que Deus não pode ser amoroso e monstruoso ao mesmo tempo, portanto, “se estivesse a seu alcance”, não teria dúvidas em eliminar do mundo tanto mal e tanto horror, que ele não seria capaz de tão inconcebível monstruosidade.

14 – Ao Deus de Jesus não é preciso suplicar e convencer. O Deus de Jesus não se move com dádivas e sacrifícios e não favorece a alguns poucos, não legitima as paupérrimas imagens divinas que estão transmitidas, tampouco os estranhos comércios que se formam em torno das mesmas.

15 – Compreendemos que a boa intenção supre muitas coisas e que a linguagem tem outras dimensões além da lógica e objetiva, de tal modo que nem tudo depende dela, no entanto, não se deve chegar à contradição entre as diferentes dimensões (é certo que às vezes até uma blasfêmia pode ser “oração”; contudo, não se deve recomendar tal modo de orar...), que não se pode jogar com questões tão extremamente delicadas: ou purificamos as imagens de Deus que abrigamos no imaginário ou isso poderá e será usado para nutrir ateísmos, além de provocar angústias, neuroses e desesperos.

16 – A resistência a qualquer tipo de reconfiguração da oração parece ter apoio e garantia da própria Escritura. Porque é evidente que não só são copiosas as petições em toda ela, mas o próprio Jesus parece recomendá-la encarecidamente: “Pedi, e ser-vos-á dado” (Mt 7,7; Lc 11,9). O dado é inegável, mas também o é que exige interpretação. Logo de saída, basta lê-lo para perceber que, tomado ao pé da letra, seria uma enorme falsidade: quantas petições, inclusive feitas com todas as garantias litúrgicas e de conteúdo, são outorgadas? Queiruga pergunta! Por outro lado, quando se examina de perto a questão, aparece logo a enorme cautela de Jesus – naquele tempo e naquela cultura! – ao falar do tema:
Quando orardes, não multipliqueis palavras como fazem os pagãos; eles imaginam que pelo muito falar se farão atender. Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe do que precisais, antes que lho peçais (Mt 6, 7-8).
Marcos, por sua vez, cita uma frase significativa e tão estranha que causou problema já nos próprios manuscritos, segundo Queiruga:
Por isso que vos digo: Tudo o que pedis orando, acreditai que o recebestes, e vos será concedido (Mc 11, 24).

17 - Finalmente, Torres Queiruga nos faz perceber que a interpretação bíblica mostra que, na exortação a pedir (Mc 11,24), a verdadeira ênfase não está em pedir muito, e sim em confiar muito. A famosa parábola do “amigo importuno” pertence às parábolas “de contraste” que insistem no “muito mais” da bondade de do amor de Deus. Bondade que supera todo o pensável e imaginável: torna-se inconcebível que um amigo falte desse modo à hospitalidade, “quanto mais Deus!”.  É impossível que ele falhe conosco: a segurança é absoluta! Queiruga nos convoca a averiguar essas últimas afirmações em Lc 11,5-13; 7,7-11; e também na parábola do juiz iníquo: Lc 18, 1-8. Segundo Queiruga a aplicação é óbvia:

Se algo busca salientar tudo o que estamos dizendo até aqui é justamente essa confiança sem limites, de tal modo que a aparente infidelidade à letra acaba se demonstrando como mais profunda fidelidade ao espírito.
E note-se, além disso, que dessa maneira não se renuncia a nenhum modo nem dimensão da oração: tudo quanto vivemos e experimentamos diante de Deus, tudo de que necessitamos e tudo que desejamos podemos expressá-lo sem recorrer à petição. Com a vantagem de que então o expomos com toda a verdade, pois não ferimos o infinito respeito que Deus merece de nós em seu amor e em sua iniciativa absolutos. Pense-se, para continuar com o exemplo, que outra profunda verdade e que distinto clima eclesial dai redundariam se a fórmula fosse deste teor ou semelhante:

- Senhor, em nossa preocupação com o sofrimento e o mal que nos atinge e que também atinge o resto da família humana, reconhecemos a petição de teu amor compadecido, que nos chama a que, superando nosso egoísmo e miopia, colaboremos contigo, ajudando com generosidade os inúmeros necessitados ao nosso redor e aceitando a carga de impossibilidades que se nos apresentam por conta de nossa condição mortal/humana. Senhor, queremos escuta-lo e enveredar pelo caminho da piedade de modo a que possamos ajudar a nós mesmos e a nossos irmãos.

18 - Oremos com o teor do “modelo” acima ou com teores semelhantes: sejamos cri-ativos, pois! Em contraste com todo e qualquer modelo que nos isenta de responsabilidades e acaba por incriminar o Amor que não sabe, não pode e não está interessado em nada além de nos amar, apoiar e sustentar intimamente: Deus é amor.

Pautado pelo texto de Andrés Torres Queiruga - teólogo e escritor galego. Realizou estudos no seminário de Santiago de Compostela e na Universidade de Comillas, passou dois anos em Roma realizando a sua tese. Foi professor de Teologia no Instituto Teolóxico compostelá e de Filosofia da Religião na Universidade de Santiago de Compostela. É membro da Real Academia Galega e do Consello da Cultura Galega; foi um dos fundadores e diretor da revista Encrucillada - PELO DEUS DO MUNDO NO MUNDO DE DEUS. Edições Loyola -

Vassum Crisso